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Como realizar Procissão da Comunhão da Celebração Eucarística de modo... parte VII

COMO REALIZAR A PROCISSÃO DA COMUNHÃO DA CELEBRAÇÃO  EUCARÍSTICA DE MODO MISTAGÓGICO - Parte VII

Olá amigos e amigas!

Estamos juntos mais uma vez para continuarmos a reflexão sobre a nossa Sagrada Liturgia.

Vamos dar continuidade a nossa reflexão, que na semana passada tivemos que interromper, para refletirmos sobre o dia de Finados.

Depois de refletirmos sobre o que a Igreja diz, em seus documentos, sobre a Procissão da comunhão na celebração Eucarística, vamos agora então refletir: COMO REALIZAR A PROCISSÃO DA COMUNHÃO DA CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA DE MODO MISTAGÓGICO. Faremos a Parte VI.

A COMUNHÃO NAS DUAS ESPÉCIES. Parte II

A Instrução Geral sobre o Missal Romano diz: “A comunhão realiza mais plenamente o seu aspecto de sinal quando sob duas espécies. Sob esta forma se manifesta mais perfeitamente o sinal do banquete eucarístico e se exprime de modo mais claro a vontade divina de realizar a nova e eterna Aliança no Sangue do Senhor, assim como a relação entre o banquete eucarístico e o banquete escatológico no reino do Pai” (IGMR 281).

Exprime mais claramente o:

  • aspecto memorial= o que Cristo fez na última ceia;
  • aspecto convivial= o sentido da eucaristia como sagrado banquete;
  • aspecto sacrifical= a missa como memorial do sacrifício da Cruz;
  • aspecto escatológico= a eucaristia com o banquete escatológico no Reino e seu vinho novo.

“Mesmo certos da plena validade da comunhão sob qualquer uma das duas espécies, conforme doutrina do Concílio de Trento (sess.21 – Denz. 1725-1729), não deixamos de patentear aos fiéis que a comunhão tem muito mais sentido de sinal quando é administrada conforme a vontade do Senhor  que selou a aliança nova e eterna no seu Corpo e no seu Sangue dados sob as espécies de pão e vinho, onde se vê mais claramente a relação da Ceia eucarística com o banquete escatológico do Reino. É desejável que se admita de preferência esta forma de comunhão, sempre que razões pastorais sérias não venham a dificulta-la” (CNBB, Doc. 2 , nº 2.5.4).

A comunhão sob duas espécies não é para solenizar a celebração, mas para dar-lhe expressividade sacramental.

O fato do sacerdote, durante o rito da comunhão, mostrar o pão eucarístico sobre o cálice (IGMR 84, 157, 243) ressalta a unidade do pão e do vinho e  parece indicar, que naturalmente, a comunhão deveria ser dada sob as duas espécies.

No Missal Romano existem várias orações que fazem alusão ao Corpo e ao Sangue de Cristo:

“Ó Deus de majestade, nós vos suplicamos humildemente: assim como nos alimentais com o Corpo e o Sangue de Cristo, dai-nos participar da natureza divina” (5º. Sábado da Quaresma);

“Ó Deus, governais pelo Espírito aos que nutris com o Corpo e o Sangue do vosso Filho...” (9º Domingo do Tempo Comum);

“Tendo recebido em comunhão, o Corpo e o Sangue do vosso Filho...” (33º Domingo do Tempo Comum);

Oração das oferendas do 5º Domingo do Tempo Comum; 11º Domingo do Tempo Comum e outras;

“E nós vos suplicamos que, participando do Corpo e Sangue de Cristo...” (epiclese de comunhão);

“Tomai, todos, e bebei... (Narrativa da última ceia – consagração).

Há duas maneiras de fazer a comunhão sob duas espécies: bebendo diretamente do cálice ou por intinção (IGMR 284 – 287).

Embora o missal diga que a comunhão possa ser na boca ou na mão (IGMR 161), a maioria dos liturgistas dizem que preferem na mão, pois além da higiene, salva o sinal da eucaristia como refeição, pois numa refeição ninguém dá comunhão na boca do outro, pessoas normais não põem comida na boca do outro.

O Diretório da Liturgia da CNBB, 2011, nº 13.7, no item 5 diz; “recomenda-se a todos, em particular às crianças, a limpeza das mãos, como sinal de respeito para com a Eucaristia”.

Não pode haver “self-service” na comunhão, ou seja, tomar por si mesmo o pão e o vinho consagrados (IGMR 160). Todos somos iguais, mas quando tomamos a comunhão por nós mesmos aparece o individualismo, pois cada um se serve a si mesmo.

Primeiro o sacerdote comunga, depois distribui a comunhão aos ministros e estes distribuem ao povo, pois é o sinal de Cristo que na ceia “dá” a seus discípulos (CNBB, Doc 43, nº 320).

A comunhão é dom, que nos é dado, e não um dom que nós nos damos. Participamos de uma mesa servida para todos e não servida por cada um a si mesmo. Pode haver casos particulares quando a cesta de pão passa de mãos em mãos (grupo reduzido), ou quando os limites do espaço nos aconselham.

O missal também diz que a comunhão pode ser recebida em pé ou de joelhos (IGMR 160). Porém o mesmo missal quando trata da postura do corpo da celebração eucarística diz que só se ajoelha na consagração (IGMR 43). A instrução antiga do missal dizia que a comunhão se fazia “em pé” (IGMR 244).

“Em pé” tem sido desde sempre uma postura pascal (estar ressuscitado com o Cristo), como é a eucaristia. Só a partir do séc. XIII, no Ocidente para mostrar o aspecto de reverência e culto, se generalizou receber a comunhão de joelhos, até a reforma do Concílio Vaticano II.

Receber a comunhão sob duas espécies não é somente questão teológica, mas de sinal, que favorece a compreensão de banquete.

Precisamos de uma mudança de mentalidade. Temos que superar a preguiça, a inércia, a comodidade e despertar o sentido da importância que tem a linguagem expressiva dos sinais sacramentais e ajudar a comunidade a participar melhor do mistério celebrado. “Todas as vezes que comemos de pão e bebemos deste vinho...” (1Cor 11, 26).

Até mais...

 

Pe. Ocimar Francatto

 

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