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Pe. Ocimar Francatto reflete sobre: Maria e o seu culto (Parte II)

Olá amigos e amigas!

Que bom é ter todos vocês nesta nossa reflexão semanal da Sagrada Liturgia.

Vamos continuar nossa reflexão de MARIA E O SEU CULTO. Hoje faremos a Parte II.

Uma grande parte dos autores situa as primeiras manifestações do culto a Maria, depois do aparecimento do culto aos mártires.

Nos primeiros séculos, não se fala em festas marianas; a sua memória, no entanto, está inserida na celebração do mistério de Cristo, expressa tanto na pregação da Igreja como na sua oração.

Vejamos:

  • Na primeira metade do século III, a Oração Eucarística anotada por Hipólito de Roma, na Tradição Apostólica (que hoje é a Oração Eucarística II, do Missal Romano) dizia no prefácio: “Ele é a vossa Palavra inseparável, por quem criastes e que, porque assim foi do vosso agrado enviastes do céu ao seio da VIRGEM. Tendo sido concebido, fez-se homem e manifestou-se como vosso Filho, nascido do Espírito Santo e da VIRGEM”.
  • Na Profissão de Fé, na Tradição Apostólica diz: “crês em Jesus Cristo, Filho de Deus, que nasceu de MARIA pelo Espírito Santo?”

A partir do Concílio de Éfeso, em 341, com a solene proclamação da Maternidade divina de Maria, ganham impulso as festas marianas propriamente ditas, tanto no Oriente como no Ocidente, geralmente, passado do Oriente para o Ocidente.

De fato, a veneração de Maria, Mãe de Deus a “Theotókos” está na origem de todo o privilégio de Maria. Ela não é somente mãe biológica, mas é Mãe do Verbo encarnado de Deus, a “Mãe de Deus”.

A partir do século XI, na Igreja latina, as festas de Maria vão se multiplicando a partir de experiências locais, com base em revelações particulares, numa perspectiva subjetiva e devocional, considerando Maria em si mesma e exaltando as suas virtudes.

Chegou-se a uma espécie de “ciclo mariano”, paralelo ao cristológico, com dias e meses a ela dedicados. Cresceu, progressivamente, o descompasso entre os dados bíblicos e da tradição e a interpretação ocorrente no meio dos fiéis, nos sermões, nos cantos, nas ladainhas e em outras expressões devocionais.

O culto mariano assumiu dimensões enormes, comparado à sóbria imagem de Maria no Novo Testamento. Assim, o crescimento de sua devoção, com prejuízo no que se refere ao sentido conferido pela Liturgia primitiva, coincide com a decadência da própria Liturgia em geral e do Ano Litúrgico em particular: inacessíveis ao povo (latim) destituídos de teologia, desviados do eixo fundamental da Páscoa.

O Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965), longamente preparado pelo Movimento Litúrgico (a partir de 1909), propôs à Igreja inteira um movimento de retorno às fontes. A finalidade do Concílio, apontada no primeiro artigo da Constituição Litúrgica Sacrosanctum Concilium (SC) foi a de “promover a vida cristã” e, com este mesmo objetivo, foi proposta a reforma litúrgica “para que os fiéis pudessem expressar em sua vida e manifestar aos outros o mistério de Cristo e a natureza genuína da verdadeira Igreja”. A Liturgia deixa de ser um conjunto de cerimônias externas e recobra a sua natureza teológica de memorial da Páscoa de Cristo no coração da história (cf. Sacrosanctum Concilium, 5-7). Sob esta luz, o V capítulo da Sacrosanctum Concilium colocou os princípios da reforma do Ano Litúrgico e do calendário, estabelecendo como eixo estruturante o memorial da Páscoa de Cristo, tendo o Domingo como “núcleo e fundamento” (SC 106) e a festa da Páscoa como seu ponto alto.

Desta forma, toda forma de culto mariano que não esteja intimamente ligado e relacionado com a celebração do Mistério Pascal de Cristo corre o risco de desviar-se da natural e obrigatória referência a Cristo e a obra de salvação realizada plenamente por Ele.

Até mais...

 

Pe. Ocimar Francatto

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