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Papa explica como se reconciliar com Deus durante o confinamento pelo coronavírus

Vaticano, 20 Mar. 20 / 09:28 am (ACI).- O Papa Francisco explicou, durante a Missa celebrada na Casa Santa Marta nesta sexta-feira, 20 de março, como se confessar durante o confinamento decretado em muitos países do mundo pela pandemia de coronavírus COVID-19.

O Pontífice falou sobre o problema que muitos fiéis enfrentam nestes dias: se todos devem estar trancados em casa, como encontrar um sacerdote para se confessar?

“Sei que muitos de vocês, na Páscoa, vão se confessar para se encontrarem com Deus. Mas muitos me diriam hoje: ‘Mas padre, onde posso encontrar um sacerdote, um confessor, por que não podemos sair de casa? E eu quero fazer as pazes com o Senhor, eu quero que ele me abrace, que meu pai me abrace... Como posso fazer se não encontro sacerdotes?’".

O Papa assinalou que a resposta se encontra no catecismo. "É muito claro", disse. “Se não encontras um sacerdote para confessar, fale com Deus, Ele é teu pai, e diga a Ele a verdade: ‘Senhor, aprontei isso, isso, isso... Perdoa-me’, e peça perdão a Ele de todo coração, com o Ato de Contrição”.

No entanto, para que essa confissão espiritual seja eficaz, deve ter uma promessa, explicou o Pontífice: confessar-se com um sacerdote assim que seja possível.

Ou seja, primeiro pedir perdão a Deus e em seguida prometer-lhe: “Depois vou me confessar, mas me perdoe agora”.

O Papa assegurou assim que “imediatamente voltarás à graça de Deus. Tu mesmo podes aproximar-te – como nos ensina o Catecismo – ao perdão de Deus, se não tem à mão um sacerdote”.

 

 

“Pensem: é o momento! E este é o momento correto, o momento oportuno. Um Ato de Contrição bem feito, e assim nossa alma se tornará branca como a neve”, reforçou.

Voltar junto ao Pai

O Papa Francisco, em sua homilia comentou a Primeira Leitura do dia, do Profeta Oseias. Explicou que, cada vez que escuta a frase “Volta, Israel, para o Senhor, teu Deus”, lembra “uma canção que há 75 anos Carlo Buti cantava e que nas famílias italianas em Buenos Aires as pessoas ouviam com grande prazer: ‘Torna dal tuo papà, la ninna nanna ancora ti canterà’ (‘Volte para o teu pai. Ele ainda cantará para ti a canção de ninar’)”.

“Volta: mas é o teu pai que te diz para voltar. Deus é o teu pai; não é o juiz, é o teu pai: Volta para casa, escuta venha”, destacou o Papa Francisco.

Também “essa recordação – eu era menino – me leva imediatamente ao pai do capítulo 15 de Lucas, aquele pai que diz: Estava ainda longe, quando seu pai o viu, aquele filho que tinha ido embora com todo o dinheiro e o desperdiçou. Mas, se o vê de longe, é porque esperava por ele. Subia ao terraço – quantas vezes por dia! – por dias e dias, meses, anos, quem sabe, esperando o filho. Ele o vê de longe. Volta para o teu pai, volta para o teu pai. Ele te espera. É a ternura de Deus que nos fala, especialmente na Quaresma. É o momento de entrar em nós mesmos e recordar o Pai, ou voltar para ele”.

A primeira reação pode ser dizer: “Não, pai, tenho vergonha de voltar porque... Você sabe pai, fiz muitas coisas, eu aprontei muito.... O que o Senhor diz? ‘Volta, eu te curarei da tua infidelidade, te amarei profundamente, porque minha ira se afastou. Eu serei como orvalho; florescerás como um lírio e lançarás raízes como uma árvore do Líbano’”.

O Papa convidou a voltar junto a Deus sem medo: “Volta para teu pai que te espera. O Deus da ternura nos curará; nos curará das tantas, tantas feridas na vida e das tantas coisas ruins que aprontamos. Cada um tem as suas! Mas pensar isso: retornar a Deus é retornar ao abraço, ao abraço de pai. E pensar naquela outra promessa que Isaías faz: ‘Se vossos pecados forem escarlates, se tornarão brancos como a neve’".

Deus “é capaz de nos transformar, Ele é capaz de mudar o coração, mas precisamos dar o primeiro passo: voltar. Não é ir para Deus, não: é voltar para casa”.

“A Quaresma sempre tem por objetivo essa conversão do coração que, no costume cristão, ganha forma no Sacramento da Confissão. É o momento para – eu não sei se [para] ‘acertar as contas’, não gosto disso – deixar Deus nos embranquecer, Deus nos purificar, Deus nos abraçar”.

Por último, o Papa assinalou que “seria belo se hoje ecoasse em nossos ouvidos esta frase:  ‘Volta para o teu pai, volta para o teu pai’. Ele te espera e fará festa para ti”.

A seguir, a leitura comentada pelo Papa Francisco:

Oseias 14,2-10

Assim fala o Senhor Deus: 2“Volta, Israel, para o Senhor, teu Deus, porque estavas caído em teu pecado. 3Vós todos, encontrai palavras e voltai para o Senhor; dizei-lhe: ‘Livra-nos de todo o mal e aceita este bem que oferecemos; o fruto de nossos lábios. 4A Assíria não nos salvará; não queremos montar nossos cavalos, não chamaremos mais ‘Deuses nossos’ a produtos de nossas mãos; em ti encontrará o órfão misericórdia”. 5Hei de curar sua perversidade e me será fácil amá-los, deles afastou-se a minha cólera. 6Serei como orvalho para Israel; ele florescerá como o lírio e lançará raízes como plantas do Líbano. 7Seus ramos hão de estender-se; será seu esplendor como o da oliveira, e seu perfume como o do Líbano.

8Voltarão a sentar-se à minha sombra e a cultivar o trigo, e florescerão como a videira, cuja fama se iguala à do vinho do Líbano. 9Que tem ainda Efraim a ver com ídolos? Sou eu que o atendo e que olho por ele. Sou como o cipreste sempre verde: de mim procede o teu fruto. 10Compreenda estas palavras o homem sábio, reflita sobre elas o bom entendedor! São retos os caminhos do Senhor e, por eles, andarão os justos, enquanto os maus ali tropeçam e caem”.

Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.

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