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Sexta-feira Santa da Paixão do Senhor

“O meu servo, o justo, fará que a multidão se torne justa”

Leituras: Isaías 52,13-53,12; Salmo responsorial 30 (31), 2.6.12.-13.15-17.25 (R/. Lc 23,46); Carta aos Hebreus 4, 14-16; 5, 7-9; João 18, 1-19, 42.

COR LITÚRGICA: VERMELHAA

(O presidente, com os acólitos entram em silêncio. Fazem a vênia diante do altar e o presidente prostra-se em no chão. Todos se ajoelham. Após alguns instantes diz o animador).

Animador: Vamos celebrar hoje a Páscoa da Cruz. Estamos no dia do grande silêncio litúrgico para ouvir e contemplar a grandeza do amor divino por nós, a total entrega de Jesus pela sua morte de cruz. (Todos se levantam, o Presidente reza:)

(Todos se levantam, o Presidente reza:)

Presidente: Ó Deus, foi por nós que o Cristo, vosso Filho, derramando o seu sangue, instituiu o mistério da Páscoa. Lembrai-vos sempre de vossas misericórdias, e santificai-nos pela vossa constante proteção. Por Cristo, nosso Senhor.

Todos: Amém.

1. Situando-nos brevemente:

Neste dia, em que “Cristo, nosso Cordeiro Pascal foi imolado”, a Igreja, com a meditação da paixão do seu Senhor e Esposa e adorando a cruz, comemora seu nascimento do lado de Cristo que repousa na cruz e intercede pela salvação do mundo todo (CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO. Paschalis Sollenitatis: Preparação e Celebração das Festas Pascais. Documentos Pontifícios, 224, nº58).

Jesus está vivendo sua páscoa, a passagem da morte para a vida. Livremente Ele passa pela cruz, pelo sofrimento e nos redime de tudo o que impede de vivermos em plenitude. “O Cristo, o Filho de Deus, com seu sangue nos remiu. Vinde todos, adoremos!”

Recordamos aqui palavras eloquentes de São Teodoro Estudita sobre a cruz de Cristo: “Ó preciosíssimo dom da cruz! Não mostra apenas uma imagem mesclada de bem e de mal, como aquela árvore do Paraíso, mas totalmente bela e magnifica para a vista e o paladar. É uma árvore que não gera a morte, mas a vida: que não difunde as trevas, mas a luz; que não expulsa do Paraíso, mas nele introduz. A esta árvore subiu Cristo (...) para libertar o gênero humano da escravidão do tirano (...s) Se antes, pela árvore, fomos mortos, agora, pela árvore, recuperamos a vida; se antes, pela árvore, fomos enganados, agora, pela árvore, repelimos a astúcia da serpente. Sem dúvida, nova e extraordinária mudança! Em vez de morte, nos é dada a vida; em lugar da corrupção, a incorrupção; da vergonha, a glória...” (Liturgia das Horas. Ofício das Leituras da S2º Semana do Tempo Pascal, p. 609-611).

Num profundo silêncio celebramos tão grande mistério da entrega de Jesus que na consumação de sua vida, tornou-se causa de salvação eterna para todos que lhe obedecem (Cf. Hb 5,9). Que tenhamos coragem de fazer nossa parte diante da paixão de tantos irmãos e irmãs que vivem o sofrimento do fardo pesado da fome, da miséria, da opressão e de todo tipo de mal e injustiça.

Hoje, a Igreja não celebra a Eucaristia. Temos como partes essenciais da liturgia da Paixão do Senhor: liturgia da Palavra, a adoração da Santa Cruz e comunhão.

No mistério da Paixão do Senhor, tornamos presentes as dores e martírios dos milhares de cristãos e de todos os oprimidos da terra, nos quais a Paixão de Jesus dá prosseguimento.

2. Recordando a Palavra

A primeira leitura, de Isaías, é a narrativa do quarto cântico do Servo. Revela o contexto do povo exilado na Babilônia, onde o sofrimento era associado às infidelidades. Os exilados, longe da pátria e do culto a Deus no templo, fazem a experiência de morte, mas também de renascimento com a perspectiva da libertação e do retorno à terra prometida. Assim, o texto começa com um anúncio salvífico de esperança. “O meu Servo terá êxito, vai crescer e subir, elevar-se muito” (52,13).

Deus conduz a missão do servo inocente e justo, que sofre e oferece a vida para que outros sejam libertos e salvos: “Meu servo, o Justo, fará justos inúmeros homens, carregando sobre si suas culpas” (53,11). Esse servo refere-se, provavelmente, ao povo de Israel, vítima das injustiças do império babilônico. A esperança, alicerçada na aliança com Deus, sustenta o caminho do servo. O sentido pleno da missão do servo realiza-se na paixão e morte de Cristo. Como um cordeiro, conduzido ao matadouro, ele cura nossas feridas por meio de sua obra redentora. Com sua entrega por amor, carrega nossas dores e fraquezas.

O Salmo 30 (31) expressa a confiança no Senhor em meio às aflições: “Só vós sois o meu Deus. Eu entrego em vossas mãos o meu destino”. O justo coloca a esperança no Senhor, apoio seguro para trilhar o caminho da fidelidade à aliança. Na perspectiva cristã, o Salmo remete a Jesus que, na hora da morte, profere a prece de confiança ao Pai de bondade: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23,46).

João evangelista apresenta a narrativa da paixão e morte de Cristo à luz da fé pascal, como glorificação de sua obra redentora. Após a entrega confiante nas mãos do Pai, em oração (cf. 17, 1-26), Jesus se dirige com os discípulos para o “jardim das Oliveiras” (18,1). Sua obra salvífica termina também num jardim (cf. 19,41), lugar simbólico onde resgata a vida de todos “aqueles que o Pai lhe confiou”.

A soberania de Jesus, o servidor de todos, faz cair por terra os que procuravam prendê-lo com meios opressores e violentos. Suas palavras e ações manifestam que seu “reino não é deste mundo” (18,36). Seu messianismo a serviço da justiça e da paz, em favor dos pobres e excluídos opõe-se a toda forma de poder, dominação e violência. A sua fidelidade em “dar testemunho da verdade” (18,37b) culmina com a morte na cruz. Os que optam pela verdade escutam a voz de Jesus, sua mensagem de libertação. A tríplice negação de Pedro revela que os discípulos ainda não compreendem o sentido da missão de Jesus, o Servo que entrega a vida por amor. Eles esperavam um Messias poderoso, que os libertasse da opressão do império romano.

Jesus, com sua atuação profética e sua mensagem, denunciou as injustiças e toda forma de violência e opressão. Confrontou as autoridades civis e religiosas, revelando a misericórdia e a compaixão de Deus, que restaura a esperança dos pobres e excluídos. Pilatos, sem compromisso com a verdade, não tem coragem de salvar a vida de Jesus, apesar de não nenhuma culpa nele (18,38; 19, 4.6). Sob a pressão do Sínodo judaico, ele entrega o verdadeiro Rei, servidor do povo, para ser crucificado. Como representante do poder imperial, atribui o título de “Rei dos Judeus” (19,19) a Jesus crucificado, de forma irônica.

Jesus já havia se defendido, diante de Pilatos, que tentava acusá-lo de ser rei: “Tu o dizes: eu sou rei” (18,37A). Jesus não tinha a pretensão de ser rei, de estabelecer uma monarquia. Seu projeto era estabelecer o reinado de justiça e de paz, tão desejado pelo povo oprimido.

Como o Servo sofredor, Jesus se entrega e mantém a confiança inabalável no Pai, sua verdadeira testemunha (cf. 5, 30-40), diante do processo injusto que o leva à morte humilhante na cruz. Inocente e justo, ele “tomou a cruz sobre si” (19,17) e trilha o caminho do sofrimento, como gesto de extrema solidariedade. A sua morte, enquanto eram imolados os cordeiros para a festa da Páscoa (19,14-16,31), mostra que ele é o verdadeiro Cordeiro Pascal, sacrificado pela redenção da humanidade. Depois de beber o cálice que lhe ofereceram, exclama “Está consumado” (19,30). A morte na cruz é a hora da glorificação de Jesus, anunciada desde o início do ministério (cf 2,4) e plenifica seu caminho de fidelidade à vontade do Pai.

Jesus entrega o espírito como dom do amor, que impulsiona a comunidade – representada junto à cruz pelas mulheres discípulas, por sua mãe e pelo discípulo amado (cf. 19,25-27) – a renascer e a encontrar forças para exercer a missão em meio às adversidades. Quem ama acredita e segue seu projeto a serviço da vida, olha “para aquele que transpassaram” (19,37; Cf. Zc 12,10) e compreende sua missão, sua vitória sobre o mundo de injustiça e opressão. De seu lado aberto pela lança jorra o sangue derramado pela salvação e a água sinal da vida nova no Espírito, dom de sua glorificação (cf. 7,37-39).

José de Arimatéia, após a constatação da morte de Jesus, consegue autorização para tirar o corpo de Jesus da cruz. Já Nicodemos providencia os aromas: mirra misturada com aloés para unção do corpo de Jesus. O corpo de Cristo é perfumado e envolvido em faixas de linho para a sepultura, segundo o costume judaico (Cf. Jo, 11, 43). Jesus foi depositado num sepulcro novo, no dia de preparação (parasceve) para a festa da Páscoa, que ocorre no sábado.

A leitura da Carta aos Hebreus convida a permanecer firme na fé em Jesus, o Filho de Deus que ofereceu a vida pela salvação. Solidário conosco em tudo, exceto no pecado, ele tornou-se o sumo sacerdote eminente, capaz de se compadecer de nossas dores e fraquezas. A sua obra redentora, plenificada por meio da doação total na cruz, abriu o caminho para que nos “aproximemo-nos então, com toda confiança, do trono da graça para conseguirmos misericórdia” (4,16).

Embora fosse Filho, ele “aprendeu a obediência pelo sofrimento”. Por meio de sua vida levada à perfeição, de sua oferta total por amor, Cristo “tornou-se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem” (5,9). A salvação eterna que Jesus oferece a seus seguidores está centrada em seu sacerdócio eterno. Libertado da morte pela ressurreição, Jesus exerce o ministério sacerdotal que permanece para sempre, em favor dos que se aproximam do Deus vivo (Cf. 7, 24-25).

3. Atualizando a Palavra

Jesus, por meio da paixão e da morte, nos comunicou “o amor maior, (...) aquele que dá sua vida por seus amigos” (Jo 15,18). Exaltado na cruz, Jesus revela a plenitude do amor, que transforma a morte em fonte de vida e salvação. Sua entrega faz jorrar a vida nova no Espírito, que nos leva a testemunhar a verdade que liberta e proporciona a construção de um mundo novo de justiça e fraternidade.

Cristo, que amou até o extremo da cruz, nos ensina que, à medida que amamos o próximo, passamos da morte para a vida (Cf. 1Jo 3,14). Seu testemunho de amor, justiça e verdade leva a transformar as situações de egoísmo, violência e morte em vida plena. Sua presença, como Servo Sofredor, indica o caminho para entregarmos a vida nas mãos do Pai, nos momentos de provação, a fim de permanecermos a serviço no amor e na gratuidade. Partilhando os sofrimentos e amor até o fim, Jesus tornou-se sinal de vida e esperança para todos os sofredores e injustiçados de hoje. “Aprender também a sofrer, em um abraço com Jesus crucificado, quando recebemos agressões, injustiças ou ingratidões, sem nos cansarmos jamais de optar pela fraternidade” (Evangelii Gaudium, n.91).

O Papa Francisco sublinha: “com a cruz, Jesus se une ao silêncio das vítimas da violência, que já não podem gritar, sobretudo, os inocentes e os indefesos. Com a cruz, Jesus se une às famílias que se encontram em dificuldade, que choram a trágica perda de seus filhos. Com a cruz, Jesus se une a todas as pessoas que sofrem fome. Com a cruz, Jesus está junto a tantas mães e pais que sofrem ao ver seus filhos vítimas de paraísos artificiais, como a droga. Com a cruz, Jesus se une a quem é perseguido por sua religião, por suas ideias, ou simplesmente pela cor de sua pele. Na cruz de Cristo, está o sofrimento, o pecado do homem, também o nosso. Ele acolhe tudo com os braços abertos, carrega sobre suas costas nossas cruzes e nos diz: Coragem! Você não a leva sozinho. Eu a levo com você. Eu venci a morte e vim dar-lhe esperanças, dar-lhe vida (Cf. Jo 3,16).

A cruz de Cristo “deixa um bem que ninguém pode nos dar: a certeza do amor fiel de Deus por nós. Um amor tão grande que entra em nosso pecado e o perdoa, entra em nosso sofrimento e nos dá força para superá-lo, entra também na morte para vencê-la e salvar-nos. Um Deus nunca decepciona ninguém. Somente em Cristo morto e ressuscitado encontramos a salvação e a redenção. Com ele, o mal, o sofrimento e a morte não têm a última palavra, porque ele nos dá esperança e vida: transformou a cruz de um instrumento de ódio, e de derrota ou de morte, em um sinal de amor, de vitória, de triunfo e de vida”.

A cruz de Cristo convida a nos deixar-nos contagiar por esse amor, ensina-nos a olhar sempre para o outro com misericórdia e amor, sobretudo a quem sofre, a quem tem necessidade de ajuda, a quem espera uma palavra, um gesto. A cruz nos convida a sair de nós mesmos para ir ao encontro deles e estender-lhes mão. Muitos rostos acompanharam Jesus no caminho do Calvário: Pilatos, o Cireneu, Maria, as mulheres (...) Com qual deles você quer se identificar? Quer ser como Pilatos, que não teve a coragem de ir contra a corrente, para salvar a vida de Jesus, e lava as mãos? Você é dos que lavam as mãos, fingem-se distraídos e olham para outro lado? Ou é como o Cireneu, que ajuda Jesus a levar aquele madeiro pesado, como Maria, João e as outras mulheres, que não tiveram medo de acompanhar Jesus até o fim, com amor com ternura? Jesus está olhando agora para você e lhe diz: quer me ajudar a levar a cruz?” (Cf. Papa Francisco. Via-Sacra com os jovens. Copacabana, 26/07/2013).

A cena da Mãe e do ‘discípulo amado’ (Jo 19,25-27) revela que a comunidade está renascendo e encontrando o sentido da missão a partir de Jesus consumado na cruz. Assim os discípulos superam a dificuldade que tinham de compreender o ministério de Jesus como Servo sofredor. A força da vitória de Cristo sobre a morte, o poder, a violência e toda forma de maldade humana, impele os discípulos a assumirem sua identidade.

4. Ligando a Palavra com ação litúrgica

Iniciamos a celebração em silêncio, contemplando o Servo Sofredor, que tomou a sobre si as nossas dores, e, de forma tão livre e digna, cumpriu a vontade do Pai.

A liturgia deste dia com a rica liturgia da Palavra, a adoração da Santa Cruz e a comunhão nos proporciona experimentarmos, em profundidade, o mistério da paixão do Senhor Jesus. Nesta ação ritual, meditamos a paixão do Senhor Jesus; intercedemos pela salvação do mundo todo; adoramos a cruz e comemoramos nossa própria origem, pois nascemos do lado aberto do Salvador (Cf. CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO E ADISCIPLINA DOS SACRAMENTOS. Diretório sobre a piedade popular e liturgia; principio e orientações. São Paulo, Paulinas, 2003, nº 142).

Numa silenciosa adoração, contemplamos o mistério da salvação, pois, do lenho da cruz, veio vida para todos, como cantamos durante a adoração da cruz. A antífona do cântico de adoração da cruz expressa esta certeza: “Adoramos, Senhor, vosso madeiro; vossa ressurreição nós celebramos. Veio alegria para o mundo inteiro por esta cruz que hoje veneramos”(Antífona dos Santos para Adoração da Cruz. Cf. Missal Romano, p.261).

Como proclama a carta aos Hebreus, “aproximemo-nos então seguros e confiantes, do trono da graça, para conseguirmos misericórdia e alcançarmos a graça de um auxílio no momento oportuno” (4,16). Que de fato nos tornemos semelhantes a Jesus Cristo e que, passando pelo batismo do sangue redentor, sejamos homens e mulheres novos, comprometidos, de verdade, com a construção do Reino.

ORAÇÃO UNIVERSAL

Animador: Este é o segundo momento de nossa celebração, onde a Paixão é rezada. A Oração Universal suplica a graça da salvação divina para o mundo. Uma prece necessária para que o mundo não fique indiferente diante do sofrimento e da dor que atinge a humanidade e a dilacera em sua dignidade. Prece que alimente a coragem de ficar de pé, junto à cruz, de tantos irmãos e irmãs sofredores.

(Momento de silêncio. Sugestão: pode ser colocado diante do altar um pote com brasas e a cada oração jogar um pouco de incenso)

Oração pela Igreja

Animador: Rezemos pela nossa Igreja aqui e no mundo inteiro.

Leitor: Oremos, irmãos e irmãs caríssimos, pela Santa Igreja de  Deus: que o Senhor nosso Deus lhe dê a  paz e a unidade, que ele a proteja por toda a terra e nos conceda uma vida calma e tranqüila, para sua  própria  glória! (Momento de silêncio)

Presidente: Deus eterno e todo-poderoso, que em Cristo revelastes a vossa Glória a todos os povos, velai sobre a obra do vosso amor. Que a vossa Igreja, espalhada por todo mundo, permaneça inabalável na fé e proclame sempre o vosso nome! Por Cristo, nosso Senhor.

Todos: Amém.

Oração pelo Sumo Pontífice

Animador: Rezemos pelo papa Francisco que tem como missão coordenar a unidade da Igreja.

Leitor: Oremos pelo nosso santo Padre, o papa Francisco. O Senhor nosso Deus, que o escolheu para o Episcopado, o conserve são e salvo à frente de sua Igreja, governando o povo de Deus! (Momento de silêncio)

Presidente: Deus eterno e todo-poderoso, que dispusestes todas as coisas com sabedoria, dignai-vos escutar nossos pedidos: protegei com amor o Pontífice que escolhestes, para que o povo cristão que governais por meio dele possa crescer em sua fé! Por Cristo, nosso Senhor.

Todos: Amém.

Oração pelo bispo diocesano

Animador: Rezemos pelo nosso Bispo Dom Vilson, por todo o nosso clero e pelos cristãos leigos.

Leitor: Oremos pelo nosso Bispo Dom Vilson, por todos os bispos, presbíteros e diáconos da Igreja e por todo o povo fiel! (Momento de silêncio).

Presidente: Deus eterno e todo-poderoso, que santificais e governais pelo vosso Espírito todo o corpo da igreja, escutai as súplicas que vos dirigimos por todos os ministros do vosso povo. Fazei que cada um, pelo dom da vossa graça, vos sirva com fidelidade. Por Cristo, nosso Senhor.

Todos: Amém.

Oração pelos catecúmenos ou todos os batizados

Animador: Rezemos pelos catecúmenos, ou seja, todos os que são batizados.

Leitor: Oremos pelos catecúmenos: que o Senhor nosso Deus abra os seus corações e as portas da misericórdia, para que, tendo recebido nas águas do batismo o perdão de todos os seus pecados, sejam incorporados no Cristo Jesus! (Momento de silêncio)

Presidente: Deus eterno e todo-poderoso, que por novos nascimentos tornais fecunda a vossa Igreja, aumentai a fé e o entendimento dos catecúmenos, para quem renascidos pelo batismo, sejam contados entre os vossos filhos adotivos. Por Cristo, nosso Senhor.

Todos: Amém.

Oração pelas Igrejas cristãs e pela unidade dos cristãos

Animador: Rezemos por todas as Igrejas cristãs e pela unidade dos cristãos. Pelas comunidades evangélicas de nossa cidade e seus pastores. Pelos que oram e trabalham pela união das igrejas.

Leitor: Oremos por todos os nossos irmãos que crêem no Cristo, para que o Senhor nosso Deus se digne reunir e conservar na unidade da sua Igreja todos os que vivem segundo a verdade! (Momento de silêncio).

Presidente: Deus eterno todo-poderoso, que reunis o que está disperso e conservais o que está unido, velai sobre o rebanho do vosso Filho. Que a integridade da fé e os laços da caridade unam os que foram consagrados por um só batismo! Por Cristo, nosso Senhor.

Todos: Amém.

Oração pelos judeus

Animador: Rezemos pelas comunidades israelitas.

Leitor: Oremos pelos judeus, aos quais o Senhor nosso Deus falou em primeiro lugar, a fim de que cresçam na fidelidade de sua aliança e no amor do seu nome!(Momento de silêncio)

Presidente: Deus eterno e todo-poderoso, que fizestes vossas promessas a Abraão e seus descendentes, escutai as preces da vossa Igreja. Que o povo da primitiva aliança mereça alcançar a plenitude da vossa redenção! Por Cristo, nosso Senhor.

Todos: Amém.

Oração pelos que não crêem no Cristo

Animador: Rezemos por aqueles que não crêem no Cristo.

Leitor: Oremos pelos que não crêem no Cristo, para que, iluminados pelo Espírito Santo, possam também ingressar no caminho da salvação!(Momento de silêncio)

Presidente: Deus eterno e todo-poderoso, dai aos que não crêem no Cristo e caminham sob o vosso olhar com sinceridade de coração, chegar ao conhecimento da verdade. E fazei que sejamos no mundo testemunhas fiéis da vossa caridade, amando-nos melhor uns aos outros e participando com mais solicitude do mistério da vossa vida! Por Cristo, nosso Senhor.

Todos: Amém.

Oração pelos que não crêem em Deus

Animador: Rezemos pelos que não crêem em Deus e pelas pessoas que estão em crise de fé.

Leitor: Oremos pelos que não reconhecem a Deus, para que buscando lealmente o que é reto, possam chegar ao Deus verdadeiro. (Momento de silêncio)

Presidente: Deus eterno e todo-poderoso, vós criastes todos os seres humanos e pusestes em seu coração o desejo de procurar-vos para que, tendo-vos encontrado, só em vós achassem repouso. Concedei, que, entre as dificuldades deste mundo, discernindo os sinais da vossa bondade e vendo o testemunho das boas obras daqueles que crêem em vós, tenham a alegria de proclamar que sois o único Deus verdadeiro e Pai de todos os seres humanos! Por Cristo, nosso Senhor.

Todos: Amém.

Oração pelos dirigentes das nações

Animador: Rezemos pelos que dirigem os destinos das nações.

Leitor: Oremos por todos os governantes: que o nosso Deus e Senhor, segundo sua vontade, lhes dirija o espírito e o coração para que todos possam gozar da verdadeira paz e liberdade!

(Momento de silêncio)

Presidente: Deus eterno e todo-poderoso, que tendes na mão o coração dos seres humanos e o direito dos povos, olhai com bondade aqueles que nos governam. Que por vossa graça se consolidem por toda a terra a segurança e a paz, a prosperidade das nações e a liberdade religiosa! Por Cristo, nosso Senhor.

Todos: Amém.

Oração pelos que sofrem

Animador: Rezemos por todas as pessoas que sofrem. Pelos povos indígenas ameaçados de morte, pelos sofredores das ruas de nossas cidades, pelas pessoas que estão nas prisões, pelos doentes de nossas comunidades, pelas vítimas da fome e da violência, pelos desempregados.

Leitor: Oremos, irmãos e irmãs, a Deus Pai todo-poderoso, para que livre  o mundo de todo erro, expulse as doenças e afugente a fome, abra as prisões e liberte os cativos, vele pela segurança dos viajantes e transeuntes, repatrie os exilados, dê a saúde aos doentes e a salvação aos que agonizam! (Momento de silêncio).

Presidente: Deus eterno e todo-poderoso, sois a consolação dos aflitos e a força dos que labutam. Cheguem até vós as preces dos que clamam em sua aflição, sejam quais forem os seus sofrimentos, para que se alegrem em suas provações com o socorro da vossa misericórdia. Por Cristo, nosso Senhor. Todos: Amém.

ADORAÇÃO DA SANTA CRUZ

Animador: Vamos iniciar nosso terceiro momento, onde a Paixão é adorada. A primeira e mais sentida adoração da Cruz foi realizada por Maria e o discípulo amado. Eles foram fiéis ao Senhor até o fim. Foi prova de fidelidade, expressão do grande amor de quem tem a coragem e a força de permanecer de pé diante do sofrimento.

Entrada da Cruz - (Entrada da cruz velada)

RECORDAMOS QUE TODOS FAÇAM A COLETA PARA OS LUGARES SANTOS NESTA CELEBRAÇÃO...

RITO DA COMUNHÃO

Animador: Vamos iniciar nosso quarto momento onde a Paixão é comungada. A comunhão nos coloca em contato com a presença do Cristo, vivo e glorioso. Comungar, no contexto celebrativo dessa Sexta-feira Santa, é alimentar-se com a força da vida para que o sofrimento e a dor não sejam capazes de derrotar a fidelidade que deve estar no coração do discípulo amado.

Pai nosso - Oração pela paz - Comunhão

Oração depois da comunhão

Ó Deus, que nos renovastes pela santa morte e ressurreição do vosso Cristo, conservai em nós a obra de vossa misericórdia, para que, pela participação deste mistério, vos consagremos sempre a nossa vida. Por Cristo nosso Senhor.

Todos: Amém.

Oração sobre o povo

Presidente: Que vossa benção, ó Deus, desça copiosa sobre o vosso povo que acaba de celebrar a morte do vosso Filho, na esperança da sua ressurreição. Venha o vosso perdão, seja dado o vosso consolo; cresça a fé verdadeira e a redenção se confirme! Por Cristo, nosso Senhor! Todos: Amém!

(Todos se retiram em silêncio)

ATIVIDADES DO BISPO DIOCESANO

Dia 14 de abril – sexta-feira: Adoração da Cruz – Santa Isabel de Portugal – 15h00 – Limeira – Padre Felipe.

Dia 15 de abril – sábado santo: Vigília Pascal – Catedral – Limeira, 20h00

Dia 16 de abril – domingo de Páscoa: Missa Ressurreição do Senhor – 09hmin – Padre Rodrigo – São Paulo Apóstolo – Limeira – com primeira Eucaristia.

Dia 17 de abril – segunda-feira – Bispo viajar para Israel até dia 26 de abril. Após 26 de abril Assembleia dos Bispos até dia 05 de maio.

 

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