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18º Domingo do Tempo Comum

“A vocação da comunidade é se transfigurar em Cristo”

Leituras: Daniel 7, 9-10.13-14. Salmo 96/97, 1.2.5.6.9; Segunda Carta de Pedro 1, 16-19 e Mateus 17, 1-9.

COR LITÚRGICA: VERDE

Animador: Hoje celebramos a Festa da Transfiguração do Senhor. Antes de passar pelas humilhações da paixão e morte de cruz, Jesus quis mostrar a sua glória como Filho de Deus. Escolheu os três apóstolos, Pedro, Tiago e João, para que eles, no momento oportuno, dessem testemunho de sua ressurreição. E a glória de Jesus é a mesma que nos espera, se tomarmos nossa cruz, todos os dias, e o seguirmos até o fim. Lembramos com carinho, hoje também, de todos os ordenados, pois o "ministério do sacerdote é, sim, o de anunciar a Palavra, de celebrar os sacramentos, conduzir na caridade a comunidade cristã, em nome e na presença de Cristo" (Pastores dabo vobis, nº 43).

1. Situando-nos brevemente

É salutar saber que, embora os Evangelhos jamais tenham mencionado o nome do monte onde Jesus se transfigurou, no entanto, a tradição do século IV, com Cirilo de Jerusalém e Jerônimo, aponta o monte Tabor como o lugar cristofânico.

No século VI, os bizantinos construíram três igrejas. Depois, alguns monges orientais vieram habitar neste monte no século IX, criando um episcopado. Sucessivamente, os beneditinos são os habitantes deste lugar, construindo uma abadia. No século XIII, os muçulmanos invadem o local e expulsam seus habitantes e constroem uma fortaleza. Mais uma vez os cristãos retomam o local e erguem um santuário, vindo posteriormente a ser expulsos por uma nova invasão muçulmana e desolam o monte.

Só no século XVIII, com a presença da Custódia da Terra Santa, que os franciscanos retomam a vida litúrgica e espiritual do local, dando origem, no século XIX, aos estudos arqueológicos, encontrando importantes elementos históricos. Constroem, a atual Basílica com três naves que foi inaugurada em 1924.

A Igreja do Oriente, em particular a nestoriana, celebrava nos finais do século V, assim como no século VII (há referências na Síria ocidental), a festa da Transfiguração.

No Ocidente, a festa já era mencionada a partir do século IX em Nápoles, Espanha, e em alguns países germânicos. Assim sendo, no século X, na França e, no século XI – XII, em Roma, na basílica Vaticana começam a celebrá-la. Mas a grande difusão desta festa se deve aos monges beneditinos de Cluny, através do abade Pedro, o Venerável (+ 1156).

A festa torna-se universal graças ao Papa Calixto III, em 1457, em ação de graças pela vitória contra os turcos em Belgrado, em 6 de agosto de 1456.

A visão apocalíptica assinalada na visão de Daniel, o testemunho de Pedro e a voz do Pai indicarão o conteúdo central desta liturgia, efetivada na pessoa de Cristo, cabeça transfigurante da Igreja.

2. Recordando a Palavra

A visão apocalíptica de Daniel vai iluminar a passagem da Transfiguração de Jesus, seja no seu esplendor divino seja no sentido de que o Eterno Pai vai outorgar ao Filho do Homem todo o poderio universal. Nesta revelação encontramos os indícios da participação/ filiação divina de Jesus com o Pai, e o seu reinado eterno.

À luz da visão de Daniel e da Transfiguração nada impede que associemos a visão de Ap 12, “a mulher vestida de sol”, isto é, a Igreja transfigurada em Cristo, grávida de sua Palavra e, por assim dizer, conferida a ela na pessoa de Pedro, as chaves de ligar e desligar. Assim também a Maria, em sua Maternidade divina, foi conferida o poder de participar deste poderio/reinado do Filho, pois o que foi conferido a Ele, um poder infinito, vai se rememorizando pelas palavras de Gabriel, “e o seu reino não terá fim” (Lc 1,33).

A Maria Santíssima, a tradição da Igreja confere o poder de interceder, e Bernardo de Claraval vai chamá-la de “Onipotência suplicante”, isto é, sua relação materna e disciplinar com Cristo e sua obediência ao projeto do Pai foi tão sincrônica que sua missão agora é “advogar, auxiliar e intermediar” pela Igreja peregrina (CONCÍLIO VATICANO II. Constituição Dogmática Lumen Gentium (LG), n. 148.150).

3. Atualizando a Palavra

O argumento de Pedro em seu testemunho sobre Jesus não se baseia em fábulas, mas em experiências. A fé da Igreja deve ser alicerçada nesta perspectiva, embora exista uma resistência no meio intelectual de que só a fé será suficiente para que o cristão se mantenha firme em suas convicções religiosas. Mas não é isto o que a história bíblica revela nem a experiência milenar da própria Igreja.

Pedro recorda que no monte Tabor a filiação divina de Jesus foi reafirmada pela voz do Pai. Uma filiação não de adoção como é o nosso caso, mas uma filiação eterna. Nesta filiação se derrama toda a graça e dele recebemos a herança de uma filiação focada na plenitude de Deus feito homem.

Foi assim que aconteceu com Maria. Toda formada nesta presença divina, mas não isenta dos labores da vida. Nossa Senhora soube garantir para si e para a Igreja, Esposa de seu Filho, esta presença contínua de Cristo e ser transmissora desta luz divina aos irmãos quando Isabel fica repleta do Espírito Santo, só com a saudação de Maria (Lc 1,41).

4. Ligando a Palavra com ação litúrgica

O evento da Transfiguração narrado em Mt 17, 1-9 nos chama atenção por alguns detalhes: a figura de Moisés que caracteriza a “lei” e “mediação”, e Elias com sua “eloquência profética e taumatúrgica”. As experiências de ambos foram em montanhas. Moisés e Elias no monte Horeb/Sinai e Jesus no monte que a tradição identifica com o monte Tabor. Moisés recebe um chamado de Deus para uma missão árdua, conduzir um povo rebelde à Terra prometida; Elias da mesma forma só que com características específicas. Jesus anuncia a Pedro, Tiago e João que, mesmo tendo visto sua glória em antecipação, pede segredo do ocorrido, revela que para chegar à glória futura terá de passar pelo crivo da humilhação, da paixão, da morte e finalmente da Ressurreição.

Moisés, depois de cumprir sua missão, terá um substituto, Josué, seu fiel discípulos e colaborador; Elias terá Elizeu e Jesus terá Pedro, ”Cefas” onde construirá sua Igreja. Porém, Pedro e os demais discípulos deram muita dor de cabeça a Jesus por não terem assimilado bem, antes da Ressurreição e do Pentecostes, a missão salvífica de Jesus.

Maria, por sua vez, desde a anunciação recebe uma grande Boa-Nova: escolha para uma missão que, em grau diverso, supera as missões anteriores dos profetas e apóstolos. Sim, a maternidade divina de Maria é o restaurar tudo que ficou pendente do passado em nova perspectiva para um porvir. Uma maternidade contraste com a lógica humana, pois o princípio de sua maternidade é de restaurar todas as coisas em Cristo. Tudo começa pelo nome que Maria recebe, a “cheia de graça” (Lc 1,27); a sua maternidade será sob a sombra do Altíssimo, seu Filho reinará definitivamente e se chamará Deus que salva.

Nossa Senhora não criou nenhuma comunidade a partir da revelação recebida, mas se tornou formadora e educadora exemplar da Cabeça da Igreja, Mãe e Serva. Se tornou um polo de atração para muitos há dois mil anos, arrastando multidões pelo seu jeito feminino e materno de ser e seu testemunho que supera a todos os discípulos de Cristo.

À luz da Transfiguração do Senhor, o Pai deixou um mandamento: “Escutai-o”, concordando com o que Maria já havia aconselhado nas Bodas de Caná (Jo 2,5). Ela é a representante da comunidade obediente de Israel (Ex 19,8; 24,7; Jr 42,7), vai de encontro com as nossas expectativas. O Pai vai repetir o que a Mãe já havia aconselhado. Esta sintonia do Pai com Maria é sinal de unidade de amor e continuidade do mesmo projeto, pois tudo recomeça com Cristo, tudo será renovado em nós filhos e filhas, comunidade que está em processo de transfiguração.

O dia do Padre, transferido do dia 4, memória litúrgica de São João Maria Vianney, muito tem a ver com a festa da Transfiguração do Senhor. A vida sacerdotal deve ser um contínuo transfigurar-se em Cristo e por Cristo, mas este slogan pode parecer deveras sentimental e sujeito a equívocos. Ora, cada sacerdote tem sua experiência própria e individual com Cristo sacerdote e é impossível ser cópias uns dos outros.

São pessoas escolhidas pela misericórdia de Deus a serviço do povo (Hb 5,1) e jamais a serviço de si mesmos. Contudo, muitos exemplos foram deixados a serem imitados em sua adesão a Cristo sacerdote, exemplos esses que nunca deixaram de usar o “avental” do serviço ao povo de Deus. Mas, por serem homens, os encantos do mundo, suas fantasias e promessas provisórias podem fazer com que deixem o avental no armário e se vistam de indumentárias artificias e perigosas à sua vocação.

A Igreja se põe de joelhos frente ao Único e Eterno Sacerdote, para que a concelebração/ serviço dos sacerdotes seja duradoura na autenticidade, no entusiasmo e na humildade vocacional.

Que chame atenção o avental do serviço aos mais abandonados e necessitados na sociedade, sem nepotismo e, assim, outros se sintam também vocacionados a uma vestimenta tão singular e delicada, nobre e marcada por renúncias, alegre porque “não fostes vós que me escolheste, mas foi Eu que vos escolhi” (Jo 15,16).

Oração dos fiéis:

Presidente: Com muita fé e muito amor no coração façamos a Deus nossos pedidos.

1. Senhor, por todos os padres da Igreja de um modo especial pelo nosso pároco N. , que doam a sua vida no serviço a todos nós. Peçamos:

T.: Senhor, seja sempre o nosso amparo.

2. Senhor, para que nossos jovens saibam perceber a tua voz a chamá-los para uma missão especial. Peçamos:

3. Senhor, para que nossos governantes possam perceber que em cada pessoa brilha a tua luz. Peçamos:

4. Senhor, que nunca falte na mesa de teus filhos e filhas o pão de cada dia. Peçamos:

5. Senhor, para que se fortaleça cada vez mais a fé de nossa comunidade em teu Filho, nosso Salvador. Peçamos:

(Outras intenções)

Presidente: Senhor, Pai de misericórdia, acolhei com bondade os nossos pedidos e concedei-nos viver de acordo com tua proposta de salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

Todos: Amém.

ORAÇÃO DAS OFERENDAS

Santificai, ó Deus, as nossas oferendas pela gloriosa Transfiguração do vosso Filho, e purificai-nos das manchas do pecado no esplendor de sua luz.  Por Cristo, nosso Senhor. Todos: Amém.

ORAÇÃO APÓS A COMUNHÃO:

Ó Deus, que o alimento celeste por nós recebido nos transforme na imagem de Cristo, cujo esplendor quisestes revelar na sua gloriosa Transfiguração. Por Cristo, nosso Senhor. Todos: Amém.

BÊNÇÃO E DESPEDIDA:

Presidente: O Senhor esteja convosco. T.: Ele está no meio de nós.

Presidente: Abençoe-vos o Deus todo-poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo. T.: Amém.

Presidente: Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe. T.: Graças a Deus.

ATIVIDADES DO BISPO DIOCESANO

Dia 02 de agosto – quarta-feira: atendimento na residência episcopal – 10h00; Missa – Seminário Campinas – Acólito e leitor – ministério – 18h00.

Dia 03 de agosto – quinta-feira: Encontro do clero no Dia do Padre – Limeira Clube – 10h00 com almoço; e Missa - Investidura de Ministros – cidade de Iracemápolis – Jesus Crucificado – 19h30min.

Dia 04 de agosto – sexta-feira: Atendimento na residência episcopal – 09h00. Saída para Aparecida, SP.

Dia 05 de agosto – sábado: Missa – Pastoral da criança – 09h00 em Aparecida; Crisma – São Sebastião – Limeira – 19h00.

Dia 06 de agosto – domingo: Missa – dedicação da Igreja São Benedito – Americana - Padre Vilson Pereira Júnior – 17h00.

Dia 08 de agosto – terça-feira: Missa e dedicação da Igreja São Domingos de Gusmão – Americana - Padre Marcos Radaelli – 19h30min.

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