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19º Domingo do Tempo Comum

“Coragem, sou eu. Não tenhas medo!”

 

Leituras: Primeiro Livro dos Reis 19, 9a.11-13a; Salmo 84 (85), 9ab-10.11-12.13-14 (R./8);

Carta de São Paulo aos Romanos 9, 1-5; e Mateus 14, 22-33.

COR LITÚRGICA: VERDE

Animador: Nesta páscoa semanal de Jesus vamos perceber que muitas vezes as dificuldades são tantas em nossa vida que nos sentimos perdidos, como que mergulhados em um oceano de escuridão. Nestas horas nossa fé pode ser colocada à prova, mas como Pedro, nós podemos gritar por socorro: “Senhor, salva-nos!” Se cultivarmos uma vida de intimidade com o Senhor, mesmo nossa fé sendo pequena, o pânico e a angustia desaparecerão. Lembramos hoje da vocação para a vida em família. Peçamos a Jesus, neste dia dos pais, que todos aceitem o convite e caminhem sempre ao encontro do Senhor, a fim de cumprirem com dignidade sua missão.

1. Situando-nos brevemente

A Liturgia deste 19º Domingo do Tempo Comum vai enfatizar como Deus se revela na história da salvação ora na simplicidade da brisa suave ao profeta Elias, ora no senhorio de Jesus caminhando sobre as águas, salvando Pedro de afogar-se e acalmando a tempestade.

Para quem celebra a fé em Cristo vivo e ressuscitado, Elias é a imagem dos que devem caminhar na simplicidade da fé, não em busca de sinais divinos extraordinários, mas descobrindo-os nas coisas simples da vida. Paulo, ao testemunhar Cristo, se esforça para que seu trabalho apostólico seja reconhecido entre seu povo. Mas Pedro, que parece destemido e com uma fé temporária, imagem de cada um que confia em suas próprias forças, é socorrido por Cristo. Tal socorro é uma constante em dois milênios, a barca de Pedro é sacudida por turbulências humanas, quedas e grandes testemunhos.

Notemos que a mensagem que guia este domingo é direcionada para a tempestade que se acalma, mas é preciso que Jesus estenda a mão em socorro de Pedro e suba na barca / Igreja/ coração. Pois, fora dela, Jesus não poderá socorrer as inúmeras quedas de Pedro/ discípulos e acalmar as tempestades dentro e fora pronunciando seu anúncio solene e pascal: “Não temais, sou eu”.

2. Recordando a Palavra

A experiência do profeta Elias no monte Horeb/Sinai revela não só as suas expectativas pessoais, mas também a nossa. Deus se revelou ao profeta de uma forma que o deixou extasiado e estupefato, pois ele esperava uma teofania que pudesse abalar suas convicções, ou ainda sustentá-las em meio à prova, mas aconteceu o contrário.

Deus não se revelou a Elias nem no turbilhão do fogo, nem no barulho da tempestade, nem nos ritos celebrativos ruidosos, barulhentos e agitados, nem em milagres estratosféricos. As agitações naturais, descritas no texto sagrado pode muito bem refletir uma imagem do nosso interior e do nosso cotidiano, contudo não foi aí que Deus se manifestou, pois, o ego do homem é barulho, a presença de Deus foi e é na “brisa suave”, na calmaria do Espírito Santo.

A Bíblia muitas vezes nos revela as formas como as teofanias e cristofanias se manifestam e contradizem os nossos mais profundos anseios de coisas mirabolantes. A experiência de Elias e de outros profetas na vida de Israel sinalizam a calmaria da essência divina.

O Novo Testamento, quando fala de Maria, não apresenta o seu perfil de mulher agitada, nervosa, até mesmo histérica frente à paixão e morte do filho, pois em Jo 19,25, afirma-se que ela estava “de pé” junto à cruz, isto é “firme”, consciente e participante por um objetivo maior.

O perfil de Maria é de uma mulher meditativa, não omissa, mas ativa no cooperar com Deus, porém sempre na suavidade do Espírito.

Por vezes as nossas expressões devocionais e anseios por milagres obscurecem o perfil de Maria de Nazaré é o que ela nos ensina. Maria nos ensina que é de pé que se enfrenta os obstáculos da vida, esperar o Ressuscitado e se é consolado pelo Paráclito.

Parece que há uma resistência em querer compreender e aceitar a sublimidade comportamental de Maria diante da dor, da aflição do desafio.

3. Atualizando a Palavra

Paulo, em seu grito de lamento por ver que a sua pregação não chega à mesa desejada, deixa perceber sua ansiedade para que Cristo seja conhecido, amado e servido. Se vale em dizer a verdade em ser segregado a fim de que os judeus reconheçam a graça que lhe foi outorgada em Cristo. Paulo se vale da condição humana de Jesus, enfatizando a descendência judaica para que não se reconheça um Deus diferente, mas no meio do seu povo.

Faz o memorial histórico tão querido ao povo de Israel quanto as grandes experiências da presença de Deus aos seus antepassados. Mas não só neste faço, como também em tantas outras experiências

O Ano Mariano que estamos comemorando é ao mesmo tempo este relembrar da experiência mariana do Brasil no encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida. Mas não só neste fato, como também em tantas outras experiências marianas espalhadas pelo Brasil, o povo encontra em Maria a sua representante maior junto de Cristo nas alegrias e nas tristezas da vida.

4. Ligando a Palavra com ação litúrgica

A comunidade orante eucarística é formada pela presença amorosa do Senhor, que deseja mais do que nunca dizer que ainda é Ele que reúne, celebra e envia os que estão ao redor da mesa da Palavra e da Comunhão. Mais uma vez Jesus no caminho de formação dos seus discípulos vai revelando o seu segredo. Embora com muita resistência por parte dos discípulos que não conseguem ver além da forma humana de Jesus a sua divindade. Mas na experiência de cada um algo vai se reunindo para se alicerçar futuramente a comunidade de fé.

É na barca, símbolo material de congregar que Jesus intensifica sua relação de Deus amor e perdão na comunidade que quer ser acolhida e formada para se manter na calmaria da fraternidade e da partilha.

No Ano Jubilar de Aparecida alguns pontos de 1717 se assemelham: os três discípulos pescadores de Jesus e os três pescadores paulistas; a barca e a noite tempestiva e logo depois a bonança com a pesca infrutífera do Porto de Itaguaçu, mas em seguida ao encontro da Imagem vem a consolação com a pesca milagrosa.

Algo muda na compreensão dos discípulos quando Jesus vai ao encontro deles na alta noite; assim também com o encontro da Imagem da Senhora da Conceição que “se deixa encontrar” pelos pescadores. Jesus consola com sua mensagem pascal: “Não temais, sou eu”; a Virgem da Conceição nas turvas do rio Paraíba do Sul também é reconhecida, envolvida em panos e acolhida na casa de um dos pescadores. É ela, reconhecida e venerada há 300 anos.

Mais que homenagear Nossa Senhora da Conceição Aparecida, a comunidade cristã deve avançar seu olhar no significado eclesial e eclesiológico que a experiência dos pescadores no rio Paraíba nos deixaram. Da acolhida respeitosa e piedosa de uma imagem quebrada em suas casas, os esforços para restaurá-la, venerá-la e mantê-la unida, cabeça (Cristo) e corpo (Igreja).

Notemos ainda que foi da barca dos pescadores paulistas e de suas casas, Igreja doméstica, que teve origem o culto à Virgem de Aparecida para, só depois de 25 anos, a Igreja hierárquica assumi-la oficialmente na construção de uma capela.

No dia dos pais a Igreja invoca, sobre estes, orações contínuas para que esta vocação seja assumida com responsabilidade e contínua vigilância sobre si e seus filhos.

A vocação à paternidade é um dom e não é para todos. É uma responsabilidade enorme em gerar, educar e ser exemplo, pois vale ainda o adágio que diz “tal pai, tal filho”. Sim, em meio a conturbadas notícias de crianças e filhos abandonados, paternidade não responsável e drama ao interno familiar, a Igreja suplica hoje a Deus, o Eterno Pai, que os homens colaborem com Ele na obra da criação com fidelidade e amor. Sejam capazes de ser os continuadores da vida e seus filhos no futuro possam imitá-los no bem, sustentá-los na paciência e no amor.

Os pais de hoje devem saber investir em seus filhos, isto é, transformá-los em cidadãos corajosos e destemidos por uma sociedade justa, honesta, trabalhadora, em construtores de famílias das injustiças e solidários com os que estão ao seu lado e precisam de uma mão. Os pais devem ser testemunhas da fé e da moral cristã e sua fé deve ser imitada e os valores moral e cristão devem ser os pilares de suas casas.

Oração dos fiéis:

Presidente: Em meio às tempestades, às trevas e ao mar agitado do mundo de hoje, recebemos do Senhor a certeza de que está conosco e sempre nos socorre. Nesta certeza apresentemos nossas súplicas.

1. Senhor, que o Papa Francisco, nosso bispo Dom Vilson, os padres e diáconos, conduzam tua Igreja com sabedoria, força e fé. Peçamos:

Todos: Senhor, atendei a nossa prece!

2. Senhor, que os governantes escutem o grito dos excluídos e marginalizados, buscando uma sociedade mais justa. Peçamos:

3. Senhor que os desempregados não percam a fé e gritem sempre a Ti por socorro.  Peçamos:

4. Senhor, que os pais eduquem seus filhos no caminho da retidão e do amor. Peçamos:

5. Senhor, que todas as famílias busquem sempre o exemplo da família de Nazaré. Peçamos:

(Outras intenções)

Presidente: Senhor, que nos chamastes a pertencer ao teu Reino, concedei-nos viver a nova fraternidade, mesmo diante das dificuldades. Por Cristo, nosso Senhor.

Todos: Amém.

III. LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS:

Presidente: Ó Deus, acolhei com misericórdia os dons que concedestes à vossa Igreja e que ela agora vos oferece. Transformai-os por vosso poder em sacramento de salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

Todos: Amém.

ORAÇÃO APÓS A COMUNHÃO:

Presidente: Ó Deus, o vosso sacramento que acabamos de receber nos traga a salvação e nos confirme na vossa verdade. Por Cristo, nosso Senhor!

Todos: Amém.

BÊNÇÃO E DESPEDIDA:

Presid.: O Senhor esteja convosco. T.: Ele está no meio de nós.

Presid.: Abençoe-vos o Deus todo-poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo. T.: Amém.

Presid.: Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe. T.: Graças a Deus.

ATIVIDADES DO BISPO DIOCESANO

Dia 12 de agosto – sábado: Missa – Catedral – aniversario diácono permanente 8 anos / 2 anos – jantar depois no CDL.

Dia 13 de agosto – domingo: Crisma – São José operário – Conchal – 08h00 - Padre Junior dos Santos.

Dia 15 de agosto – terça-feira: Missa Na Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte – 150 anos – Limeira – 19h30min.

Dia 16/17/18/19/20 de agosto: Bispo no Mutirão de Comunicação – Joinville, SC; Crisma – São Benedito – 19h30min – Limeira – vigário episcopal da Região Centro.

Dia 24 de agosto – quinta-feira: atendimento na residência episcopal – 14h00.

Dia 25 de agosto – sexta-feira: atendimento na residência episcopal – 10h00; Missa e Crisma – Santa Ana – Padre Antonio Carlos – 20h00.

Dia 26 de agosto – sábado: Missa de dedicação da Igreja Catedral Nossa Senhora das Dores, Limeira, às 18h30min.

Dia 27 de agosto – domingo: Missa na Basílica Santo Antônio de Pádua – presença de Dom Orani Tempesta, Cardeal do Rio de Janeiro, às 10h00 – Americana, SP.

Dia 27 de agosto – domingo: Dia do catequista – Missa presidida pelo vigário Geral ou pelo Vigário Episcopal por região pastoral. Veja cada região o seu local de encontro, previamente estabelecido.

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