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Pe. Ocimar Francatto: Pur que a Eucaristia tem que ser Mistagógica?

Olá amigos e amigas!

Depois de tanto tempo juntos poderia dizer: “Olá amantes da Sagrada Liturgia”!

Como é bom estarmos juntos novamente.

Hoje, mais do que nunca, falamos que a Eucaristia para atingir a assembléia celebrante precisa ser mistagógica.

Daí, então, vem a pergunta:

POR QUE A EUCARISTIA TEM QUE SER MISTAGÓGICA?

Vamos começar definindo o termo “Mistagogia”.

A palavra “Mistagogia” e seus derivados, “mistagogo, mistagógico”, vem do grego: a raiz “myst” – que indica o mistério, o oculto e “agagein” – que significa guiar, conduzir. Refere-se, portanto, a tudo o que ajuda a conduzir ao mistério. No nosso caso, conduzir ao Mistério de Cristo, celebrado na liturgia e vivido na existência cristã.

É a ação de nos conduzir ao mistério, ou ainda, ação pela qual o mistério nos conduz. Para nós cristãos este mistério manifesta-se na pessoa de Jesus Cristo, principalmente sua doação total até a morte e consequente ressurreição. É um mergulho neste mistério celebrado no rito. Para isso é necessário passar da materialidade do rito, dos seus sinais sensíveis, para o seu sentido simbólico. Passar do “fora” para “dentro” e do “dentro” para o “fora”.

Símbolo não é mesma coisa que sinal. O sinal por si só, aponta para algo exterior a si mesmo: a fumaça, indica a existência do fogo; o semáforo no verde nos indica que já podemos passar. O sinal “não é o que significa”, mas sim, o que nos orienta de um modo mais ou menos informativo, para a coisa significada. É apenas uma espécie de “mensagem” que designa ou representa outra realidade. Símbolo é mais uma linguagem de conotação, muito mais densa. Não só nos informa, mas também nos faz entrar em dinâmica peculiar. Ele próprio “é” já, de algum modo , a realidade que representa, introduzindo-nos em uma ordem de coisas a que ele mesmo já pertence.

A ação simbólica produz, à sua maneira, uma comunicação, uma aproximação. Tem o poder de mediação, não só prática, ou racional, mas também de toda a pessoa humana e da realidade com a qual se relaciona. O símbolo tem origem na palavra grega “sym-ballo”, que significa re-unir, pôr juntas duas partes de uma mesma coisa, que se achavam separadas, á maneira de quebra-cabeça. (Veja Tobias 5, 1-3).

Como “os sinais realizam aquilo que significam” (Sacrosanctum Concilium, 7), a corporeidade realiza o sinal que significa. Deve corresponder ao sentido de cada parte da celebração (Instrução Geral sobre o Missal Romano, 43).

O gesto corporal deve levar à mistagogia, remeter ao mistério e superar a simples expressão humana e seu significado. Através dele, tocamos o Mistério, ou melhor, somos tocados pelo Mistério. Celebrando bem a liturgia, ela evangeliza e revela o Mistério Pascal.

A celebração não é um encontro, mas sim, um “encontra-se”.

Nunca podemos nos esquecer que liturgia é a linguagem dos símbolos. É uma ação, que nos introduz em comunhão com o mistério, que nos faz experimentá-lo, mais do que entender, É uma celebração, não uma doutrina ou catequese.

É a linguagem simbólica que nos permite entrar em contato com o inacessível: o mistério da ação de Deus e da presença de Cristo.

O mundo da liturgia não pertence às realidades que terminam em “logia” (palavra – Teo logia), mas sim, em “urgia” (dramatur urgia), é uma ação, uma comunicação plena, feita de palavras, mas também de gestos, movimentos, símbolos, ação. Jesus usou a linguagem dos gestos simbólicos em sua atividade salvadora. E a Igreja continua a realizá-los na ação simbólica dos sacramentos.

O gesto corporal bem realizado nos ajuda a entender melhor o que cada rito significa e a nos sintonizarmos com ele. Tal como se empobrece toda a celebração se não entenderem as palavras, também se perde grande parte de expressividade se os gestos não forem claros e comunicativos. Gesto bem feito nos faz ver e sentir o mistério que acontece naquele rito. O gesto vale por um discurso catequético inteiro. Gestos bem feitos, de tal modo que possam exercer toda a sua força pedagógica e expressiva. O mistério do sacramento é sempre difícil e profundo, todavia, o sinal com que o expressamos deve ser facilmente compreendido pela própria maneira como o fazemos. Sinais bem feitos poupam-nos muitas palavras na catequese. Ajudam a nós mesmos e aos fiéis a entrar em sintonia com o mistério que celebramos: com a ação que Cristo deseja concretizar, a cada vez, naqueles que crêem.

 

Até mais...

 

Pe. Ocimar Francatto

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