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27º Domingo do Tempo Comum

“É preciso produzir frutos de justiça e de bondade”

Leituras: Livro do Profeta Isaías 5, 1-7; Salmo 79 (80), 9-10,13-14, 15-16, 19-20; Carta de São Paulo aos Filipenses 4, 6-9; Mateus 21, 33-43 (parábola dos vinhateiros).

COR LITÚRGICA: VERDE

Animador: Reunidos em comunidade e testemunhando a mesma fé em Jesus Cristo, nosso Salvador, formamos o Povo de Deus, a caminho do nosso destino eterno. E a liturgia de hoje nos mostra como Deus é generoso em oferecer o dom da salvação a todos. E mesmo que uns e outros desprezem e recusem, Ele continua oferecendo a quem possa produzir os frutos esperados. É a imagem da vinha. Como Igreja, nós somos a vinha do Senhor, para que possamos produzir frutos de conversão e de perseverança. Trazemos a esta celebração a presença dos missionários e das missionárias e de todos aqueles que recebem o anúncio do Evangelho, pois hoje iniciamos o mês missionário.

1. Situando-nos brevemente:

Entramos na celebração de hoje, animados pela antífona de aclamação ao Evangelho: “Eu vos escolhi, foi do meio do mundo, a fim de que deis um fruto que dure. Eu vos escolhi, foi do meio do mundo. Amém. Aleluia”.

Entrando no mês dedicado às missões, peçamos a Deus a fidelidade a seu serviço, para que sejamos dignos de sua eleição. Pois, como assembleia, somos a vinha do Pai, regada pelo sangue de Cristo, para produzir bons e abundantes frutos no mundo e na sociedade. Temos no confronto dessa alegria, a parábola dos trabalhadores que se apossaram da vinha e foram infiéis.

Celebramos nossa Páscoa semanal e fazemos memória do Senhor, a videira verdadeira e fecunda, parceiro fiel do Pai no cuidado do seu povo e que zela pelo seu bem-estar.

Mesmo percebendo nossas dificuldades e nossa mesquinha pretensão em tomarmos posse da sua vinha, Ele nos convida para renovar com Ele a Aliança, que traz vida e realizações plenas a todos os que procuram fazer o que lhe agrada.

Em seu amor de Pai, Ele sempre nos concede mais do que merecemos e pedimos. Pedimos que derrame sobre nós a sua misericórdia, perdoando o que nos pesa na consciência (oração da coleta).

Lembramos, neste início de mês de outubro, todos os missionários espalhados por todo o mundo, e todos os que, em qualquer âmbito, tem por ministério o cuidado da vinha. Durante este mês “a Igreja procura redescobrir a missão que o Senhor está lhe dando no campo e na cidade, dentro e fora do país, ‘para que todos tenham vida’” (DAp, n.146).

2. Recordando a Palavra

Interessante é lembrar o contexto da leitura de Isaías no quinto capítulo. O Senhor é Deus. As videiras selecionadas são os israelitas que o Senhor foi buscar lá fora, no Egito. A terra fértil, na qual este povo foi colocado, é a Palestina. As pedras que se encontram no campo e foram removidas são os povos que ocupavam a Palestina antes da chegada dos israelitas. A torre de proteção é a dinastia de Davi. O castigo é o símbolo das invasões dos povos estrangeiros. Eles destruíram a vinha do Senhor e deportaram os israelitas para suas terras como escravos.

A imagem simbólica da vinha aplicada ao povo aparece mais de dez vezes na Bíblia. Exprime a Aliança de Deus com seu povo como uma união conjugal, pois a vinha é também símbolo do amor. O Cântico de Isaías, em sua origem, é um poema de amor, escrito oitocentos anos antes de Cristo e transformado em parábola de julgamento.

O bem-amado trata da terra, escolhe a melhor cepa, edifica uma torre para cuidar de sua vinha, cava um lugar... Com tanto carinho, esperava uvas boas, mas a vinha deu somente uvas más. Os habitantes de Jerusalém e de Judá são chamados a serem juízes entre o amado e sua vinha.

O Salmo 79 (80) é uma súplica coletiva à necessidade de o povo ser restaurado por Deus. A imagem da vinha volta novamente neste salmo, demonstrando a estreita ligação entre Deus e seu povo, muitas vezes, dominado e pisado por nações poderosas.

A videira é propriedade do Senhor, mas foi destruída. O povo está oprimido e somente o Senhor pode mudar sua sorte. Peçamos ao Senhor que reúna o nosso coração em torno do seu projeto e venha de novo nos guiar em nossos caminhos.

Na Carta aos Filipenses, Paulo escreve à comunidade, estando preso, dando-lhe orientações sobre a oração cristã. Recomenda que não é necessário inquietar-se, mas sim, entregar a Deus as necessidades e preocupar-se em praticar tudo o que merece louvor e foi ensinado por Jesus Cristo. Assim a paz de Deus estará presente e nada pode causar angústia, se o cristão permanecer unido a Deus na oração.

O Evangelho é sequência do domingo anterior e completa-lhe o significado. A perícope retoma a primeira leitura de hoje. O cântico da vinha é uma das poesias mais belas da Bíblia. Uma parábola típica do Primeiro Testamento, encontrada em vários profetas e também nos salmos. É a canção de amor que descreve a vinha querida, porém, ingrata. Lembra a relação amorosa entre Deus e seu povo, vinha amada, mas infiel.

Israel não aprendeu a prática do direito e da justiça. Deus esperava a justiça, mas houve sangue derramado; esperava retidão de conduta, mas surgiram exploração e grito de socorro de pessoas maltratadas. Tanto Jesus como seus ouvintes conheciam muito bem o profeta Isaías e identificavam a vinha com o povo da Primeira Aliança, “casa de Israel”.

O “proprietário” ama a vinha e espera dela os frutos de fidelidade à Aliança. A vinha designa não o povo histórico, mas sim o Reino de Deus. Os vinhateiros, portanto, são não apenas os chefes, mas todo o povo infiel. O Reino de Deus será tirado dos vinhateiros homicidas e confiado a um povo que produza frutos. Em Mateus a importância maior é dada aos “frutos de justiça”.

A parábola tem uma introdução, depois descreve a desilusão do senhor da vinha com a falta de frutos verdadeiros. Ele envia seus servos que correspondem às várias fases da história da salvação que Deus faz com seu povo: missão reiterada e muitas vezes frustrada dos profetas.

Por fim, o envio do filho, sua morte violenta e a vocação dos pagãos. Deus abrirá as portas a um povo novo: pecadores, cobradores de impostos, pagãos, mulheres, doentes... Uma geração nova de crentes que deem frutos como a prática da justiça e a obediência à vontade de Deus e à sua Aliança.

Essa parábola é colocada na boca de Jesus, que se preocupa com a sorte da vinha. A tradição pré-sinótica das comunidades primitivas tinha sua atenção centrada na sorte do Filho, enviado pelo Pai. O Filho que fala vai ser morto, mas ressuscitará. Quem não quiser ser esmagado pela pedra angular deve declarar-se a favor dele.

3. Atualizando a Palavra

Jesus retoma o texto de Isaías, mas não coloca a culpa na vinha por sua falta de bons frutos, e sim nos vinhateiros que deviam cuidar dela. Além de impedir que os bons frutos cheguem ao dono da vinha, ainda são violentos com seus enviados. É uma crítica muito séria que faz aos que se consideram donos da religião e senhores da fé do povo. Apropriam-se da relação entre Deus e seu povo, desorienta aquilo que permite o povo ligar-se a seu Senhor.

Muitas vezes, certas lideranças religiosas impedem que o povo seja Povo de Deus para ser povo dos anciãos, dos escribas, dos sacerdotes, de fulano, de tal movimento... O povo vira joguete nas mãos dos chefes religiosos que buscam seus interesses e não o Reino de Deus. É isso que Jesus critica, mesmo que sua denúncia profética lhe cause a morte.

Que frutos se esperam da vinha plantada e cuidada com tanto carinho? O Senhor esperava dela o direito e a justiça. Estabelecer o direito à Aliança entre Deus e seu povo. Nosso Deus, que é Deus da vida e do amor, quer que, em nosso meio, reine a justiça, respeite-se o direito de todos, em especial dos mais pobres.

Na Bíblia, a opressão contra os mais pobres é considerada um homicídio. Os vinhateiros são homicidas não só porque matam os enviados, inclusive o Filho, mas também porque despojam o pobre, violam o direito, não dão os frutos da justiça que pede o Senhor. Por ser assim, o Reino de Deus vai ser entregue a outras pessoas.

O fato de sermos cristãos não nos garante o Reino. Somos escolhidos para sermos sinal de amor, da misericórdia e da salvação de Deus. É preciso provar essa escolha com frutos e ações concretas de justiça e direito. Ser cristão é dar a vida. Se colocarmos em prática o Evangelho, o Deus da paz vai estar conosco e dessa paz seremos testemunhas no mundo em que vivemos.

4. Ligando a Palavra com ação litúrgica

Como assembleia litúrgica, somos a vinha fecunda do Pai, regada pelo sangue de Cristo, seu Filho amado e fiel. Escutando a parábola dos trabalhadores que se apossaram indevidamente da vinha do Senhor, reconhecemos também nossas incoerências e infidelidades na realização de seu projeto.

Confiando em sua paternal bondade, suplicamos na oração inicial: “Derramai sobre nós sua misericórdia, perdoando o que nos pesa na consciência e dando-nos mais do que ousamos pedir”.

Acolhendo sua palavra, renovamos com novo ardor a Aliança com Ele e suplicamos, nas preces, que Ele nos dê a firme decisão de sempre corresponder a seu chamado. Que seu espírito nos mantenha abertos, vivendo a catolicidade, a universalidade do amor.

Enxertados em Cristo, pelo mistério de sua morte e ressurreição atualizado na celebração, somos fortalecidos para produzir os frutos que o Pai deseja e espera de nós. “E o fruto que o Pai espera de nós é o pão e inebriar-nos do vosso vinho para que sejamos transformados naquele que agora recebemos”.

Em cada celebração, colocamos em nossos lábios muitos cantos e palavras, repetimos orações e fazemos tantos gestos. Tudo isso terá sentido e agradará a Deus como oferta bendita se for expressão de um coração orante e comprometido com a vontade do Pai.

A Palavra de Deus nos faz mergulhar em nossa fragilidade humana e nos leva a experimentar a bondade sempre fiel do Senhor que nos propõe mudança de vida e acredita em nossa conversão. Ele, porém, não se contenta que apenas o invoquemos, repetidamente: “Senhor, Senhor”.

Mais do que palavras, preces, aclamações e cânticos, liturgia é ação. Eucaristia é ação de graças, é entrega de nossa vida ao Pai, com Cristo, o Filho fiel que provou sua obediência na cruz. Com ele passamos da morte para a vida, seu Espírito é derramado sobre nós, infundindo-nos o mesmo sentimento e a prontidão para doarmos com ele a vida, para que os outros vivam.

Essa ação deve ser testemunhada no cotidiano de nossas lidas e lutas pela realização da vontade do Pai, o Reino de justiça, amor e paz a ser estabelecido, o quanto antes, entre nós. A Palavra e a confissão dos lábios tornam-se ação e gesto das mãos, com o testemunho, “cuidando cada um não só do que é seu, mas também do que é dos outros” (cf. segunda leitura).

Oração dos fiéis:

Presid.: Como servos conscientes de que a missão é maior do que nós e que precisamos ter fé para sermos missionários do Reino, façamos ao Pai nossos pedidos.

1. Senhor, que a Igreja, teu povo escolhido, produza frutos de justiça, de amor e de paz. Peçamos:

T.: Senhor, aumenta-nos a fé!

2. Senhor, que todos colaboremos com os missionários e missionárias na divulgação da fé. Peçamos:

3. Senhor, que nunca nos envergonhemos de sermos cristãos católicos. Peçamos:

4. Senhor, pela unidade, pelo fortalecimento e pela preservação de nossas famílias. Peçamos:

(Outras intenções)

Presid.: Senhor, concedei-nos ver e julgar todas as coisas segundo o pensamento de Cristo que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.

T.: Amém.

III. LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS:

Presid.: Acolhei, ó Deus, nós vos pedimos, o sacrifício que instituístes e, pelos mistérios que celebramos em vossa honra, completai a santificação dos que salvastes. Por Cristo, nosso Senhor.

T.: Amém.

ORAÇÃO APÓS A COMUNHÃO:

Presid.: Possamos, ó Deus onipotente, saciar-nos do pão celeste e inebriar-nos do vinho sagrado, para que sejamos transformados naquele que agora recebemos. Por Cristo, nosso Senhor.

T.: Amém.

ATIVIDADES DO BISPO DIOCESANO

BÊNÇÃO E DESPEDIDA:

Presid.: O Senhor esteja convosco.

T.: Ele está no meio de nós.

Presid.: Que o Senhor os abençoe e os envie em missão: na família, no trabalho e na escola.

Todos: Amém

Presid.: Abençoe-vos o Deus todo-poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo.

T.: Amém.

Presid.: Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.

T.: Graças a Deus.

 

ATIVIDADES DO BISPO DIOCESANO

Dia 06 de outubro – sexta-feira: Reunião da Comissão da Comunicação Regional Sul – 09h café e almoço; Missa – Crisma na Paróquia São Benedito, Padre João Luís Neves, às 19h30min, Araras, SP.

Dia 07 de outubro – sábado: Missa – Crisma – São José- Americana - Padre Evandro – 18h30min

Dia 08 de outubro – domingo: Missa – crisma na Catedral – às 10h00, Padre Tadeu, Limeira, SP; Missa – Crisma – Santuário São Sebastião, às 18h30min, Padre Luis Fabiano, Porto Ferreira, SP.

Dia 09 de outubro – segunda-feira: São Paulo – 10h00 – confirmar?; Entrega da Imagem de Nossa Senhora Aparecida na Câmara Municipal de Limeira – 19h00, Limeira, SP.

Dia 10 de outubro – terça-feira: Reunião do Conselho Episcopal – 09h00, Limeira, SP.

Dia 11 de outubro – quarta-feira: Assinatura Digital – 10h ACIL – Limeira; Missa – Novena Nossa Senhora Aparecida, Padre Reynaldo - 19h30min, Engenheiro Coelho, SP.

Dia 12 de outubro – quinta-feira: Missa – Nossa Senhora Aparecida – Padre Amauri – 09h00, Limeira; Missa – Nossa Senhora Aparecida – Padre Johnny – 18h00, cidade de Americana, SP.

Dia 13 de outubro – sexta-feira: Bênção da nova residência da Par. Santa Efigênia (Pe. Aires), às 11h00, em Limeira, SP; Crisma – Santa Luzia- Padre Anderson, às 19h30min, Cordeirópolis, SP.

Dia 14 de outubro – sábado: Crisma – Nossa Senhora do Carmo – Padre Robert Landgraff, às 18h30min, cidade de Americana, SP.

Dia 15 de outubro – domingo: Crisma – São Manoel – Padre Eduardo – 10h – Leme, SP; Crisma – Imaculada Conceição – Padre Daniel – 19h00, cidade de Leme, SP.

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