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28º Domingo do Tempo Comum

“Anunciem aos convidados, já preparei o banquete”

Leituras: Livro do Profeta Isaías 25, 6-10a; Salmo 22 (23), 1-3a-4.5. (R/6cd); Carta de São Paulo aos Filipenses 4, 12-14.19-20; e Mateus 22, 1-14.

COR LITÚRGICA: VERDE

Animador: Pelo batismo fomos convidados a entrar na "sala da festa", isto é, na Igreja, para participarmos do banquete da salvação universal. Quando aceitamos o convite de Jesus para participar do seu Reino, precisamos nos afastar de todos os nossos conceitos, e preconceitos e nos deixar guiar pelo Espírito Santo que nos revestirá com a veste da santidade de Deus.

1. Situando-nos brevemente

Diante de nós, os convidados de Deus, neste domingo, está a parábola do rei que preparou a celebração de casamento do seu filho. A primeira reação que temos é a seguinte: bem, é apenas uma parábola de Jesus e encerra um ensinamento bem concreto. Mas na prática não é uma mensagem, mas um julgamento e avaliação dos que são convidados para a festa.

Temos tantas ocupações, atividades e coisas importantes na vida e não nos damos conta que a participação na festa de casamento do filho do rei é o que de fato conta e dá sentido para a nosso existir. Mas o que é esse casamento? Por que recebemos o convite?

E uma pergunta se levanta: o que faz merecer o convite para a festa? Não podemos ser moralistas nem fundamentalistas e muito menos imediatistas. A liturgia de hoje vai nos revelar o segredo e introduzir no espírito da festa. A participação na festa exige uma preparação.

Para quem e com quem preparamos a festa da comunidade e das celebrações? Lembramos dos últimos da sociedade e que se encontram nas encruzilhadas do mundo? Com quem gostaríamos de participar dessa festa? A missão da Igreja é por isso um constante sair de si mesma, como nos lembra a Campanha Missionária desse ano. A Alegria do Evangelho se realiza quando somos de verdade “Igreja em saída”.

2. Recordando a Palavra

O profeta Isaías anuncia a grande festa, preparada por Deus para todas as nações, na colina do monte Sião, lugar das romarias sagradas e santas do povo. Agora será o lugar onde todos os povos vão se encontrar no banquete delicioso e rico, preparado por Deus para a festa de casamento de seu Filho com a humanidade. Deus mesmo prepara e serve o banquete.

E o motivo do banquete é este: as lágrimas e sofrimentos vão acabar, o luto e a tristeza desaparecerão, para que o povo, na unidade da fraternidade possa celebrar o banquete da vida. E o presente mais importante para todos é a destruição para sempre da morte, pois, essa era a maldição que pesava desde o início da criação sobre toda a humanidade.

O Salmo 22 (23) é de confiança e entrega. Uma pessoa expressa sua absoluta confiança no Senhor. Uma das imagens mais bonitas de Deus no Antigo Testamento é a que O mostra como pastor. Um inocente que foge dos que pretendem matá-lo sente-se protegido pelo Senhor como a ovelha que, à noite, caminha sob a proteção do bastão e do cajado do pastor. Com esse tipo de pastor, nada falta a quem confia nele. De fato, a grande ação de Deus pastor foi ter tirado seu rebanho do curral do Egito e tê-lo conduzido pelo deserto, introduzindo-o na terra prometida, onde ocorrem leite e mel.

Na Carta aos Filipenses, estando na prisão, Paulo fala do banquete da solidariedade. Lembra que aprendeu o segredo de viver. Para ele, nem a pobreza nem a riqueza são capazes de mudar as suas convicções, pois, a força que o sustenta em todos os momentos é Deus: “Tudo posso naquele que me dá força” (4,13). Paulo jamais aceitou qualquer remuneração das comunidades, exceto da Igreja de Filipos. Ele se alegra pela solidariedade e partilha, sinais de que a comunidade entendeu o significado do Evangelho por ele anunciado.

Deus prepara o casamento de Jesus, ou seja, a aliança de seu Filho com a humanidade. E participar dessa festa é comprometer-se com a justiça do Reino. Os convidados que recusam o convite são as lideranças do povo. Os empregados são os profetas ou os mensageiros que ao longo da história mostraram as injustiças das lideranças. Lideranças que deveriam ser as primeiras responsáveis pela sociedade justa e fraterna.

A parábola é muito severa na sentença: “O rei ficou indignado e mandou suas tropas para matar aqueles assassinos e incendiar a cidade deles”. Pois, as elites se excluíram do Reino de Deus e sua justiça. Desprezaram em bloco o convite e se mostraram grosseiras e violentas, inclusive, agarraram os empregados, bateram neles e os mataram.

E o banquete que Deus oferece é a possibilidade de uma sociedade baseada na justiça do Reino. As elites, pelo contrário, buscam privilégios e lucros pessoais.

Mas o Reino da justiça não fracassa por causa das elites que exploram e matam o povo. Deus não desiste em construir uma sociedade justa e fraterna. Envia os empregados às encruzilhadas dos caminhos. Eles convidam para a festa todos os que encontram, maus e bons, de modo que a sala fique cheia de convidados.

O rei passa entre os convidados e encontra alguém sem a veste nupcial. Dizem que essa veste se refere à justiça do Reino. O compromisso com a justiça do Reino é a única resposta coerente que podemos dar ao chamado gratuito de Deus no banquete de casamento com a humanidade. A noiva do filho do rei da parábola somos nós, desde que vistamos a roupa da justiça.

3. Atualizando a Palavra

O grande rei é Deus que organiza a festa de núpcias do seu Filho. A esposa é a humanidade ou a Igreja, santa e pecadora, fiel e prostituta, livre e presa aos esquemas do poder. Entretanto, Cristo a ama de mesma forma como sua esposa. Ele sabe que o seu amor terá o poder para transformá-la, para deixá-la bonita e atraente.

O banquete representa a felicidade dos tempos messiânicos. Quem acolhe a proposta do Evangelho começa a fazer parte do Reino de Deus e experimenta a alegria mais pura e profunda.

Os convidados recolhidos ao longo dos caminhos e pelas praças, bons e maus, limpos ou sujos, são os homens do mundo inteiro. Isso nos leva a abrir o coração e as portas das nossas comunidades a qualquer tipo de pessoa, aos pobres, aos marginalizados, a quem é rejeitado por todos.

Os primeiros convidados não entram na festa. Recusam porque não querem largar os próprios interesses. Não precisam de ninguém que lhes ofereça um banquete: têm tudo o que lhes pode garantir uma vida sem problemas. Estão satisfeitos. Os que não são pobres, os que não querem abandonar as próprias garantias materiais, os que não têm fome e sede de um mundo novo, não entrarão jamais no Reino de Deus.

O Evangelho nos faz um convite forte a nos posicionarmos a favor da justiça do Reino, que é liberdade e vida para todos. A comunidade dos que seguem a Jesus só será esposa do Cordeiro quando vestir o traje da justiça. E o Evangelho é um convite a nos posicionar a favor da justiça do Reino que se chama de liberdade e vida para todos. Paulo na sua Carta nos ajuda a sermos gratuitos e solidários com os empobrecidos.

Jesus no Evangelho nos faz refletir e entender a nossa atuação política na sociedade. Não podemos ser manipulados e enganados por falsas promessas. Acolhendo as palavras de Jesus e fazendo parte da festa de casamento que um grande rei fez para o seu filho, ficamos com a certeza de que o Reino é para os pequenos e marginalizados.

Sintonizados e unidos a Jesus, o esposo da nova humanidade e da Igreja, somos chamados a crescer na aliança com Ele e com todos os pobres e excluídos da terra. Assim, o Papa Francisco nos ensina: “A missão da Igreja encoraja a uma atitude de peregrinação contínua através dos vários desertos da vida, através das várias experiências de fome sede de verdade e justiça”, “a experiência do êxodo contínua” em direção das muitas periferias em que se encontram os excluídos de nossa sociedade.

4. Ligando a Palavra com ação litúrgica

A celebração da Eucaristia é momento de grande catequese e espaço de conversão e louvor. Na celebração experimentamos Deus como partilha de tudo com todos. E se confiarmos na solidariedade, tudo podemos naquele que nos dá força. Expressamos isso na preparação da mesa e na participação do pão único. Corpo e Sangue de Cristo, doado e entregue para a nossa salvação.

A Eucaristia é o banquete da nova amizade que reúne os homens a Deus. Aqui já saboreamos a ceia eterna em que Deus estará sempre conosco. O Pai convida todos a entrarem na sala do banquete. Jesus nos faz participar de seu Corpo e seu Sangue. O Espírito nos transforma para que nossa comunhão seja plena.

Nesse mês missionário, a celebração Eucarística pode ser uma “fonte de grande consolação e de muita coragem às pessoas”, quando elas aceitam o convite para ser Igreja em saída, até os confins do mundo. Nela podemos manifestar gestos de solidariedade e comunhão com os missionários e missionárias que vivem junto aos mais pobres e excluídos.

Oração dos fiéis:

Presidente: Como família de Deus reunida em sua casa, participando da alegria do banquete, vamos fazer nossas orações, na esperança de sermos atendidos.

1.Senhor, fortalecei a Igreja em seu trabalho incansável de evangelização. Peçamos:

Todos: Ouvi-nos, ó Pai.

2.Senhor, que tua justiça seja inspiração para todas as nossas atitudes políticas. Peçamos:

3.Senhor, que saibamos acolher os abandonados e excluídos da vida. Peçamos:

4. Senhor, que nossa comunidade, em toda parte, seja missionária da tua misericórdia, justiça e amor. Peçamos:

(Outras intenções)

Presidente: Deus todo-poderoso, de quem provém toda a alegria, infundi em nós a graça de participar festivamente do alegre e farto banquete que oferece a todos, ouve nossos pedidos apesar de muitas vezes não aceitarmos seu convite. Por Cristo nosso Senhor.

T.: Amém.

III. LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS

Presidente: Acolhei, ó Deus, com estas oferendas, as preces dos vossos fiéis, para que o nosso culto filial nos leve à glória do céu. Por Cristo, nosso Senhor.

T.: Amém.

ORAÇÃO APÓS A COMUNHÃO

Presidente: Ó Deus todo-poderoso, nós vos pedimos humildemente que, alimentando-nos com o Corpo e o Sangue de Cristo, possamos participar da vossa vida. Por Cristo, nosso Senhor.

Todos: Amém

BÊNÇÃO E DESPEDIDA

Presid.: O Senhor esteja convosco.

T.: Ele está no meio de nós.

Presid.: Que o Senhor os abençoe e os envie em missão: na família, no trabalho e na escola.

T.: Amém

Presid.: Abençoe-vos o Deus todo-poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo.

T.: Amém.

Presid.: Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.

T.: Graças a Deus.

ATIVIDADES DO BISPO DIOCESANO

Dia 11 de outubro – quarta-feira: Assinatura Digital – 10h ACIL – Limeira; Missa – Novena Nossa Senhora Aparecida, Padre Reynaldo - 19h30min, Engenheiro Coelho, SP.

Dia 12 de outubro – quinta-feira: Missa – Nossa Senhora Aparecida – Padre Amauri – 09h00, Limeira; Missa – Nossa Senhora Aparecida – Padre Johnny – 18h00, cidade de Americana, SP.

Dia 13 de outubro – sexta-feira: Bênção da nova residência da Par. Santa Efigênia (Pe. Aires), às 11h00, em Limeira, SP; Crisma – Santa Luzia- Padre Anderson, às 19h30min, Cordeirópolis, SP.

Dia 14 de outubro – sábado: Crisma – Nossa Senhora do Carmo – Padre Robert Landgraff, às 18h30min, cidade de Americana, SP.

Dia 15 de outubro – domingo: Crisma – São Manoel – Padre Eduardo – 10h – Leme, SP; Crisma – Imaculada Conceição – Padre Daniel – 19h00, cidade de Leme, SP.

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