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30º Domingo do Tempo Comum

“Amarás o Senhor teu Deus, com todo o teu coração (...) e teu próximo como a ti mesmo”

Leituras: Livro do Êxodo 22, 20-26; Salmo 17 (18), 2-3ª.3bc-4.47 e 51 ab (R/2); Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses 1, 5c-10; Mateus 22, 34-40.

COR LITÚRGICA: VERDE

Animador: Nesta páscoa semanal de Jesus, recordamos o seu jeito mais concreto de viver o amor total e a solidariedade para conosco, entregando-se e indo até o fim na opção pela vida. Ele nos confia hoje seu único mandamento, síntese da Lei e dos Profetas e que expressa de duas maneiras interdependentes: na comunhão amorosa com Deus e na alegria da comunhão fraterna. Hoje é o dia Nacional da Juventude. Rezemos por todos os nossos jovens, para que possam ser evangelizadores nos ambientes em que vivem.

1. Situando-nos brevemente

As relações humanas e sociais são reguladas por um número sem fim de leis. A participação no culto deste domingo igualmente é regida pelo preceito. Em meio à selva de prescrições e preceitos em que vivemos, o Evangelho de hoje nos recorda que toda a lei se resume no amor a Deus e ao próximo.

Somos convidados, neste domingo, a compartilhar o amor a Deus. Esse amor nos permite discernir como amar o próximo. Deus se encontra no próximo. “A porta de entrada na comunidade de Deus é o nosso próximo. O amor a Deus e ao próximo são inseparáveis e complementares. São as duas faces da mesma medalha (...)”. “O sinal visível com o qual os cristãos testemunham ao mundo o amor de Deus é o amor pelos irmãos” (FRANCISCO, Alocução no Ângelus, 30º Domingo ano A, 2015. Educris com agência CTV. Disponível em: http://www.educris.com/v2/artigo/4351 -papa-francisco-o-amor-a-deus-e-ao-próximo-sao-inseparaveis>).

Que a nossa participação na vida comunitária e na ação litúrgica seja movida pela gratidão ao amor de Deus que nos salva, no dom da entrega de seu Filho Jesus e do Espírito divino.

Neste domingo, Dia Mundial das Missões, celebramos a Páscoa de Jesus em comunhão com os missionários no mundo inteiro, especialmente com os que passam dificuldades e enfrentam duras perseguições. Com eles rezamos a antífona inicial: “Exulte o coração dos que buscam a Deus. Sim, buscai o Senhor e sua força, procurai sem cessar a sua face”.

O compromisso missionário é dos cristãos e das comunidades eclesiais. É dia de oração. Dia de ofertas generosas. Antes de tudo um dia de avaliação pessoal e comunitária. As missões não são apenas uma atividade da Igreja ou um dia do calendário pastoral. A fé que recebemos como dom e benção não sobrevive nem se sustenta sem o mergulho no compromisso missionário e profético.

A liturgia nos leva a olhar para o Senhor de braços abertos e olhar fixo no horizonte da missão e nos campos imensos que esperam operários e ceifadores. O que podemos e vamos fazer para contribuir no anúncio da Palavra do Senhor: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma e todo o teu entendimento”.

2. Recordando a Palavra

O Evangelho mostra que amar o próximo (o povo) é amar a Deus. As lideranças querem conservar as coisas como estão, pois, isso lhes é muito vantajoso. Os fariseus eram observantes rigorosos de todos os detalhes da lei.  Eram muitas as leis e centenas as proibições. A graça e a amizade de Deus dependiam da observação de todas essas leis.

E na verdade, para muitos, todas as leis tinham o mesmo peso e a mesma importância. O povo ficava à margem da discussão e era considerado pobre e infeliz pelos fariseus e pelas elites porque não conhecia as leis. E se não conhecia as leis também não podia observá-las.

Entre os religiosos e estudiosos corria uma discussão a respeito de qual seria o mandamento mais importante. Armam uma armadinha e se aproximam de Jesus com uma cilada: Qual é o maior mandamento? Com a pergunta os fariseus esperavam uma resposta definitiva do Mestre da Justiça. Esperavam que Jesus afirmasse que todos os mandamentos são igualmente importantes.

Jesus responde apoiando-se numa passagem do Deuteronômio: “Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda as tuas forças”, ou seja, plenamente em todos os momentos da vida. E Jesus, contudo, acrescenta um outro mandamento no contexto do Reino e da sua opção pelos pobres: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”. E conclui enfaticamente: “Toda a Lei e os profetas dependem desses dois mandamentos”. Traduzindo para uma compreensão mais simples: Esses dois mandamentos são a expressão maior da vontade de Deus. São o resumo de toda a Bíblia.

E uma conclusão se impõe: não existe um amor a Deus e outro ao próximo, pois, amar as pessoas como a si mesmo é amá-las “com todo o coração, com toda a alma e com todas as forças”. Isso coloca um divisor de águas porque os fariseus não admitiam isso, pois consideravam o povo maldito, impuro e merecedor de desprezo.

Amar a Deus, portanto, é amar o povo, porta de entrada da religião. Os fariseus imaginavam que seria possível ser fiel a Deus sem ser fiel ao povo que eles desprezavam. Mas, Jesus garante que é necessário pôr-se, ao mesmo tempo, diante de Deus e diante das pessoas, sem estabelecer prioridades ou escala de valores.

O Livro do Êxodo nos ajuda a perceber o conteúdo da palavra e da ação dos missionários em terra estrangeira: “não oprimas nem maltrates o estrangeiro, pois vós fostes estrangeiros na terra do Egito”. Deus despreza ofertas desonestas ou roubadas dos pobres. Deus é um juiz justo e compassivo e não faz distinção das pessoas. Não leva em conta a posição social ou riqueza. Não se deixa corromper e sempre está do lado dos pobres. Deus aceita o sacrifício de quem o serve, servindo ao próximo, respeitando-o e respeitando tudo que lhe pertence. O Senhor quer justiça e liberdade para todos. Havendo gratuidade, confiança e entrega generosa nas mãos de Deus, a oração será sincera e eficaz.

O Salmo 17 (18) possui 51 versículos e tem como tema central a pessoa do rei, autoridade máxima em Israel no tempo da monarquia. Os salmos reais procuram defender ou bajular a pessoa do rei. Muitos se opuseram aos reis porque concentravam o poder, as decisões e em nome da lei oprimiam e exploravam o povo. O Salmo 17 nasceu depois de Davi quando um de seus descendentes, sentindo-se ameaçado pelas nações inimigas, pediu socorro a Deus, e este não demorou em responder, derrotando com o rei os povos inimigos. O Salmo dá a entender que Deus é aliado e defensor do seu povo, conduzindo o rei à vitória.

Na Primeira Carta aos Tessalonicenses, Paulo exalta e rende graças pela fé, pela esperança e pelo amor da comunidade porque os cristãos acolheram a Palavra de Deus com a alegria do Espírito Santo no meio das tribulações e contratempos.

3. Atualizando a Palavra

No Dia do Senhor, o Domingo, reunimos para nos encontrar com Deus. Mas para chegar a Ele é preciso ter feito uma opção e passar pela porta de entrada que é o povo com sua história, suas angústias, esperanças, lutas e privações, pois, Deus não quer um amor distante do povo e intimista.

O nosso Deus que amamos e juramos fidelidade é o Deus defensor dos pobres. Somos seus aliados na defesa dos excluídos e desprotegidos e rejeitados da sociedade. A nossa religião se firma nesse Deus e cultiva o seu amor pelos últimos da terra.

O Papa Francisco afirma que o “mandamento do amor a Deus e ao próximo não é o primeiro porque está no topo da lista dos mandamentos. Jesus não o coloca no alto, mas no centro, porque é o coração de onde tudo deve começar e retornar; é a referência”. Além do mais, “Jesus não nos entregou fórmulas ou preceitos, ele nos confiou dois rostos, aliás, um só rosto, o de Deus que se reflete em muitos outros, pois no rosto de cada irmão, especialmente o mais pequeno, o mais frágil e indefeso, está presente a imagem de Deus” (Idem).

O amor a Deus e o amor ao próximo são inseparáveis, constituem um único mandamento. Mas, ambos vivem do amor com que Deus nos amou primeiro. Deste modo, já não se trata de um mandamento que do exterior nos impõe o impossível, mas uma experiência do amor proporcionada do interior, um amor que, por sua natureza, deve ser comunicado aos outros. O amor que cresce através do amor. O amor é divino porque vem de Deus e nos une, e, através deste processo unificador, transforma-nos em um Nós, que supera as nossas divisões e nos faz ser um só, até que, no fim, Deus seja tudo em todos (1Cor 15,28) (BENTO XVI. Carta Encíclica Deus Caritas Est (DCE). Documento Pontifício 1. Brasília: Edições CNBB, 2007, n.18).

Andando no dia a dia por praças e avenidas, na escola ou no trabalho, na família ou entre amigos, seremos capazes de ver na feição dos irmãos o rosto de Deus? Precisamos superar a dicotomia entre culto e o cotidiano da vida. Quer dizer, não se pode separar a vida de fé e a relação com os semelhantes.

E a Palavra de Deus nos faz lembrar que ser cristão significa ser missionário do bem, do amor, da justiça. Isso supõe o desmascaramento dos ídolos que mantêm o povo à margem da vida e das celebrações que cultivam um deus falso e um culto vazio. O que garante a autenticidade do culto é a prática do amor.

4. Ligando a Palavra com ação litúrgica

Na liturgia da Igreja, na oração, na participação comunitária, nós experimentamos o amor de Deus, sentimos a sua presença e aprendemos deste modo também a reconhecê-la na nossa vida cotidiana. Ele nos amou por primeiro, e confirma a ser o primeiro a nos amar. Assim, a assembleia reunida, convocada pelo amor do Pai, realiza ao mesmo tempo a união com Deus e com os irmãos reunidos.

Essa centralidade do amor e da unidade entre o amor a Deus e o amor à humanidade transparece na ação litúrgica. Fazem uma coisa só e nos levam a viver intensamente a comunhão e a partilha.

Celebramos porque amamos, e a liturgia é mais exercício de ternura do que de obrigação a Deus. Nela os dois mandamentos são cumpridos e reunidos. Não é possível entender a liturgia sem o amor aos irmãos, sobretudo, aos mais humildes.

A participação no mistério de sua Páscoa nos dá a graça de estarmos sempre atentos e disponíveis para o serviço de seu Reino e de sua justiça, com seus valores eternos, como suplicamos nas orações de hoje. “Aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade e dai-nos amar o que nos ordenais para conseguirmos o que prometeis” (Oração do Dia).

Oração dos fiéis:

Presidente: Roguemos a Deus para que possamos colocar em prática a palavra de Cristo, expressa no Evangelho, pois não é a nossa boa vontade, mas sua graça, que nos salva.

1. Senhor, que a Igreja continue sendo presença constante e animadora junto às pessoas e lugares necessitados. Peçamos:

Todos: Faça-nos testemunhas do teu amor.

2. Senhor, que os governantes possam olhar com mais carinho para o povo sofrido. Peçamos:

3. Senhor, que as nossas comunidades sejam exemplo de amor ao próximo, principalmente em suas atividades missionárias. Peçamos:

4. Senhor, que os nossos jovens, com sua forma alegre de ser, possam ajudar na evangelização. Peçamos:

5. Senhor, abençoe todos os nossos dizimistas, que sempre colaboram com a parte material de nossa comunidade. Peçamos:

(Outras intenções)

Presidente: Ouça, Senhor, nossa oração e renove a esperança de todos nós, num mundo mais humano e fraterno. Por Cristo, nosso Senhor.

T.: Amém.

III. LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS:

Presidente: Olhai, ó Deus, com bondade, as oferendas que colocamos diante de vós, e seja para vossa glória a celebração que realizamos. Por Cristo, nosso Senhor.

T.: Amém.

ORAÇÃO APÓS A COMUNHÃO:

Presid.: Ó Deus, que os vossos sacramentos produzam em nós o que significam, a fim de que um dia entremos em plena posse do mistério que agora celebramos. Por Cristo, nosso Senhor.

T.: Amém.

Oração sobre os jovens

Presidente: Senhor, nosso Deus, os jovens precisam de Ti, para concretizar os projetos que trazem em seus corações. Oriente-os e abençoe-os + para que não errem e nem fracassem.

Faça com que os outros valorizem seus esforços e a vontade de triunfar. Precisam de Ti, Senhor, para encontrar o apoio e a companhia de amigos leais. Conserve-os alegres e comunicativos com todos e livre-os sempre dos desvios perigosos. Abençoa com tua presença os seus caminhos para que levem ao mundo a força do teu amor. Por Cristo, nosso Senhor.

Todos: Amém.

BÊNÇÃO E DESPEDIDA:

Presid.: O Senhor esteja convosco.

T.: Ele está no meio de nós.

Presid.: O Deus Pai, que em Jesus manifestou a solidariedade e a caridade, os faça mensageiros do evangelho e testemunhas do seu amor no mundo. T.: Amém.

Presid.: O Senhor Jesus, que prometeu à sua Igreja estar a seu lado até o fim dos tempos, dirija os seus passos e confirme suas palavras. T.: Amém.

Presid.: O Espírito Santo esteja sobre vocês, para que, percorrendo os caminhos do mundo possam evangelizar os pobres, dar vista aos cegos e curar os corações humilhados e contritos. T.: Amém.

Presidente: Abençoe-vos o Deus todo-poderoso, + Pai e Filho e Espírito Santo. T.: Amém.

Presid.: Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe para sempre. T.: Graças a Deus.

ATIVIDADES DO BISPO DIOCESANO

Dia 27 de outubro, Sexta-feira: Atendimento na residência episcopal das 09h00 às 11h00; e Missa e Crisma na Paróquia Senhor Bom Jesus, Pe. Marcos Venezian, às 19h30, Leme, SP.

Dia 28 de outubro, Sábado: Missa e Crisma na Paróquia São Marcos, Pe. Gilson Fernandes, às 19h00, Limeira, SP.

Dia 31 de outubro, terça-feira: Reunião dos Bispos e Formadores, às 09h00 na PUCC, Campinas, SP.

Dia 02 de novembro, quinta-feira: Missa de Finados (agendada).

Dia 03 de novembro, sexta-feira: Missa e Crisma na Paróquia N. Sra. Aparecida, Pe. Ricardo Petry, às 19h30, Porto Ferreira, SP.

Dia 04 de novembro, sábado: Missa e Crisma na Paróquia Santa Josefina Backita, Pe. Renato Marchioro, às 19h00, Nova Odessa, SP.

Dia 05 de novembro, domingo: Missa e Crisma na Paróquia N. Sra. Dores, Pe. Ocimar Francatto, às 09h00, Nova Odessa, SP; Missa e Crisma na Paróquia N. Sra. Graças, Pe. Deivison Amaral, às 19h00, Araras, SP.

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