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Comemoração de todos os fiéis defuntos

“Nossa vida não é tirada, mas transformada”

 

Leituras: Sabedoria 4, 7-14 / Sabedoria 3, 1-9; Salmo 24 (25), 6-7bc.187-18.20-21 / Salmo 42 (43); Romanos 8, 31b-35.37-39 / Romanos 8, 14-23 e João 5, 24-29 / Mateus 5, 1-12a.

COR LITÚRGICA: ROXA

Animador: Celebrar a morte cristã é celebrar a esperança na vida eterna, que se encontra em Deus. Todos nós sabemos que a morte não é o fim de tudo; é apenas o início de um novo modo de existir, fundamentado no amor e na paz que se encontra eternamente em Deus.

OBS. : Para a comemoração de todos os fiéis defuntos o Lecionário propõe uma série de leituras à escolha, podendo também, ser escolhidas leituras do Ritual de Exéquias. Aqui fizemos a opção pelas Leituras acima (As Leituras foram do Lecionário Dominical, v.I, dos formulários para a Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos. A Primeira Leitura, do Livro da Sabedoria, n.4, p. 1053-1054; O Salmo Responsorial 24 (25), n. 2, p. 1061; A segunda Leitura, Carta aos Romanos, n.5p. 1072. E o Evangelho, n.11, p. 1092. O Missal oferece três formulários para as orações, pois ao presbítero é facultada a possibilidade de celebrar até três Eucaristias no dia. MISSAL ROMANO (MR0, 17. Reino. São Paulo: Paulus, 2013, p. 693-696.

1. Situando-nos brevemente

Neste dia recordamos, de maneira especial, os nossos mortos. Fazemos essa memória no Mistério da Páscoa de Jesus, que venceu definitivamente a morte. Todos os que pelo Batismo, são incorporados a Cristo, com Ele ressuscitarão dente os mortos à semelhança de sua ressurreição.

Já as primeiras gerações de cristãos revelam uma proximidade e cuidado com os irmãos de fé falecidos. Isto levou até mesmo a uma reconfiguração da geografia da cidade de Roma, pois enquanto a cultura do Império era a de distanciamento, mesmo não perdendo a importância e sacralidade no trato com os defuntos, os cristãos iam ao encontro dos mortos, seus irmãos na fé, os sepultavam em lugares comuns (catacumbas) e rezavam por eles na certeza de que, tendo participado da morte do Cristo, participavam com ele da sua ressurreição.

Mais tarde, surgir até mesmo o costume de sepultar os entes queridos, em cemitérios abertos ou em catacumbas, próximos da tumba de um mártir, santo ou santa, confiando-as às suas preces. Nas catacumbas, também, foram acrescentadas pinturas, tanto representando o defunto, quanto representando a fé na ressurreição. As duas principais pinturas encontradas são “a orante”: uma mulher vestida com uma túnica longa, com braços abertos para o alto, em sinal da semelhança ao crucificado, mas, sobretudo, em sinal de profunda oração confiante; e “um pastor”, tendo em seus ombros um cordeiro, reconfigurando Jesus, o bom pastor, que dá a vida por seu rebanho e o conduz para pastos verdejantes (Jo 10,1-21) – promessa da ressurreição.

É pela certeza da ressurreição que a Igreja se acerca aos fiéis defuntos. Confiamos em Deus e a Deus os nossos entes queridos, na certeza de sua ação divina de transformar suas vidas mortais em vida eterna, participando de sua eternidade e, por isso, de sua divindade, em Cristo Jesus, o vencedor da morte.

2. Recordando a Palavra

No Sermão da Montanha, Mateus reúne a nova justiça trazida por Jesus. As bem-aventuranças abrem esse sermão, anunciando a felicidade verdadeira de ser merecedor do Reino. São proclamações de salvação para aqueles que aderem à comunidade dos seguidores de Jesus Cristo. Existe o texto paralelo de Lucas 6, 20-26. São duas formulações da Palavra de Jesus. Em Mateus, são oito bem-aventuranças e mais uma a se realizar com quem segue Jesus; em Lucas são quatro bem-aventuranças e quatro infelicidades. Esse gênero (ashrê em hebraico) é frequente nos salmos e na poesia sapiencial. São mandamentos como o Decálogo do Sinai. Revelam uma felicidade quase que humanamente incompreensível. Reúnem promessas de bens excelentes e exigências extraordinárias.

Mateus fala em “pobres em espírito”; é uma noção que vem do profeta Sofonias. São os anawim, os que buscam Deus e a sua justiça, que mantêm viva a Aliança na espera do Messias. Esse espírito não é a inteligência ou o Espírito Santo, mas é o centro, o coração, a totalidade da pessoa. Essa expressão, de acordo com a mentalidade bíblica, significa dinamismo, sopro, força vital. Esses pobres são os que, por seus sofrimentos e carências, aprenderam a confiar somente em Deus e contar com seu socorro. “Em espírito” indica a interioridade consciente: sabem que são pobres e também rejeitam a cobiça e a ganância. O Reinado de Deus é para eles. A evangelização dos pobres foi o sinal dado por Jesus aos discípulos de João Batista, para reconhecerem que Ele era o Messias.

A palavra da Sabedoria gira em torno dos conflitos justos versus injustos, chamados de insensatos. O conflito ocorria pela hostilidade e perseguição advindas de pessoas da cultura grega contra a fé e a cultura do povo judaico, que habitava em Alexandria do Egito, por volta dos anos 50 antes de Cristo. Para não serem marginalizados e perseguidos, muitos deixavam os costumes e até a fé, perdendo a própria identidade de povo escolhido. Além disso, a crença na “teologia da retribuição” estava em crise. A realidade mostrava o contrário. Os corruptos e injustos viviam sossegados por longos anos. Os justos eram atribulados, perseguidos, mortos na juventude. Para superar essa crise, a sabedoria afirma com toda a convicção: “A vida dos justos está nas mãos de Deus, e nenhum tormento os atingirá”. “Eles estão em paz”. No dia do julgamento, hão de brilhar, correndo como centelhas no meio da palha; e governarão as nações, submetendo os povos, participando com o Senhor do senhorio da história”. Deus e os justos são aliados inseparáveis e, mesmo que venha a morte por causa da luta pela justiça, os justos continuarão vivendo.

O Salmo 41 (42) expressa uma saudade imensa de Deus e mantém nossa esperança de voltarmos a nos encontrar com Ele. Deus se faz presente na vida em forma de ausência sentida. Para falar da ausência, é usada a imagem da corça bramindo de sede. Todo ser sem Deus seca e morre. Cantemos este salmo na certeza de que Deus atende nossa sede profunda.

Hoje ouvimos três versículos do Apocalipse com uma revelação preciosa: “Pronto! Está feito! Acabou! Eis que faço novas todas as coisas! .... Eu sou o começo e o fim. O vencedor receberá a herança! ”. Quando tudo parecer acabado, novas coisas surgirão, e quem se manteve fiel receberá sua herança. Será tudo novo, sem dor, sem choro, sem luto. Nem morte haverá.

3. Atualizando a Palavra

O mundo hoje busca os mais diversos meios para retardar o envelhecimento e até a morte, chegando à busca da negação dessas realidades humanas. Além disso, para os que não creem, a morte se manifesta como um fim em si mesma, como destruição, pois ela é a negação da vida.

A celebração dos fiéis defuntos é uma oportunidade para revermos e reafirmarmos o que professamos no credo: creio na ressurreição dos mortos; para refletirmos se estamos nos preparando para a experiência da “mãe morte”, como chamava São Francisco de Assis; e também, para que possamos rever a nossa vida diante do projeto de Deus e dos valores do Evangelho.

Assim professamos: “creio na ressurreição da carne; na vida eterna”. Ou, como professamos no Símbolo Niceno-Constantinopolitano: “E espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir”. Ao comentar o Símbolo, Santo Ambrósio de Milão (século IV) explicita: “Com efeito, por que foi necessário que Cristo assumisse a carne? Por que foi necessário que experimentasse a morte, recebesse a sepultura e ressurgisse, senão em vista da tua ressurreição? ‘Se Cristo não ressuscitou, vã é a nossa fé’ (1Cor 15,14). Todavia, porque ele ressuscitou, a nossa fé é firme” (AMBRÓSIO DE MILÃO. Explicação dos símbolos; sobre os sacramentos; sobre os mistérios; Sobre a penitencia. Patrística, v.5. São Paulo: Paulus, 2005, p.27). Esta é a fé que recebemos da Igreja e assumimos em nosso batismo.

De fato, “a liturgia cristã dos funerais é uma celebração do mistério pascal de Cristo”. Assim inicia o Ritual de Exéquias, afirmando a nossa fé primeira e maior enquanto núcleo do nosso celebrar eclesial.

Com a liturgia dos fiéis defuntos, afirmamos a nossa esperança na vida eterna (MR, Ritual de Exéquias, n.2). E este deve ser o primeiro e maior sentido desta liturgia, servindo de “auxílio espiritual para os defuntos, consolo e esperança para os que choram a morte” (Ibidem, n.1) Pois, “nas Exéquias, a Igreja pede que os seus filhos, incorporados pelo Batismo em Cristo morto e ressuscitado, com ele passem da morte à vida e, devidamente purificados na alma, sejam associados aos santos e eleitos no céu, enquanto o corpo aguarda a bem-aventurada esperança da vinda de Cristo e a ressurreição dos mortos” (Idem).

Esta liturgia nos convida também a pensarmos, com carinho, este momento de nossas vidas. Estamos preparados para experimentar e viver o momento da nossa morte? O cristão é aquele que compreende e vive a morte numa perspectiva diferente do mundo, porque a vive como participação e certeza da ressurreição, pela confiança na bondade e misericórdia do Pai, revelada a nós por Jesus. O cristão vive a morte sem o medo comumente presente nas experiências hodiernas, porque sua força e esperança estão em Deus, pois, em Cristo e por cauda de Cristo, a morte não tem mais poder sobre nós. Como afirma o salmista, também nós somos chamados a afirmar: “O Senhor é minha luz e minha salvação; de quem terei medo? O Senhor é quem defende a minha vida; quem eu temerei?” (Sl 27,1).

A nossa participação no mistério da ressurreição de Cristo garante-nos o germe da vida eterna, porém, não é algo automático. Em primeiro lugar está a ação de Deus que, em seu Filho, como dom, nos deu a possiblidade de acesso à vida eterna e à ressurreição, mistério acolhido por nós no Batismo. E em segundo lugar está a misericórdia e bondade de Deus, que nos trata diferentemente; não usando as nossas medidas para julgar-nos. As nossas opções de vida diante do projeto que Deus nos oferece em seu Filho Jesus Cristo, contudo, contribuem também para a nossa salvação ou condenação. Daí esta celebração também ser uma oportunidade para fazermos uma revisão de vida. Quais opções temos feito? Como tenho me preparado para acolher de Deus a vida eterna? Ora, o julgamento virá!

4. Ligando a Palavra com ação litúrgica

O cristão sabe que a morte é o salário do pecado (Rm 6.23) e a recusa do ser humano a se alimentar da árvore da vida (Gn 2-3). Mas Deus rico em misericórdia, nos fez reviver, ressuscitando-nos com Cristo (Ef 2, 4-5).

A esperança e confiança na ressurreição do Cristo e nossa é o motivo maior que nos move a celebrar pelos fiéis defuntos. Isso mesmo pediremos ao Senhor na oração do dia: “Ó Deus, escutai com bondade as nossas preces e aumentai a nossa fé no Cristo ressuscitado, para que seja mais viva a nossa esperança na ressurreição dos vossos filhos e filhas”.

Sem camuflar a dor e sem esvaziar o mistério da morte, a celebração dos fiéis defuntos fortalece em nós a convicção e a certeza de que, “para os que creem em Vós, a vida não é tirada, mas transformada. E, desfeito o nosso corpo mortal, nos é dado, nos céus, um corpo imperecível” (MR, Prefácio dos fiéis defuntos I).

Oração dos fiéis:

Presidente: Dirijamos a nossa oração a Deus Pai todo-poderoso, que ressuscitou dentre os mortos Jesus, seu Filho e Senhor nosso, e peçamos-lhe a salvação para os vivos e os falecidos.

1. Senhor, que a Igreja testemunhe sempre diante de todas as pessoas a sua fé em Cristo morto e ressuscitado. Peçamos:

Todos: Senhor, dai-nos a tua luz!

2. Senhor, faça que participem da liturgia do céu os bispos e sacerdotes que exerceram na Igreja o ministério sagrado. Peçamos:

3. Senhor, receba na comunhão dos Santos nossos falecidos que receberam no batismo o germe da vida eterna e se nutriram do Corpo e do Sangue de Cristo, pão de vida eterna. Peçamos:

4. Senhor, ajuda e consola os irmãos e irmãs sofredores. Peçamos:

5. Senhor, reúna no seu reino glorioso todos nós, que aqui estamos reunidos, com fé e devoção. Peçamos:

(Outras intenções)

Presidente: Senhor, que a nossa oração possa socorrer nossos falecidos; libertando-os de todos os pecados e acolhendo-os no esplendor de tua face. Por Cristo, nosso Senhor.

T.: Amém.

III. LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS:

Presidente: Acolhei, ó Deus, as nossas oferendas por nossos irmãos e irmãs que partiram, para que sejam introduzidos na glória com o Cristo, que une os mortos e os vivos no seu mistério de amor. Por Cristo, nosso Senhor.

T.: Amém.

ORAÇÃO APÓS A COMUNHÃO:

Presidente: Fazei, ó Pai, que os vossos filhos e filhas, pelos quais celebramos este sacramento pascal, cheguem à luz e à paz da vossa casa. Por Cristo, nosso Senhor.

T.: Amém.

BÊNÇÃO E DESPEDIDA:

Presidente: O Deus de toda consolação vos dê a sua bênção, Ele que na sua bondade criou a pessoa humana e deu aos que creem em seu Filho ressuscitado a esperança da ressurreição.

Todos: Amém

Presidente: Deus nos conceda o perdão dos pecados, e a todos os que morreram a paz e a luz eterna.

Todos: Amém

Presidente E a todos nós, crendo que Cristo ressuscitou dentre os mortos, vivamos eternamente com Ele.

Todos: Amém

Presidente: (Dá a bênção e despede a todos).

ATIVIDADES DO BISPO DIOCESANO

Dia 27 de outubro, Sexta-feira: Atendimento na residência episcopal das 09h00 às 11h00; e Missa e Crisma na Paróquia Senhor Bom Jesus, Pe. Marcos Venezian, às 19h30, Leme, SP.

Dia 28 de outubro, Sábado: Missa e Crisma na Paróquia São Marcos, Pe. Gilson Fernandes, às 19h00, Limeira, SP.

Dia 31 de outubro, terça-feira: Reunião dos Bispos e Formadores, às 09h00 na PUCC, Campinas, SP.

Dia 02 de novembro, quinta-feira: Missa de Finados (agendada).

Dia 03 de novembro, sexta-feira: Missa e Crisma na Paróquia N. Sra. Aparecida, Pe. Ricardo Petry, às 19h30, Porto Ferreira, SP.

Dia 04 de novembro, sábado: Missa e Crisma na Paróquia Santa Josefina Backita, Pe. Renato Marchioro, às 19h00, Nova Odessa, SP.

Dia 05 de novembro, domingo: Missa e Crisma na Paróquia N. Sra. Dores, Pe. Ocimar Francatto, às 09h00, Nova Odessa, SP; Missa e Crisma na Paróquia N. Sra. Graças, Pe. Deivison Amaral, às 19h00, Araras, SP.

 

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