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Pe. Ocimar Francatto: Dificuldades encontradas na participação litúrgica – Parte II

Olá amigos e amigas!

Que bom estarmos juntos, mais uma vez, para refletirmos sobre a nossa Sagrada Liturgia.

Vamos continuar a nossa reflexão sobre as DIFICULDADES ENCONTRADAS NA PARTICIPAÇÃO LITÚRGICA. Hoje faremos a parte II.

4. Gestos simbólicos e cantos litúrgicos improvisados.

Em alguns lugares os gestos simbólicos e os cantos litúrgicos são muitas vezes improvisados.

Padre Zezinho faz um alerta sobre a música litúrgica: "Há grupos que continuam cantando as mesmas coisas, domingo após domingo, em geral, no momento errado da missa, simplesmente porque gostam delas, porque é do seu movimento, ou porque estão divulgando seu último CD. Vale tudo! Qualquer mensagem vale! Insistem em cantar canções erradas, com texto errado, no momento errado da missa. Maria de Nazaré, no momento da preparação das oferendas; Eu te louvarei, no glória; anjos subindo e descendo, na abertura da missa... O autor compôs um canto de louvor para ser cantado em noites de louvor e, de repente, um grupo, que só gosta de cantar louvor, põe todas elas na missa, invadindo o espaço da canção litúrgica, que deve, por exigência da Igreja, abordar outra catequese. A missa daquele domingo fica prejudicada. As leituras e a homilia vão numa direção; e as canções, na direção oposta. Não há diálogo! Prevalecem os cantores."

Diz mais ainda Pe. Zezinho em seu artigo: "Alguns nem fazem mais diferença entre missa e show. É tudo um gigantesco marketing. Já não bastam os palcos, o rádio e a televisão. Invadiram também a missa católica. Estão cantando qualquer coisa, qualquer letra, às vezes de qualquer jeito, em qualquer lugar da missa". (Família Cristã, ano 69, nº 805-jan.2003, p.54)

5. O uso do folheto litúrgico

Muitas liturgias realizadas no solene dia do Senhor se reduzem à leitura mecânica, fria e cansativa de um folheto litúrgico, feito meses antes e sem nenhum compromisso com a comunidade que o realiza.

Vejam o que diz a Igreja: “os livros das leituras que se utilizam na celebração, pela sua dignidade que a Palavra de Deus exige, não devem ser substituídos por outros subsídios pastorais, por exemplo, pelos FOLHETOS que se fazem para que os fiéis PREPAREM as leituras ou as MEDITEM PESOALMENTE”. (Ordo Lectionum Missae – Elenco das Leituras na Missa, 37).

Os folhetos podem servir apenas para preparar a celebração e não para serem usados durante ela. Há uma falta de preocupação com os livros de proclamação da Palavra e do lugar onde é celebrado na Igreja.

A Constituição Dei Verbum – sobre a Revelação Divina, um dos 16 Documentos elaborados pelo Concílio Ecumênico Vaticano II (1992-1965), diz no número 21: “A Igreja sempre venerou as divinas Escrituras, como também o próprio corpo do Senhor; sobretudo na sagrada liturgia, nunca deixou de tomar e distribuir aos fiéis, da mesa tanto da Palavra de Deus como do corpo de Cristo, o pão da vida”.

Vejam como é profunda esta colocação: “É dado ao Livro da Palavra de Deus a mesma veneração que damos ao Corpo do Senhor”. Por isso fazer as leituras de um folheto no lugar de usar o Livro da Palavra (Lecionário – Evangeliário) e ter um total desrespeito com a própria Palavra de Deus, afinal: “Está presente na sua palavra, pois é ele quem fala quando na Igreja se lêem as Sagradas Escrituras” (Sacrosanctum Concilium, 7).

Por isso usamos vários gestos de veneração com a Palavra de Deus: vênia, incenso, velas, canto...

Para melhor acompanhar e participar da ação litúrgica é preciso que a assembléia tenha em suas mãos um “folheto”. Mas a pergunta é esta: “O QUE DEVE CONTER NESTE FOLHETO?”

Vamos lembrar-nos do que diz a Igreja: “Nas celebrações litúrgicas, seja quem for, ministro ou fiel, exercendo o seu ofício, faça TUDO E SÓ AQUILO que pela natureza da coisa ou pelas normas litúrgicas LHE COMPETE” (Sacrosanctum Concilium, 28).

Desta forma a função de presidente ou de leitor não compete à assembléia litúrgica. Então as orações do padre e do leitor não precisam estar no folheto, mas sim com aqueles que irão exercer tais ministérios (Presidente e o Leitor).

No folheto da assembléia deve estar somente “AQUILO QUE COMPETE À ASSEMBLEIA”: os cantos, as respostas, refrão do Salmo Responsorial, as orações da assembléia...

Além do mais a Palavra de Deus não é para ser lida pela assembléia enquanto o leitor faz a proclamação. Vejam o que diz a Palavra de Deus: “OUVE, ó Israel; Iahweh nosso Deus é o único Iahweh!” (Deuteronômio 6,4). Não está escrito: “LEIA, ó Israel!”. Assim a Palavra de Deus deve ser “ouvida” e não acompanhar lendo! O Missal Romano é bem claro a este respeito; “Todos devem ESCUTAR com veneração as leituras da Palavra de Deus” (Instrução Geral sobre o Missal Romano, 29).

O mesmo que se diz a respeito do folheto vale também para a “liturgia diária”. É um bom subsídio, mas que serve apenas para “preparar” a celebração e não para ser usada durante a sua celebração. Além do mais vale a pena pensar: Por que só eu uso o subsídio durante a celebração e os outros não? Parece que sou melhor que eles! Nesta perspectiva como fica a Instrução do Missal Romano quando diz que “a posição COMUM DO CORPO, que todos os participantes devem observar, é sinal da unidade dos membros da comunidade cristã, reunidos para a sagrada Liturgia, pois exprime e estimula os pensamentos e os sentimentos dos participantes”? (Instrução Geral sobre o Missal Romano, 42)

Algumas paróquias usam o Projetor Multimídia para auxiliar na liturgia. A CNBB, através da Comissão Episcopal para a Liturgia fez uma séria reflexão sobre este assunto (site da CNBB) e pergunta se o uso de audiovisuais ajudam na participação da assembléia na liturgia. Será que não devia o nosso olhar do Mistério celebrado?

Na celebração Eucarística nosso olhar se volta, automaticamente, para o Mistério de Cristo que é celebrado nas duas partes desta celebração: Mesa da Palavra – Ambão; Mesa Eucarística – Altar. Dois momentos que formam um só ato de culto (Dei Verbum, 21). Nada pode interferir nesta participação: folheto, liturgia diária, data show....

Até mais...

 

Pe. Ocimar Francatto

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