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Pe. Ocimar reflete sobre !Ambão (Mesa da Palavra): um dos elemesto do espaço litúrgico"

Olá amigos e amigas!

É uma alegria estamos juntos novamente para refletir sobre a nossa Sagrada Liturgia.

Estamos refletindo sobre os elementos que fazem parte do Espaço Sagrado. Hoje vamos analisar o AMBÃO (MESA DA PALAVRA): UM DOS ELEMENTOS DO ESPAÇO SAGRADO.

Não há liturgia cristã sem o anúncio da Palavra revelada. Existem várias formas de anunciar a Palavra: as formas ordinárias são a Proclamação da Sagrada Escritura, a homilia, a catequese. E outras formas como monições, avisos e comunicados úteis à celebração e a vida da comunidade.

A partir do Concílio Vaticano II deu-se muita importância a Palavra de Deus, com leituras mais abundantes e o uso da língua de cada povo (Sacrosanctum Concilium, 35; 36). Deste modo o lugar onde se anuncia a Palavra também se torna muito importante, deve corresponder à dignidade da mesma (Inter Oecumenici, 96; Instrução Geral sobre o Missal Romano, 309), os fiéis devem voltar espontaneamente sua atenção (IGMR, 309) e fazer lembrar a eles que a Mesa da Palavra está sempre posta (RB, 900). Este lugar chama-se Mesa da Palavra ou Ambão (IO, 96; IGMR, 309; RB, 900).

Por ordem de importância o ambão vem logo depois do altar, é a outra mesa que o Senhor nos prepara. Embora sejam duas mesas, precisam estar tão intimamente unidas entre si que constituem um só ato de culto (SC, 56; IGMR, 28).

O termo "ambão" significa "LUGAR ALTO", "ELEVAÇÃO ARREDONDADA", do grego "ANABAINO", significa subir. Vejam Ne 8, 4-5. Como não havia amplificadores e para que toda a assembléia pudesse ouvir, o recurso era fazer a proclamação num lugar elevado, seria uma espécie de tribuna do leitor. Além do mais a Palavra de Deus sempre teve a maior importância para o povo de Israel. Podemos até dizer que é a Palavra que vem do alto (Lc 1, 78-79). É a única, é o verbo encarnado, é o Cristo ressuscitado.

É um sinal da ressurreição, pois é o lugar que se faz o anúncio da vida. É o lugar da Proclamação da Páscoa, que foi anunciada pelos Profetas e pelos Apóstolos. O Evangeliário representa o Cristo Ressuscitado e o ambão é o sepulcro vazio. A única Igreja que não tem ambão é a da Ressurreição, em Jerusalém, onde a proclamação é feita na entrada do sepulcro vazio.

Para que os fiéis percebam toda esta riqueza precisamos de muitos cuidados em relação ao ambão.

Da Mesa da Palavra são proclamadas as Leituras, o Salmo Responsorial, o Evangelho e o Louvor Pascal. Também podem ser feitas a homilia e a oração universal porque estão intimamente ligadas a toda a Liturgia da Palavra (IGMR, 309; OLM, 33), também pode ser feito o anúncio das festas do ano litúrgico, na festa da epifania (consultar o Missal Romano).

Outras leituras, como os comentários, cantos, e avisos devem ser feitos em outro lugar (IGMR, 309; OLM,33), numa estante móvel.

Importante distinguir a Liturgia da Palavra valorizando o local em que ela é proclamada. Não deve haver dois móveis iguais, um para a Palavra e outro para os comentários. Sendo a Palavra uma só, o móvel deve ser único.

Como a Eucaristia possui dois momentos distintos- Palavra e Eucaristia-, é importante que haja íntima proporção e harmonia entre o ambão e o altar (OLM, 32)

Deve estar num lugar para onde a atenção dos fiéis volte-se, durante a Liturgia da Palavra (IGMR, 309), pois deve manifestar na sua forma e localização a dignidade e a importância da Palavra de Deus e favorecer o seu anúncio.

Pode estar à direita ou à esquerda do altar, pode ficar mais perto da assembléia, ou até mesmo na entrada, depende muito do tamanho do local, da quantidade de fiéis e da disponibilidade dos bancos.

Pode ser fixa ou móvel. Ter estabilidade e não aparência frágil (IGMR, 309). A Palavra de Deus é firme, rocha sólida (Sl 18, 3; 95, 1).

Deve ser amplo, para que possam caber vários leitores.

É preciso ter luz suficiente para proclamar o texto e, na medida do possível, bons microfones, para que os fiéis possam escutá-los facilmente (OLM, 34).

O leitor deve estar em comunicação direta com aqueles aos quais se dirige, sem espaços mortos nem rupturas entre ele e seus ouvintes.

Usar sempre os livros da Palavra -Lecionário e Evangeliário- para a proclamação da Palavra, nunca folheto. "É preciso procurar que os próprios livros, que são sinais e símbolos das realidades do alto na ação litúrgica, sejam verdadeiramente dignos, decorosos e belos... os livros das leituras que se utilizam na celebração pela sua dignidade, não devem ser substituídos por outros subsídios de ordem pastoral, por exemplo, pelos folhetos que se os fiéis preparem as leituras ou as meditem pessoalmente" (OLM, 35; 37).

Como sua comunidade prepara o Ambão (Mesa da Palavra)?

Será que a comunidade percebe que é de lá que o Senhor nos fala?

Será que durante a Proclamação das leituras estamos com o olhar atento para o Ambão e o leitor, ou estamos, infelizmente, olhando para o folheto? Lembre-se que liturgicamente é do Ambão e do leitor que o Senhor fala com a comunidade reunida, não do folheto!

Como está a sua participação e de sua comunidade na liturgia que celebram??????

Até mais....

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