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2º Domingo da Páscoa - Ano B

A PAZ ESTEJA CONVOSCO” - Jo 20, 21

 

LEITURAS: 1ª Leitura: At 4, 32-35; Salmo Responsorial: 117 (118); 2ª Leitura: 1 Jo 5, 1-6 e Evangelho: Jo 20, 19-31

COR LITÚRGICA: Branco ou Dourado

Durante o Tempo Pascal, destaca-se no espaço celebrativo o Círio Pascal.  Ele representa o Cristo Ressuscitado, Vida da comunidade. Neste Domingo celebra-se o Domingo da Divina Misericórdia, instituído pelo até então Papa João Paulo II, em 30 de abril de 2000, data da Canonização de Santa Faustina Kowalska.

ANIMADOR: O Senhor ressuscitou e está vivo no meio de nós! Durante o tempo pascal celebramos intensamente a Ressurreição do Senhor como uma única festa que se estende deste a Noite Santa da Vigília Pascal, perpetuando-se na Comunidade, que é o local por excelência do encontro com o Ressuscitado. Neste dia, Domingo da Divina Misericórdia, somos exortados a perceber que a beleza da fé reside no fato de que ela nos une intimamente a Deus e nos indica o autêntico caminho da Salvação. Como Tomé, é através da fé que o discípulo fortalece sua esperança e sua confiança total no Senhor: “Meu Senhor e meu Deus” (Jo 20, 28).

CONTEXTUALIZANDO A PALAVRA 

Durante o tempo pascal, a Igreja fala-nos insistentemente acerca da Ressurreição de Jesus de modo que, seja na Liturgia da Celebração Eucarística ou na Liturgia das Horas, encontramos uma proposta celebrativa organizada em torno deste mistério: “O Senhor ressuscitou, conforme havia dito” (Mt 28, 6).

Tendo ressuscitado dos mortos, Jesus é a inspiração e a meta da caminhada missionária dos discípulos. Ele cumpre plenamente a promessa feita aos antigos, a pregação dos profetas e o próprio anúncio de sua pregação. Neste segundo domingo pascal, ao se manifestar vivo a seus discípulos, Jesus renova o sopro vivificante da criação: “Recebei o Espírito Santo” (Jo 20, 22) e oferece-lhes sua paz, dom perene da Ressurreição.

Do mesmo modo, Jesus faz-se presente em nosso meio, através da comunidade reunida e infunde em nós, como nos discípulos, o Espírito Santo. Ao chegar, encontra as portas do lugar da reunião fechadas, pois, os frutos de sua Páscoa, são frutos interiores, que nascem da comum união entre os irmãos, que preservam a memória de sua presença, através da Palavra anunciada e do Corpo e Sangue partilhados.

RECORDANDO A PALAVRA

Ao aproximar-se de seus discípulos que estavam reunidos a portas fechadas, Jesus lhes deseja a paz; ela é a primeira manifestação de Sua Ressurreição.

Em seguida, mostrando-lhes as mãos e o lado, apresenta-lhes os sinais de sua paixão. Aqui, tem-se um tênue paralelo entre os mistérios pascais celebrados durante o Tríduo Santo: Cristo, o Ressuscitado é também o Crucificado.

Um dos discípulos, Tomé, chamado Dídimo, não estando junto aos outros, não crê no testemunho da comunidade e exige provas para crer no Ressuscitado. Oito dias após, estando novamente a comunidade reunida, o Senhor Ressuscitado aproxima-se e saúda-os: “a paz esteja convosco” (Jo 20, 26). 

Sem qualquer admoestação, Jesus voltando-se para Tomé, convida-o a verificar suas mãos e o seu lado; os sinais de sua paixão presentes em sua ressurreição. O discípulo, ao tocar em Jesus, exclama sua proclamação de fé: “meu Senhor e meu Deus” (Jo 20, 28). Então, Jesus continua: “acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!”  (Jo 20, 29). Assim, são felizes os que acreditam em Jesus mediante a fé, não exigindo provas materiais para isto.

Na primeira leitura, Atos dos Apóstolos 4, 32-35, evidencia-se que é através da comunhão e da partilha de bens que se desdobra a autêntica experiência de fé da comunidade cristã.  Mediante as práticas do amor fraterno e da partilha, a presença do Ressuscitado perpetua-se no transcurso da história, atualizando o mandamento epocal do amor-doação.

Através do Batismo, tornamo-nos filhos de Deus e irmãos uns dos outros. Assim, mediante esta herança sacramental, assumimos uma máxima: o amor a Deus leva-nos a amar todos aqueles que são seus filhos e, portanto, nossos irmãos. De fato, a caridade fraterna expressa-se por meio da observância aos mandamentos e do conhecimento da plena verdade presente em Jesus, o Filho de Deus.

ATUALIZANDO A PALAVRA

No Evangelho, por duas vezes Jesus saúda os seus discípulos com a paz. Depois, envia-os em missão ao soprar sobre eles o Espírito Santo. A promoção de uma cultura de paz é a missão daqueles que seguem o Ressuscitado, pois, o Reino de Deus, inaugurado por Jesus, perpetua-se nas comunidades que se deixam guiar pelo Espírito divino e que se dedicam na construção da paz.

De Jesus Ressuscitado é que nos provém a autêntica paz. É Shalom, ou seja, integridade da pessoa diante de Deus e do próximo. Significa ainda, vida plena, feliz e abundante.

Em um mundo marcado por tantas formas de guerra, que ferem a dignidade do Ser Humano e lhe roubam o direito e a vida, a Paz Pascal é sinal da presença de Deus, que nos impele na construção de uma vivência humana autêntica, fraterna, justa e harmoniosa.

Quando a comunidade abre suas portas para acolher e seguir Jesus, ela é enviada pelo Espírito Santo a dar testemunho do amor do Pai e da oferta perene da vida feita à humanidade por Deus em Cristo. Por isso, se de fato Jesus Cristo veio deixar-nos a paz de Deus, através do Espírito Santo, então, o cristão não pode conformar-se com as inúmeras situações hodiernas de desumanização que vivem muitos filhos de Deus e irmãos nossos.

Tomé, para aceitar e crer no testemunho que os outros discípulos deram do Ressuscitado, exigiu provas. Na verdade, na figura do discípulo aparentemente “incrédulo”, encontramos o rosto daqueles que tem dificuldade em acreditar na ressurreição.  Passados oito dias, ao manifestar-se novamente à comunidade reunida e com ela, Tomé, Jesus acolhe sem qualquer reprovação as exigências do discípulo e convida-o a tocar nos sinais de sua paixão. No gesto de Jesus, confirma-se a convicção do discípulo e também da comunidade: de fato, o ressuscitado que se manifesta glorioso é o mesmo que fora cruelmente crucificado.

Na exclamação “meu Senhor e meu Deus” (Jo 20, 28), Tomé proclama sua fé, passa de incrédulo à testemunha da ressurreição, e torna-se modelo daqueles que desejam viver de modo profundo sua fé, mediante a liberdade e a pertença à comunidade.

Diferentemente, quando nos isolamos, ou seja, quando nos ausentamos da comunidade, corremos o infeliz risco de nos vitimarmos em um egoísmo que exige insaciáveis provas. O contrário também é autêntico: é na comunidade que encontramos provas concretas de que Jesus é o vivente no meio de nós. Sem Jesus não há comunidade; sem a comunidade não há lugar para Jesus!

Em sua liturgia, o segundo domingo pascal, tem como símbolo exegético a fé, enquanto via de encontro com o Senhor através da comunidade. Na comunidade, dá-se o encontro íntimo com o ressuscitado e uma experiência profunda de nova vida conforme lembra-nos São Paulo: “se alguém está em Cristo, é nova criatura” (1 Cor 5, 16).

A Igreja é o lugar por excelência donde, através da fé, se acolhe, reconhece e testemunha a presença do Senhor Ressuscitado. Ela, unida em um só coração e vivendo em caridade, faz-se fiel à Palavra de Deus e testemunha de modo credível os sinais da Ressurreição de Jesus.          

LIGANDO A PALAVRA COM A AÇÃO LITÚRGICA   

Como no Evangelho, o domingo é o primeiro dia da semana e, portanto, dia por excelência da reunião da comunidade. O cristão é convidado a viver segundo o domingo, ou seja, consciente de sua libertação e através da oblação de si mesmo, de modo que sua vitória se estenda a todos através de seu testemunho.

É mediante a participação daqueles que aderem ao anúncio do Ressuscitado que a comunidade de fé se edifica. Na ação litúrgica, há um encontro íntimo entre o discípulo e o Senhor; Ele nos atrai e nos faz entrar no dinamismo das relações com Deus e com o próximo, reanimando nossa fé e confirmando-nos na missão.

Na liturgia da Palavra, colocamo-nos em atitude de escuta ao Senhor Ressuscitado: “Senhor, tens palavras de vida eterna” (Jo 6,69). Assim, cada cristão é iluminado a partir das leituras bíblicas a professar com religiosa devoção sua fé como fazemos no Credo.

Se, na Mesa da escuta, somos exortados e aprendemos mais do Senhor, na mesa da partilha, recebemos o sustento para o fortalecimento da fé. Na Eucaristia e por ela, é oferecida aos fiéis a graça de viverem as bem-aventuranças e, particularmente, a proclamação de Cristo: “Felizes os promotores da paz” (Mt 5,9).

Deste modo, todas as vezes que os discípulos de hoje se reúnem para a oração comunitária, para a celebração da comunhão, para a partilha oblativa da vida e para gestos de solidariedade com os mais necessitados, abrem-se as portas para Jesus ressuscitado e para a paz que provém de seu Santo Espírito.

ORAÇÃO DA ASSEMBLEIA

PRESIDENTE: Irmãos e irmãs, é na comunidade que o Ressuscitado se faz presente entre nós e nos deixa sua paz. Nestas preces que elevamos, supliquemos ao Senhor para que, associando-nos ao seu mistério pascal, sejamos promotores de uma autêntica cultura da paz:

R/. Fazei-nos Senhor, instrumentos de vossa paz!

  1. Pela Igreja de Deus, para que, unida e presente em todo mundo, possa anunciar a Ressurreição do Senhor e testemunhar as maravilhas de Seu amor, rezemos.
  2. Por nossos pastores: o Santo Padre o Papa Francisco, por nosso Bispo Dom Vilson e por todo Clero, para que, atentos ao chamado de Cristo, o Ressuscitado, conduzam com zelo e entusiasmo o rebanho que lhes foi confiado, rezemos.
  3.  Por nossas Paróquias e Comunidades e por seus agentes pastorais, para que, iluminados pela Palavra de Deus e fortalecidos pela Eucaristia, sejam “um só coração e uma só alma” (At 4, 32), em prol da edificação do Reino, rezemos.
  4. Pelos que sofrem os horrores causados pelas guerras e pelos cristãos perseguidos, para que, amparados pela oração uníssona da Igreja, sejam sementes do Cristo na construção de uma sociedade pacífica, justa e fraterna.
  5.  Por nossa assembléia orante, congregada para a Ceia do Senhor, para que sintamos a presença de Cristo Ressuscitado entre nós, principalmente no rosto dos mais necessitados, rezemos.

PRESIDENTE: Senhor Jesus, vivo e ressuscitado, que, aparecendo aos seus discípulos, oferecestes-lhes a paz e os enviastes como promotores do perdão, fazei que acreditemos sem termos visto de modo a um dia podermos contemplar-Vos face a face. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.

T.: Amém.

LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS

PRESIDENTE: Acolhei, ó Deus, as oferendas do vosso povo (e dos que renasceram nesta Páscoa), para que, renovados pela profissão de fé e pelo batismo, consigamos a eterna felicidade. Por Cristo, nosso Senhor.

T.: Amém.

ORAÇÃO APÓS A COMUNHÃO

PRESIDENTE: Concedei, ó Deus onipotente, que conservemos em nossa vida o sacramento pascal que recebemos. Por Cristo, nosso Senhor.

T.: Amém.

AVISOS

BENÇÃO SOLENE: TEMPO PASCAL, p. 523 do Missal Romano.

PRESIDENTE: Deus, que pela ressurreição do seu Filho único vos deu a graça da redenção e vos adotou como filhos e filhas, vos conceda a alegria de sua benção.

T.: Amém.

PRESIDENTE: Aquele que, por sua morte, vos deu a eterna liberdade, vos conceda, por sua graça, a herança eterna.

T.: Amém.

PRESIDENTE: E, vivendo agora retamente, possais no céu unir-vos a Deus, para o qual, pela fé, já ressuscitastes no batismo.

T.: Amém.

PRESIDENTE: Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho + e Espírito Santo.

T.: Amém.

PRESIDENTE: Ide, em paz e o Senhor vos acompanhe.

T.: Graças a Deus.

Agenda de Dom Vilson para abril/2018

De 02/04 a 09/04:  Compromisso em Roma.

De 10/04 a 20/04: Assembleia dos Bispos, em Aparecida, SP.

Dia 21/04 – Sábado: Missa e Crisma na paróquia São Domingos de Gusmão, Pe. Marcos Radaelli, às 18h00, em Americana, SP.

Dia 22/04 – Domingo: Missa e Crisma na Paróquia N. Sra. do Rosário, Pe. Júnior, às 09h30, em Limeira, SP; e Missa e Crisma na paróquia N. Sra. Auxiliadora, Pe. Diego, às 19h00, em Americana, SP.

Dia 26/04 – Quinta-feira: Missa e Crisma na Paróquia Menino Jesus, Pe. Diego, às 20h00, em Limeira, SP;

Dia 27/04 – Sexta-feira: Missa e Crisma na Paróquia Santa Rita de Cássia, Pe. Mauro, às 19h30, em Pirassununga, SP;

Dia 28/04 – Sábado: 3º Encontro de Assessores e coordenadores, PASCOM, às 09h00, no CDL.

Dia 29/04 – Domingo: Missa e Crisma na Paróquia São Sebastião, Pe. Alquermes, às 11h00, Descalvado, SP; e Missa e Crisma na Paróquia N. Sra. das Dores, Pe. Edson, às 18h30, em Artur Nogueira, SP.

 

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