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Pe. Ocimar Francatto: "A estrutura da Oração dos Fiéis - Parte II"

Olá amigos e amigas!

Espero que todos estejam bem e dispostos a continuar nossa reflexão semanal sobre a nossa Sagrada Liturgia.

Estamos refletido sobre a Oração dos Fiéis. Hoje vamos ver A ESTRUTURA DA ORAÇÃO DOS FIÉIS – Parte II.

Nossa reflexão vai se limitar apenas na oração dos fiéis da Eucaristia.

Na Eucaristia ela se localiza após a recitação do Símbolo (Profissão de fé), antes da preparação dos dons.

Os elementos que compõem a oração dos fiéis são: a introdução, as intenções, as respostas da assembléia e a conclusão.

a-) A Introdução

“O presidente faz a introdução à oração dos fiéis da sua cadeira, com uma breve exortação, convidando os fiéis a rezarem” (Instrução Geral sobre o Missal Romano 71).

Cabe ao presidente da assembléia litúrgica dirigir a oração e convidar a ela. Este convite à oração é feito várias vezes no decorrer da missa quando se diz “oremos”. Porém, o convite à oração dos fiéis, normalmente é mais amplo (embora breve). Assim, ele pode melhor e mais concretamente motivar a assembléia para esse momento.

É evidente que esse convite à oração se dirige aos fiéis; é bom explicitar isso, talvez pela palavra “irmãos”. Pode-se lembrar nesse momento a festa que se celebra, ou um tema das leituras, ou a celebração especial que se realiza (por exemplo, casamentos, batismo, exéquias...).

É conveniente mencionar a quem se dirige a oração: a Deus Pai ou ao Senhor Jesus. A oração litúrgica do presidente se dirige sempre ao Pai, por nosso Senhor Jesus Cristo. É bom ter presente que Jesus Cristo é nosso mediador junto do Pai, mas nada impede que a oração dos fiéis, às vezes seja dirigida a Jesus Cristo.

Exemplo:

Irmãos e irmãs, elevemos a Deus nossa prece neste dia em que nos lembramos da sua grande misericórdia por nós.

Ou:

Irmãos e irmãs, celebremos a bondade e a sabedoria de Jesus Cristo, que quer ser amado e servido em todos nossos irmãos e irmãs, principalmente nos que sofrem.

b-) As intenções

“As intenções propostas sejam sóbrias, compostas de sábia liberdade e breves palavras e expressem a oração de toda a comunidade” (IGMR 71).

É bom lembrar que quem dirige as intenções (diácono, cantor, leitor) fala como representante da assembléia e que as intenções são propriamente dos fiéis. Por isso seria bom que a própria assembléia proferisse as intenções (de forma espontânea).

“Não basta ler, num folheto ou num missal algumas intenções bem formuladas. É preciso educar os fiéis para as preces da comunidade, a fim de que a espontaneidade de uma assembléia expresse os verdadeiros interesses e necessidades da Igreja, da humanidade e da comunidade local, conforme as circunstâncias” (CNBB – Doc. 2a, 2.3.5).

O conteúdo das orações dos fiéis é um autêntico termômetro do nível de consciência dos mesmos.

Se as intenções forem proferidas por um representante da assembléia, é necessário assegurar que nela se exprima tudo aquilo que preocupa realmente os fiéis.

As intenções que estão nos folhetos litúrgicos às vezes não respondem às necessidades da comunidade. Elas podem servir como sugestões ou pistas para ser formulada a oração dos fiéis da comunidade concreta. Seria bom que a equipe de liturgia pudesse elaborar estas orações.

As intenções podem ser formuladas de várias maneiras:

1. Forma completa (Oremos por ... para que..)

Oremos por nosso clero para que seja fiel à vocação que recebeu.

Expõe-se tanto por quem queremos rezar (pelo clero), como o que se deve pedir por eles (seja fiel à vocação que recebeu). É a primeira parte da oração solene da Sexta-feira Santa.

2. Forma parcial primeira (Oremos para que...).

Oremos para que a fidelidade à missão esteja com nosso clero.

Começa recordando qual a graça que pedimos (fidelidade à missão) e para quem pedimos (nosso clero).

3. Forma parcial segunda (Oremos por ...).

Oremos por nosso clero.

Indica somente por quem estamos pedindo (por nosso clero).

4. Enfocar para quem estamos endereçando a oração (Deus Pai, Senhor, Deus bondoso, Deus fiel...)

Ó Pai, por nosso clero, para que seja fiel à vocação que recebeu. Rezemos ao Senhor:

Embora o presidente já tenha dito que a oração é endereçada ao Pai (ou a Jesus Cristo) sempre é bom reforçar a idéia em cada intenção.

A assembléia exprime a sua súplica em pé (IGMR 71). É a posição da oração sacerdotal.

As intenções normalmente são recitadas, mas podem também ser cantadas.

“Dar-se-á oportunidade, na última intenção, a que todos possam colocar suas intenções, rezando ao mesmo tempo em silêncio” (CNBB, Doc 43, 284). Realmente é muito importante que cada um faça a sua prece, no SILÊNCIO do seu coração, para que assim cada um possa se sentir realmente participante neste momento.

c-) As respostas da assembléia

 É a verdadeira oração dos fiéis, a intervenção (resposta) que a comunidade protagoniza e que se dirige a Deus. A resposta pertence à assembléia. (IGMR 71). É esta resposta da assembléia que manifesta sua participação nesta oração.

É preciso que haja uma resposta (de preferência sempre a mesma) para cada intenção ou uma oração em silêncio (IGMR 71).

Se a resposta for cantada, a intenção continua terminando com: “PEÇAMOS”, “REZEMOS AO SENHOR”¸ etc. NUNCA “CANTEMOS AO SENHOR”. Pois se trata de uma “Oração” e não de um canto, por isso não vamos “cantar ao Senhor” e sim “pedir ao Senhor”, embora nossa resposta ou até mesmo a intenção sejam cantadas.

Até mais...

 

Pe. Ocimar Francatto

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