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9º Dpmingo do Tempo Comum

“O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado” (Mc 2,27)

Primeira Leitura: Dt 5,12-15, Sl 80; Segunda Leitura: 2Cor 4,6-11; Evangelho Marcos 2,23-3,6.

Cor litúrgica: Verde

Animador: Para o povo da Antiga Aliança o termo “dia do senhor”, na bíblia, não indica em primeiro lugar o domingo, mas o dia em que Deus mostra sua atuação. Sobretudo no fim da história, o juízo final. O descanso semanal chama-se o shabat. Os primeiros cristãos descansavam em honra de Deus no sábado, como os judeus; na noite do sábado para o “primeiro dia da semana” celebravam a ressurreição de Jesus. Como Jesus ressuscitou no Domingo, o primeiro dia da semana, o “Dia do Senhor” para os cristãos tornou-se o Domingo.  

1. Situando-nos brevemente

O ritmo da vida humana é marcado pelas alternativas de trabalhos e repouso, movimento e imobilidade, vigília e sono, dia e noite, domingo e dias de trabalho... O repouso torna possível o trabalho e subtrai o homem à escravidão a que esse, inevitavelmente, o conduz. O trabalho, por outro lado, dá um sentido ao repouso e evita que se torne ócio, inércia e tédio.

2. Recordando a Palavra

O repouso sabático, de que fala a primeira leitura, parece ter três significados. Repouso, sinal de libertação. À motivação social do Êxodo, o Deuteronômio acrescenta outra, de ordem histórico-religiosa: Israel deve interpretar o trabalho no sábado, para lembrar-se de que foi libertado dos “trabalhos forçados” do Egito.

O repouso se torna, assim, sinal de libertação, de afirmação do valor da pessoa, da supremacia do homem sobre as coisas. Repouso, participação no repouso de Deus. O livro do Genesis (2,3) põe em estreita relação o repouso sabático com repouso de Deus que depois de seis dias de criação, “repousou” (Ex 31,17). Repousar no sábado significa, pois, reconhecer-se e demostrar-se imagem de Deus.

O repouso sabático se torna sinal de que nos sentimos filhos e Deus. Repouso para Deus. “Mas o sétimo dia é sábado para o Senhor teu Deus” (Dt 5,14). Tudo isto dá ao sábado o caráter da alegria, da libertação, da festa. A celebração do sábado não é só matéria de prescrição e de observância legal, mas uma exigência de liberdade e de diálogo entre Deus e seu povo.

Nas mãos dos doutores da lei e dos escribas, o sábado se transformara em uma série minuciosa e pesada de prescrições e proibições, a ponto de se tornar sinal de nova escravidão, a de um culto formalista e exterior. Mas Jesus vem corrigir todas estas inúteis e opressoras prescrições e proibições. Ele não se coloca contra o sábado, eliminando-o ou transformando-lhe o sentido.

Observa o sábado, mas vai diretamente ao essencial, afirmando duas ideias (evangelho): o primado da misericórdia sobre as exigências culturais e as prescrições relativas ao repouso sabático (cura o homem da mão paralitica); e o primado da consciência sobre a regra, do homem sobre a lei (sábado feito para o homem e não o homem para o sábado).

Sua pergunta: “É licito fazer o bem em dia de sábado?” Restitui à festa um conteúdo positivo que os judeus pareciam ter esquecido. Transparece nos evangelhos que Jesus escolhe de preferência o sábado para fazer o bem, não por polêmica ou por anticonformismo, mas porque o sábado é o dia privilegiado para fazer o bem, para reintegrar o necessitado na plenitude da vida, para libertar alguém que de qualquer modo está prisioneiro ou escravo. É o dia que coroa a criação, é o seu pleno acabamento.

3. Atualizando a Palavra

Entre os judeus, uma concepção e uma praxe legalista e formalista do sábado levaram ao que hoje chamaríamos de “alienação”, isto é, sujeição absoluta do homem a uma norma extrínseca que devia, ao contrário, estar a seu serviço. Nós cristãos, corremos continuamente o risco de alienação análoga, com relação ao Domingo.

A partir do século VI, com o afluxo de pagãos à Igreja, o Domingo cristão se assemelha ao sábado judaico, e as observâncias em matéria religiosa, cultural e moral, voltam a vigorar. Ao lado desse risco permanente, verificou-se de alguns decêndios para cá, um fato novo que põe em crise a própria instituição do Domingo. A invasão de uma civilização científica e tecnológica transformou os hábitos seculares e os elementos da mentalidade coletiva.

Hoje o Domingo perdeu, para muitos, o sentido religioso que tinha outrora. É no máximo o dia do repouso, dos divertimentos, da evasão, e sob este aspecto conserva o saber de um dia que não é como os outros, ao menos para a maioria, porque são cada vez mais numerosos os que trabalham a fim de que os outros possam divertir-se ou gozar o merecido repouso.

É um fato desagradável, mas que pode favorecer uma redescoberta do “Dia do Senhor” por caminhos ainda não explorados. Mais do que restaurar o passado, convém promover o futuro. É quase certo que os homens a quem se dirigirá de agora em diante a Igreja, terão cada vez menos hábitos de prática religiosa. Mas isso pode ser ocasião para que os cristãos reencontrem o sentido mais profundo da celebração da Páscoa de Cristo.

A liturgia nos faz ler o mandamento de Deus sobre a santificação das festas na sua redação deuteronômica. Esta difere da redação de Ex 20,8-11, pelo fato de que em Êxodo o preceito do sábado se baseia no repouso de Deus criador (Ex 20, 11; Gn 2,2-3), enquanto aqui procura-se seu motivo tanto na história da salvação, que conduziu os israelitas da escravidão à terra do repouso (v.15; Sl 94, 11), quanto em um dever de humanidade para com os escravos (v.14),dever que surge da triste experiência do Egito.

O sábado, dia em que não se realiza trabalho pesado (Gn 3,19), se torna assim sinal de liberdade e de salvação. Nós cristãos celebramos o Domingo, dia em que Jesus venceu a morte, que por sua vez é sinal de não salvação e de pecado.      

Na segunda leitura é celebrada a grandeza do mistério apostólico como ministério do Espírito e da justiça (3,8.9), e como luz que resplandece (v.6). Paulo acentua agora os grandes contrastes entre a missão e os instrumentos escolhidos por Deus para realizá-la. Vê nesta escolha divina de elementos fracos para anunciar sua força salvífica o meio mais adequado para testemunhar ao mundo todos os aspectos da vida de Cristo.

Na fraqueza, na tribulação, na perseguição e no martírio, o cristão anuncia o mistério da morte de Cristo, e ao mesmo tempo anuncia em seu ser, co-sofredor com Cristo, que a força de Deus e a vida de Cristo operam nele. (6,4-10; Cl 1,24). A cruz de Cristo manifesta seu mistério de loucura e sabedoria (1 Cor 1,23- 25), não numa rememoração histórica, mas na vida do cristão.

4. Ligando a Palavra com ação litúrgica

No evangelho Jesus já se tinha colocado em disposição à lei (cf 6º Domingo B), e não podia faltar uma discussão sobre este ponto. É o que se dá agora a respeito do mandamento do sábado. Jesus toma uma posição com autoridade (1,22) em relação à lei divina, não só declarando o motivo pelo qual Deus deu aquele mandamento (v.27 e 1º leitura), mas também afirmando seu poder sobre a própria lei dada por Deus (v.28; Dn 7,14).

Ao lado desta revelação de autoridade, Marcos coloca a de Jesus homem, que reage “com indignação e tristeza” (v. 5: só em Mc) diante dos que resistem a ele, e dá a salvação exatamente no sábado, dia que é sinal de salvação. A ceia se encerra com uma sentença de morte (v. 6), já prevista por Jesus (2,20).      

Oração dos Fiéis            

Presidente: Oremos irmãos e irmãs ao Pai Celeste que nos manda guardar o dia que reservou para Si e santificá-lo pela oração e pelo repouso, e façamos subir até Ele as nossas preces, dizendo:

R. Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia.

1. Pelo nosso Bispo Vilson, seus presbíteros e diáconos, para que celebrem o Domingo com alegria e o santifiquem como verdadeiro Dia do Senhor, oremos.

2. Pelos que julgam encontrar o seu repouso na agitação, no dinheiro e no conforto, para que Deus lhes revele o seu mistério, oremos.

3. Pelos que vivem esmagados pelo trabalho, e pelos que são tratados ainda hoje como escravos, para que alcancem a verdadeira liberdade, oremos.

4. Pelos que detém o poder e a cultura, para que nas palavras pronunciadas por Jesus, descubram quem é o homem e o respeitem, oremos.

5. Pela nossa assembleia em oração, para que Deus lhe revele que o seu Filho é Senhor até do próprio sábado, oremos.

Presidente: Concedei-nos Senhor nosso Deus, a sabedoria para andar nos vossos caminhos e a graça de mostrar, no nosso modo de viver, o esplendor da glória que se reflete no rosto de Cristo, vosso Filho. Ele que vive e reina por todos os séculos dos séculos.

T.: Amém.

Presid.: Dá a bênção final de forma espontânea.

Agenda de Dom Vilson para junho/2018

Dia 01/06 – Sexta-feira: Missa de inauguração da igreja Santo Antônio, Pe. Valdinei, às 19h, em Cordeirópolis, SP;

Dia 02/06 - Sábado: Missa e Crisma na Quase-Paróquia Divino Espirito Santo, Pe. Robson, às 18h00, em Americana, SP.

Dia 03/06 – Domingo: Missa e Crisma na Paróquia Santa Rita de Cássia, Pe. Lazaro, às 09h30, em Artur Nogueira, SP; Missa e Crisma na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, Pe. Antônio Ramildo, às 18h30, em Cosmópolis, SP.

Dia 05 a 07/06: 81ª Assembleia dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, em Itaici, SP.

Dia 07/06 – Quinta-feira:  Despedida de Dom Airton, às 19h30, na Catedral Metropolitana de Campinas.

Dia 09/06 – Sábado: Missa e Crisma na Paróquia Santo Expedito, Pe. Donizete, às 19h, em Limeira, SP.

Dia 10/06 – Domingo: Missa e Crisma na Paróquia Bom Jesus, Pe. Ângelo Bryan, às 9h00, em Araras, SP. Missa do Tríduo em honra a São José, às 19h15, Paróquia Santo Antônio, em Franca, SP.

Dia 12/06 – Terça-feira: Aniversário de Natalício de Dom Paulo Mascarenhas, às 19h30, na Catedral Diocesana de Mogi das Cruzes.

Dia 14/06 – Quinta-feira: Conselho Episcopal, às 09h00, na Residência Episcopal; Missa de encerramento leitorado, acolitato e admissão as sagradas ordens dos seminaristas, às 18h, no Seminário São João Maria Vianney, em Campinas, SP.

Dia 15/06 – Sexta-feira: Missa e Crisma na Paróquia São Pedro, Pe. Reynaldo, às 19h30, em Engenheiro Coelho, SP.

Dia 16/06 – Sábado: Missa e Crisma na Paróquia Santana, Pe. Antônio Pádua, às 19h00, em Analândia, SP.

Dia 17/06 – Domingo: Missa e Crisma na Paróquia Santa Luzia, Pe. Danilo Rodrigues, às 10h00, em Limeira, SP.  (Jogo da Copa do Mundo: Brasil contra Suíça)

Dia 21/06: Quinta-feira: Missa e Crisma na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, Pe. Marcio Catani, às 19h30, em Iracemápolis, SP.

Dia 23/06 – Sábado:  Encontro da Pastoral da Educação, a nível estadual, local a definir.

Dia 24/06 – Domingo: Missa e translado dos restos mortais do Pe. Sebastião, às 09h00, na Paróquia São Cristóvão, Limeira, SP.

Dia 27/06 – Quarta-feira: Reunião Ordinária da Sub-região Pastoral – Sul 1 Campinas (bispos e Coordenadores de Pastoral), às 09h00, no CDL, em Limeira, SP.

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