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Pe. Ocimar Francatto: A estrutura do texto do Hino do Glória - Parte IV

Olá amigos e amigas!

Estamos juntos, mais uma vez, para refletirmos sobre a nossa Sagrada Liturgia.

Estamos refletido sobre a ESTRUTURA DO TEXTO DO HINO DO GLÓRIA. Hoje faremos a Parte IV.

Já vimos que na estrutura do Hino do Glória destacam-se claramente três seções:

  1. o canto dos anjos na noite santa;
  2. o louvor a Deus;
  3. a invocação de Cristo.

Já refletimos sobre o canto dos anjos na noite santa e o louvor a Deus.

Na semana passada começamos a refletir sobre a invocação de Cristo.

Nesta seção cristológica podemos distinguir a seguinte estrutura:

a-) o tratamento em forma de bendição;

b-) a invocação em forma de ladainha;

c-) a tríplice predicação com “só vós”;

d-) o encerramento trinitário.

Também na semana passada já refletimos sobre o tratamento em forma de bendição e a invocação em forma de ladainha. Hoje vamos ver a tríplice predicação com “só vós” e o encerramento trinitário.

c-) A tríplice predicação com “só vós”.

Só vós sois o Santo,

Só vós, o Senhor,

Só vós, o Altíssimo.

A ladainha passa para a bendição. Com certeza, no tempo da formação de nosso Hino do Glória, escuta-se em tais afirmações muito vivamente a aguda antítese aos cultos pagãos, com seus predicados divinos levianamente atribuídos.

Entre os semitas e no paganismo tardio, mas também em outros ambientes o predicado “Santo” era usado originalmente para divindades, com seus muitos Kyrios (Senhor) e, sobretudo com seu culto ao imperador. Acima de todos estes (divindades) feitos pela fantasia humana está Jesus Cristo, brilhante e grande, o “único” Senhor.

d-) O encerramento trinitário

Jesus Cristo, com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai.

Aqui aparece a trindade: “Jesus Cristo-Espírito Santo-Deus Pai”.

Diante do pano de fundo de tais imagens nem cabe a reflexão de que os predicados mencionados também competem às distintas pessoas da Santíssima Trindade, pois quando usamos para o Cristo, eles estão sendo usados também para o Pai uno e trino.

Segue logo após a menção do nome de Cristo, e ao mesmo tempo como um poderoso acordo final do hino majestoso, a ampliação para o aspecto trinitário: “Jesus Cristo – com o Espírito Santo – na glória de Deus Pai”. Entretanto aqui não se trata de uma simples enumeração das pessoas divinas; aqui é mantida a imagem do Homem-Deus a qual subiram nossas invocações, a imagem do “Exaltado” e “Transfigurado” que continua viva naquela glória que Ele tinha no Pai já antes de existir o mundo (João 17, 5).

Deus e Cristo são as colunas fundamentais da ordem cósmica cristã: Deus, o princípio e o fim de todas as coisas, rumo a quem anseia, em última análise, toda a busca religiosa e toda a oração, mas, a ordem cristã também Cristo, como caminho no qual precisa se reunir toda a nossa busca de Deus.

Por isso, a dualidade “Deus e Cristo” se encontram também muitas vezes nas cartas de Paulo já nas fórmulas introdutórias de saudação: “Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo” (1Coríntios 1, 3). Conferir também: 2Coríntios 1, 2; Gálatas 1, 3; Efésios 1, 2; Filipenses 1, 2 ...). E volta inúmeras vezes, quando ela é completada no sentido da trindade.

A estrutura do Glória, em sua versão atual, corresponde de modo excelente a esta idéia, embora nem sempre apareçam nas composições musicais.

O hino começou com um louvor a Deus; termina com a exaltação de Cristo, o qual nos abriu o acesso à glória de Deus Pai.

Depois de analisarmos toda a riqueza teológica que existe na composição deste Hino do Glória, podemos compreender quando o Missal Romano nos diz: “O texto deste hino não pode ser substituído por outro” (Instrução Geral sobre o Missal Romano 53).

Atenção pessoal da REGIÃO NORTE DE NOSSA DIOCESE DE LIMEIRA (Descalvado, Porto Ferreira, Pirassununga e Analândia).

Neste final de semana dias 21 e 22 de julho, das 13:00 às 17:00 hs, vamos estar na Paróquia N. S. Aparecida, de Porto Ferreira, para mais um Curso de Liturgia de nossa Diocese de Limeira. O tema será: “MARIA, MÃE DO SENHOR, NAS CELEBRAÇÕES EUCARÍSTICAS DO ANO LIÚRGICO”. Você que é devoto de Maria não poderá perder.

Estarei esperando por vocês.

Até mais...

 

Pe. Ocimar Francatto

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