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18º Domingo do Tempo Comum

“Quem vem a mim não terá mais fome, e quem crê em mim nunca mais terá sede”

Leituras: Êxodo 16, 2-4.12-15; Salmo 77 (78), 3.4bc.23-24.25.54; Carta de São Paulo aos Efésios 4, 17.20-24; e João 6, 24-35.

COR LITÚRGICA: VERDE

Animador: Nesta Eucaristia, somos convidados a dar um salto qualitativo na nossa fé. Ao invés de esperarmos o pão caído do céu, precisamos nos abrir para receber o verdadeiro Pão, que é Jesus. Neste dia em que lembramos do ministério ordenado: diáconos, padres e bispos, rezemos para que possam sempre trazer o pão do céu, que é Jesus ressuscitado para todos nós.

1. Situando-nos brevemente:

No domingo anterior, tivemos o Evangelho de João que narrava o sinal de Jesus na multiplicação dos pães. Neste domingo, a narrativa nos traz a explicação do Mestre quanto ao significado daquele sinal: Jesus é o verdadeiro pão descido do céu, o “pão da vida”, conforme Ele mesmo afirma. Pão da vida eterna, pão que sacia definitivamente a fome, transforma o homem, abre o caminho da santidade para aqueles que dele se alimentam.

A melhor obra que podemos realizar é crer em Jesus, o Filho de Deus enviado para dar vida ao mundo. A fé nos faz reconhecer os sinais de salvação realizados por Jesus e perceber que temos necessidades d’Ele como do alimento material. Jesus é o dom de amor gratuito oferecido pelo Pai à humanidade. Por meio de sua vida, morte e ressurreição, Ele se entregou como pão que alimenta e conduz os que continuam sua missão.

Em Jesus, o pão da vida, nos tornamos pessoa novas, criadas à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade. Neste primeiro domingo do mês vocacional, rezamos por nossos presbíteros, bispos e diáconos.

2. Recordando a Palavra

O Evangelho de João é o início do discurso sobre o pão da vida, pronunciado por Jesus na sinagoga de Cafarnaum (cf. 6,22-59). O ensinamento de Jesus faz a alusão ao relato do maná, o alimento dos israelitas no deserto (cf. Ex 16,1s). Jesus é o verdadeiro Mestre que conduz o diálogo, assim como fez com a mulher samaritana (cf. Jo 4,7s). Sua Palavra oferece o alimento, que sacia plenamente a fome e a sede da humanidade.

A multidão, que procura Jesus e o encontra em Cafarnaum, ainda não havia compreendido o sentido do sinal do pão. Jesus desperta a esperança e convida a trabalhar “não pelo alimento que perece, mas pelo alimento que permanece até à vida eterna” (6,27). Ele oferece o alimento para a vida plena, pois foi marcado com o selo do Espírito do Pai, de modo especial no Batismo (cf. 1,32-34).

Jesus é aquele que “o Pai consagrou e enviou ao mundo” (10,36). Quem acolhe Jesus participa da fonte da vida e da comunhão com o Pai, uma vez que eles formam uma perfeita unidade (cf. 10,30).

As pessoas desejam trabalhar nas obras de Deus, colaborar para que o reino messiânico se estabeleça. Jesus afirma que a obra essencial de Deus é “acreditar naquele que ele enviou” (6,29). Acreditar em Jesus, é configurar a vida a partir d’Ele, de suas palavras e ações misericordiosas. O povo, que não havia reconhecido a manifestação da vida plena de Deus em Jesus, espera a realização de prodígios como os de Moisés no deserto. Mas Jesus explica que Moisés foi apenas instrumento, pois é o pão que dá o verdadeiro pão, “aquele que desce do céu e dá a vida ao mundo” (6,32).

O encontro com Jesus e a adesão a seus ensinamentos leva à súplica cheia de confiança: “Senhor, dá-nos sempre desse pão! ” (6,34). Esse pedido remete à mulher samaritana que reconhece Jesus como a água viva: “Senhor, dá-me dessa água, para que eu não tenha mais sede” (4,15). Agora, Jesus manifesta-se como “o pão da vida”, o alimento que sacia a fome e a sede de vida para sempre: “Quem vem a mim não terá mais fome, e quem crê em mim nunca mais terá sede” (6,35).

A Palavra de Deus, revelada em Jesus, o Cristo, alimenta aqueles que acreditam. Jesus plenifica as esperanças antigas referentes ao mané, o pão dos anjos: “Não são as diversas espécies de frutos que alimentam o ser humano, mas a tua palavra que sustenta aqueles que acreditam em ti” (cf. Sb 16,20-28).

A leitura do livro do Êxodo está situada na seção de 15,22-18,27, que narra o caminho do povo pelo deserto, depois da passagem pelo mar até o Sinai. O relato completo “o maná e as codornizes” (16,1-36) aparece entre o episódio das águas amargas (15,22-27) e a água do rochedo (17,1-7).

O povo “pôs-se a murmurar contra Moisés e Aarão” (16,2), os líderes do povo. As dificuldades da travessia do deserto, em busca da terra prometida, levam a retroceder no caminho, a preferir a escravidão à liberdade, o sustento do faraó no Egito ao do Senhor Deus do deserto.

O povo é impelido a trilhar o caminho novo na confiança em Deus, que manifesta a salvação através do sinal do “maná” (16,4) e das “codornizes” (16,12). O maná era uma secreção da tamargueira, produzida por pequenos insetos (cf. Nm 11,4-9). AS codornizes eram pequenas aves migratórias que, às vezes, conduzidas pelo vento ao deserto, exaustas, deixavam-se apanhar com facilidade pelos beduínos. O texto enfatiza o dom milagroso do maná, que se torna sinal da presença de Deus que alimenta o povo, sobretudo, por meio da palavra (cf. Dt 8,2).

O Salmo 77 (78) é uma oração de espiritualidade sapiencial que sublinha os maravilhosos prodígios realizados em favor do povo, ao longo da história da salvação. O senhor “fez chover sobre eles o maná para nutri-los e deu-lhes o trigo do céu”.

A leitura da Carta aos Efésios se dirige aos cristãos que vieram no paganismo, que, instruídos pela catequese e pelo batismo, se tornaram novas criaturas, homens novos. Essa passagem comporta uma mudança radical com repercussões na via. Por isso, ele é categórico: “despojai-vos do homem velho... Revesti-vos do homem novo, criado à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade”.

Unidos a Jesus, pelo Batismo, os cristãos são chamados a “vestir-se do homem novo, criado à imagem de Deus” (4,24a). Essa nova existência impele a viver em contínua renovação espiritual, deixando-se conduzir pela graça do Senhor. A identificação com Cristo compromete a seguir o caminho da “verdadeira justiça e santidade” (4,24b), testemunhada pela “caridade, o vínculo da perfeição” (cf. 3,14).

3. Atualizando a Palavra

Somos, chamados a ir ao encontro de Jesus, deixando-nos instruir por seus ensinamentos, que conduzem ao caminho da vida em abundância. A indiferença ao sofrimento e às necessidades das pessoas indica uma fé sem compromisso com a mensagem de Jesus.

Acreditar em Jesus e seguir seu projeto salvífico é o trabalho a que se deve empenhar a vida de seus seguidores e seguidoras. A identificação com Jesus impulsiona a colaborar na construção de um mundo mais humano e justo.

O ser humano necessita alimentar sua caminhada de fé e esperança em algo mais profundo, que os valores oferecidos pela sociedade vigente. Jesus ensina “a trabalhar não pelo alimento que perece, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna”.

Ele é o verdadeiro caminho que conduz ao Pai. Quem o segue com autenticidade escuta suas palavras e compartilha seus gestos misericordioso, dedicando a vida ao serviço de seu Reino. Como Jesus, a comunhão com o Pai que vive para sempre é testemunhada no amor solidário, que é “mais forte do que a morte”.

O povo no deserto, em busca da terra prometida, faz a experiência do Deus da aliança, que acompanha a caminhada com amor e solicitude. O episódio do maná ensina a não confiar nas seguranças humanas, mas na misericórdia do Senhor e a seguir com fidelidade seu projeto de partilha e solidariedade. O maná devia ser recolhido todo dia sem acumular para o dia seguinte, pois se alguém tentasse guardar apodrecia (cf. Ex 16, 19-20).

Nesse início do mês vocacional, somos impelidos a renovar o compromisso com o Deus de Jesus Cristo que diferente do faraó do Egito, liberta da escravidão e cuida dos seres humanos com gratuidade.

Quem escuta a Palavra do Senhor descobre a sabedoria da vida, o alimento que sacia a fome e a sede de justiça, a aliança definitiva (cf. Is 55,1-3). Os que se alimentam com a Palavra de Jesus, “o pão de vida”, e se dirigem a Ele com fé e confiança encontram o verdadeiro sentido da vida, que vai além das necessidades vitais.

4. Ligando a Palavra com ação litúrgica

A multidão faminta, no deserto, procura Jesus porque comeram do pão e ficaram satisfeitos. Jesus chama para verem além do alimento que se perde e procurem o alimento que permanece até a vida eterna. É este alimento que Ele oferece.

Reunidos para celebrar, participaremos do sinal maior que nos será dado, o pão do céu, verdadeiro pão que desceu do céu e dá vida ao mundo.

Alimentados com este pão, seremos transformados em pessoas novas, poderemos enxergar além das aparências, do passageiro, do banal. Nossa vida e ações todas serão concentradas no essencial, ou seja, teremos os mesmos sentimentos que havia em Jesus Cristo, seremos cristãos de verdade. Que Ele nos renove e nos consagre totalmente na escola do seu serviço.

Oração dos fiéis:

Presidente: Somos um povo faminto, necessitado de um alimento que dê sentido às nossas vidas e tenha sabor de eternidade. Por isso, elevemos as nossas preces ao Pai.  

1. Senhor, que tua Igreja possa sempre alimentar teu povo com o Pão do céu, que dá sentido a nossa vida. Peçamos:

Todos: Senhor, dê o pão para todos.

2. Senhor, que os governantes possam dar sempre ao povo o pão material, que assim possa matar a fome de tantas pessoas. Peçamos:

3. Senhor, por aqueles e aquelas que passam fome do pão material, para que nunca desanimem e possam encontrar em nós uma esperança para os seus problemas. Peçamos:

4. Senhor, por nossa comunidade que muitas vezes te busca por necessidades materiais, possam também nos dar a fome do teu pão. Peçamos:

5. Senhor, abençoai nosso pároco (N), para que a exemplo de Cristo, empenhe a própria vida em favor do povo faminto, necessitado de pão e de sentido para viver.

(Outras intenções)

Presidente: Pai, gritamos teu nome, porque somos um povo que tem fome de pão e fome de vida. Não nos abandoneis em nossos desertos e nem te escondais em nossas buscas, mas ficai conosco e alimentai-nos sempre com teu Pão. Por Cristo, nosso Senhor. Todos: Amém.

III. LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS:

Dignai-vos, ó Deus, santificar estas oferendas e, aceitando este sacrifício espiritual, fazei de nós uma oferenda eterna para vós. Por Cristo, nosso Senhor. Todos: Amém.

ORAÇÃO APÓS A COMUNHÃO:

Acompanhai, ó Deus, com proteção constante os que renovastes com o pão do céu e, como não cessais de alimentá-los, tornai-os dignos da salvação eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

Todos: Amém.

BÊNÇÃO E DESPEDIDA:

Presidente: O Senhor esteja convosco. T.: Ele está no meio de nós.

Presidente: Ó Deus conceda a teus filhos e filhas a alegria do comerem juntos como sinal da entrega e da consagração ao Reino. T.: Amém.

Presidente: Abençoe-vos o Deus todo-poderoso, + Pai e Filho e Espírito Santo. T.: Amém.

Presidente: Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe. T.: Graças a Deus.

 

Agenda de Dom Vilson para agosto/2018

Dia 01/08 – Quarta-feira: Missa de Investidura dos novos Ministros na Paróquia Nossa Senhora das Dores, às 19h30, em Artur Nogueira, SP.

Dia 02/08 – Quinta-feira: Confraternização do Clero – dia do padre -, às 09h00, em Leme, SP. Missa e Tríduo do Bom Jesus de Piraporinha, às 20h00, na Diocese de Campo Limpo, Pe. Adilson.

Dia 04/08 – Sábado: Encontro da CEB’s da Sub-Região de Campinas, às 08h30, em Itatiba, SP, (dias 4 e 5 de agosto de 2018).

Dia 05/08: Domingo: Missa de entrega do título de Monsenhor ao Pe. Constantino, às 10h, na Basílica Santo Antônio de Pádua, em Americana, SP.

Dia 07/08: Terça-feira: Missa de abertura do semestre no seminário São João Maria Vianney, às 18h, em Campinas, SP.

Dia 09/08: Quinta-feira: Conselho Episcopal, às 9h, na residência episcopal. Missa de Investidura dos novos Ministros na Paróquia N. Sra. de Lourdes, às 19h30, em Limeira.

Dia 10/08: Sexta-feira: Reunião da Pastoral da Comunicação, às 9h, no Dan in Hotel (local do 23º Encontro Estadual), em São Paulo, SP. Missa em comemoração ao dia do diácono na Paróquia N. Sra. das Dores, às 19h30, em Artur Nogueira, SP.

Dia 11/08: Sábado: Missa e Crisma na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, às 18h30, em Americana, SP.

Dia 15/08: Quarta-feira: Missa do dia de Nossa Senhora da Assunção na Basílica N. Sra. do Patrocínio às 10h, missa da padroeira da cidade, em Araras, SP. Missa do dia de Nossa Senhora da Assunção na igreja da Boa Morte, com Pe. Tadeu, às 19h30, em Limeira, SP.

Dia 16/08: Quinta-feira: Conselho de Presbíteros, às 9h, regiões.

Dia 17/08: Sexta-feira: Missa de Investidura dos novos Ministros no Santuário Bom Jesus em Araras, às 19h30, em Pirassununga, SP.

Dia 18/08: Sábado: Visita da equipe de catequese junto a pessoa com deficiência, às 08h30, na residência episcopal.

Dia 19/08: Domingo: Missa com a Pastoral da Comunicação no encontro diocesano, às 15h, em Araras, SP.

De 20 a 23/08: Retiro de Presbíteros.

Dia 24/08: Sexta-feira: Missa e Crisma na Paróquia Santa Marta e Santa Paula, às 19h00, em Leme, SP.

Dia 28/08: Terça-feira: Missa e Crisma na Paróquia São Jorge, às 19h30, em Nova Odessa, SP.

Dia 31/08: Sexta-feira: Missa e Crisma na Paróquia Santa Ana, às 20h, em Limeira, SP.

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