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Pe. Ocimar reflete sobre “O Ato Penitencial dentro da Celebração Eucarísti-ca” - Parte II

Olá amigos e amigas!

Estamos mais uma vez aqui para dar sequência a nossa reflexão sobre a Sagrada Liturgia.

Estamos refletido sobre O ATO PENITENCIAL DENTRO DA CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA. Hoje faremos a Parte II.

Na Celebração Eucarística há um esquema ritual, para os Ritos Iniciais, formado pelos seguintes elementos:

Refrão orante

Acolhida do animador

Procissão de entrada e canto de abertura

Sinal da Cruz / Saudação / Acolhida do presidente

ATO PENITENCIAL

Hino de Louvor- Glória

Oração do dia (Coleta)

AMÉM

“Sua finalidade é fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembléia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia” (Instrução Geral sobre o Missal Romano, 46).

“Em certas circunstâncias tradicionais, o Missal Romano prevê também a omissão parcial ou total dos ritos iniciais, excetuada a Oração do dia, quando outros ritos precedem e integram a liturgia do dia, por exemplo, no Domingo de Ramos e da Paixão e na Apresentação do Senhor, após a procissão. Nestes casos, os ritos de bênção e procissão desempenharão também a função dos ritos iniciais, que é a de constituir a assembléia, bastando a Oração do dia e o Glória, quando previsto. O mesmo poderá acontecer, se oportuno, em certas circunstâncias de nossas comunidades, por exemplo, na Festa do Padroeiro, ou encerramento do mês de maio, etc., quando a Missa segue imediatamente a procissão solene. Também no caso de integração da Liturgia das Horas com a Missa, há substituição de ritos iniciais. Nunca há de faltar, no entanto, a Oração do dia (Coleta), que é a mais tradicional forma de abertura de uma celebração (CNBB- Doc. 43, 236).

Logo surge uma pergunta: se os ritos iniciais da celebração eucarística são para formar a assembléia para ouvir a Palavra e celebrar a Páscoa do Senhor, por que começar pedindo perdão?

Porque o Ato Penitencial recorda a atitude necessária à celebração dos santos mistérios: a do publicano, que se reconhece humildemente ser pecador (Lc 18,13). Mesmo não tendo o valor de Sacramento, o Ato Penitencial lembra o nexo indissolúvel entre penitência e Eucaristia. Desde o início da celebração nos é recordado que, para abeira-se da Eucaristia, é necessário purificar-se com a penitência, libertar-se de divisões e contendas, contrárias ao sinal da unidade, que é a Eucaristia. O reconhecimento das próprias limitações é o primeiro passo necessário para a conversão a Deus e aos irmãos.

O mais importante nestes ritos de acolhida é que sejam realizados de forma alegre e afetuosa. É preciso que se faça uma verdadeira acolhida e que a assembléia se sinta realmente acolhida.

Desta maneira estes ritos, como os demais, da celebração litúrgica, não podem ser realizados num ritualismo, ou seja, fazer o rito de uma forma mecânica, fria, sem nenhuma espiritualidade, sem vida, mas é preciso fazê-los numa verdadeira ritualidade, com a vida, com o coração, acreditando naquilo que está sendo feito. É preciso que haja tempo de recolhimento, de oração, de alegria pelo encontro com o Senhor.

Deste modo é preciso criar, antes da celebração, um ambiente de encontro com o Senhor, onde reine um clima de silêncio para a oração pessoal. Pode haver uma música para interiorização, ou até mesmo um ensaio de canto dentro de um clima orante.

O presidente da celebração nunca deve ficar diante do altar durante os ritos iniciais, mas sim na cadeira do presidente (IGMR, 124-125), pois significa, a sua função de exercer a presidência em nome de Cristo. É um lugar de honra e responsabilidade.

O silêncio durante os ritos iniciais precisa ser respeitado, para possibilitar que cada celebrante, possa entrar no seu íntimo e ter realmente um encontro pessoal com o Cristo Ressuscitado. Os momentos de silêncio são: antes de iniciar a celebração (IGMR, 46); no rito penitencial (IGMR, 51), se houver; após o “oremos” da oração inicial (IGMR, 54).

Num acolhimento bem feito pelos participantes e pelo presidente da celebração manifestamos que acolhemos o próprio Deus e que Deus nos acolhe. Vejam o que diz Ione Buyst em seu livro: a missa: memória de Jesus no coração da vida; “É o amor de Deus que circula e que nos faz assumir nossas diferenças e desavenças, perdoar as faltas uns dos outros, unir nossas vozes num único canto, unir nossos passos num único caminhar, num único ritmo de dança na procissão. Desta forma estamos entrando no movimento universal que une – sem anular as diferenças – todas as pessoas, todos os povos, todas as culturas, e até a própria matéria do cosmos, em Deus”.

Devemos nos sentir no final dos ritos iniciais não mais como indivíduos soltos, mas como comunidade que se coloca diante de Deus.

Não podemos nos esquecer que cada pessoa que entra para a celebração leva sua realidade em seu corpo, em sua mente, e em seu coração. Não são objetos, mas pessoas, que carregam toda uma história de vida. E tudo isso agora vai culminar para Deus, que, aliás, foi quem nos chamou porque formamos uma Ekklesia, uma assembléia de convocados (Gaudium et Spes, 32; Lumen Gentium, 9).

Todo esforço dos ritos inicias é para que as pessoas não se sintam pessoas isoladas, mas que formam um corpo comunitário, assim a liturgia já antecipa, simboliza e nos faz experimentar que na sociedade não podemos ser realizados se agirmos isoladamente, em nenhum momento: na família, no trabalho, na escola, na política, na comunidade, embora nossa sociedade ainda privilegia o individualismo e o subjetivismo.

Desta forma a liturgia é sinal, é sacramento da união de tudo e de todos em Deus e nos faz entender que somos comunhão com Deus e entre nós, norteando todo o nosso viver.

Nos ritos iniciais formamos um só corpo com o Cristo, por isso somos um corpo ressuscitado.

Ate mais...

Pe. Ocimar Francatto

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