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27º Domingo do Tempo Comum

“Portanto, o que Deus uniu o homem não separe”! (Mc 10,9)

Leituras: Gênesis 2, 18-24; Salmo 127 (128); Hebreus 2, 9-11; Marcos 10, 2-16.

COR LITÚRGICA: VERDE

Animador: Nesta liturgia dominical, memorial da páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, somos convidados a perceber o valor da união entre homem e mulher, que unidos pelos laços do Sacramento matrimonial, constituem uma unidade, buscando, no dia-a-dia, superar as dificuldades e lutar pelo amor que provém da fonte inesgotável: Deus, o Pai de misericórdia. Ele, também, acolhe em seus braços e abençoa todas as crianças, principalmente, aquelas que são vítimas de uma sociedade injusta e que sofrem as consequências de uma família sem estrutura.

Antífona de Entrada

Senhor, tudo está em vosso poder, e ninguém pode resistir à vossa vontade. Vós fizestes todas as coisas: o céu, a terra e tudo o que eles contêm; sois o Deus do universo! (Est 13,9ss)

Oração do dia

Ó Deus eterno e todo-poderoso, que nos concedeis, no vosso imenso amor de Pai, mais do que merecemos e pedimos, derramai sobre nós a vossa misericórdia, perdoando o que nos pesa na consciência e dando-nos mais do que ousamos pedir. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1. Situando-nos brevemente

No início de nossa Celebração Eucarística, como comunidade de batizados e de batizadas, proclamamos em alto e bom tom: “Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo”. Neste sentido, unimos nossas vozes para exclamar que, nesta assembleia, é Deus quem age por obra de seu Espírito e nos reuni para celebrar o seu amor. Generosamente, Ele nos chama a partilhar da sua Palavra e prepara, com gratuidade, um banquete, memorial nupcial para todos nós. Assim, Ele se revela a nós, manifestando sua imensa paixão pela humanidade, num ato de perene renovação da eterna e definitiva Aliança entre Deus e a humanidade selada no mistério da Páscoa do Senhor Jesus.

Neste 27º domingo do Tempo comum, a Liturgia da Palavra traz, aos nossos corações, o simbolismo bíblico da Aliança, concretamente vivenciada na dimensão sacramental do matrimônio entre homem e mulher. Para nós, cristãos, esta é uma realidade sagrada, portanto, que busca o respeito e o entendimento da comunidade mundial, mas que, infelizmente, tem sido vilipendiada e forjada através de leis puramente humanas e civis, sem que uma ótica divina as conduza, orienta e preencha com seu dom de Amor.

Nas leituras deste Domingo, a Igreja nos apresenta uma temática sempre atual: a união matrimonial. Fruto do amor recíproco entre um homem e uma mulher, o sacramento do matrimônio aparece, na história humana, como projeto de Deus que encaminha os corações na busca da realização e da felicidade plenas. Esse amor baseado na fidelidade, construído e fundamentado na doação e na entrega, será para o mundo um reflexo do amor de Deus para como ser humano. Assim, a Palavra de Deus vem hoje nos trazer uma luz neste sentido. Por isso, retomemo-la, deixando-nos conduz por seu Espírito.

2. Recordando a Palavra

O texto proposto pelo livro do Gênesis situa-se no chamado “Jardim do Éden!”. Lugar criado por Deus para o homem, obra prima de suas mãos. Um ambiente de felicidade onde, aparentemente, todas as exigências da vida humana são contempladas. A história de Adão e Eva é classificada como uma narrativa didática das origens. No texto deste final de semana, vemos manifestado o desejo de Deus em criar uma companheira para o homem, de novo Eva, que quer dizer, Mãe de todos os viventes. Este projeto de Deus mostra que, o homem, sozinho, não estava plenamente realizado, pois, faltava-lhe alguém para partilhar a vida.

Deus colocou, nas mãos do homem, tudo aquilo que fora criado por amor e para o amor. Adão, na simbologia bíblica, é um instrumento de Deus na obra da criação, que detêm para si a autoridade sobre tudo o que fora criado, ou seja, é coparticipante na obra criadora. Mas, diante de tudo que estava disposto para si, ele não encontra uma companheira. Neste sentido, o final da leitura trás uma redação peculiar e que dá a entonação principal desta leitura: o homem não foi criado para viver sozinho, mas para viver em contínua relação.

Na segunda leitura, da Carta aos Hebreus, vemos uma exortação a comunidade de cristãos que estavam abalados na fé por causa da perseguição judaica e romana e, também, porque sentiam-se desapontados com a demora da volta de Jesus. Assim, com estas palavras, o autor da carta procura animar esses cristãos, apresentando Jesus como o Sacerdote verdadeiro, aquele coroado de glória e esplendor e que, acima de tudo, tem compaixão de seu povo, sendo capaz de doar sua vida em favor de cada um. É pelo sangue de Jesus que somos resgatados dos pecados e nos tornamos irmãos e irmãs, capazes de superar as realidades de exclusão e de sofrimento. Com Ele, nos tornamos um único corpo, congregado no amor e na unidade fraterna.

Como visto nos domingos anteriores, o Evangelho de hoje, apresenta Jesus num embate principalmente com as autoridades religiosas – mestres da lei e fariseus. Esta atitude é um reflexo do desejo que tinham de poder pegar Jesus em alguma armadilha por eles bem arquitetada. Tão escravos e dependentes, viviam padrões legalistas meramente humanos. Não conseguiam ver, e muito menos admitir, na pessoa daquele humilde Jesus de Nazaré o próprio Deus selando uma Nova e definitiva aliança com a humanidade.

Diante desse contexto, nos deparamos com homens cheios de rancor, que eram capazes de incentivar as pessoas a formularem perguntas capciosas, baseando-se, principalmente, na antiga Lei de Moisés. Por isso, o Evangelho de hoje apresenta o seguinte questionamento: é permitido ao homem divorciar-se de sua mulher? Pode ou não ao pode? A lei diz que pode! (Cf. Mc 10,2-4).

Em contrapartida à maldade dessas autoridades religiosas, Jesus, sabiamente, não se deixa envolver pela questão meramente legal. Ele vai à raiz das questões: Se a lei permitiu tal tipo de procedimento, foi para atender à “dureza do coração de vocês”, resultante do afastamento em relação à Deus. Em consonância com a primeira leitura e numa resposta à pergunta legalista, Jesus nos alerta: desde o começo da criação Deus os fez homem e mulher. Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e os dois serão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe” (v.6-9).

Aos discípulos, depois, Jesus explica em particular que o divórcio significa “adulteração” de uma relação e, por isso mesmo, está fora dos planos de Deus para a humanidade. O projeto de Deus é que todas as relações humanas – começando pelo matrimônio – sejam de amor, compaixão, perdão: sejam verdadeiras e autênticas. Pois Deus é assim em relação a nós – Age com misericórdia e nos envolve no seu abraço de Pai!

O final do Evangelho esclarece como deve ser a atitude do verdadeiro cristão: acolher os mais pequeninos e frágeis do Reino, abrindo o coração para serem com crianças, vivendo relações sem maldade, falsidade e adulteração. Isso é uma verdadeira bênção de Deus, expressa belamente no cântico do Salmo 128, cujo refrão soa assim: O Senhor te abençoe de Sião, cada dia de tua vida (cf. v.5). Trata-se de uma bênção, porque, como diz a carta aos Hebreus, na segunda leitura (Hb 2, 9-11), tanto Santificador (Jesus), quanto os santificados (seus discípulos), descendem do mesmo ancestral (Deus Pai) (cf. v.11).

3. Atualizando a Palavra

Nos domingos passados vimos Jesus ensinando qual é o caminho do Filho do Homem: sofrimento, cruz e ressurreição. Ao mesmo tempo, Ele veio nos explicando em que consiste ser discípulos e seguir Jesus. E, nesse contexto de hoje Ele vem nos mostrar que também um casamento fiel faz parte do seguimento de Jesus, do discipulado.

E quem é este Jesus? É o Messias que vem restaurar as coisas conforme o projeto mais original de Deus. Também no que diz respeito ao matrimônio. Tinha que ser assim mesmo. Assim Deus o quis desde a criação... “Outra coisa é quando um governo civil admite o divórcio: o governo não é o Messias... Tem de fazer como Moisés: dar uma legislação para a fraqueza, para ‘dureza de coração’, para limitar o estrago...”! (KONINGS, J. Liturgia dominical. Mistério de Cristo e formação dos fiéis. Op. cit., p.331).

“O projeto de fidelidade absoluta no amor faz o matrimônio cristão um sinal eficaz do amor de Deus para o seu povo: um sacramento. Em Efésios 5, 22-33, Paulo relaciona o amor de esposo e esposa com o amor que Cristo tem para a Igreja e chama isso de grande mistério ou sacramento. Ora, nesse mistério de amor está presente o caminho de Cristo: assumir a cruz nos passos de Jesus” (Ibidem, p. 331-332).

Atualmente, a constante mudança dos valores em nossa sociedade, apresentada principalmente pelos meios de comunicação social, dificulta a fidelidade dos esposos. Em muitos casos, uma simples dificuldade já serve de motivo para a separação. Existem uniões que já começam praticamente pensadas para durarem determinado tempo: sem o sacramento, com separação de bens. A separação será sempre o fracasso do amor. Só o amor eterno, manifestado em um compromisso indissolúvel, está de acordo com o que o Criador nos ensinou, respeitando desta forma seu verdadeiro projeto.

4. Ligando a Palavra com a Ação Eucarística

Nesta liturgia dominical, memorial da páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, iniciamos com uma belíssima oração bíblica: “Senhor, tudo está em vosso poder, e ninguém pode resistir à vossa vontade. Vós fizestes todas as coisas: o céu, a terra, e tudo que eles contêm; sois o Deus do Universo” (Est 1, 9.10-11) (Antífona de entrada). E, então, concluímos os ritos iniciais desta Celebração pedindo ao “Deus eterno e todo-poderoso que, no seu imenso amor de Pai, nos concedeu mais do que merecemos, para que Ele derrame sobre nós a sua misericórdia, perdoando o que nos pesa na consciência e dando-nos mais do ousamos pedir” (Oração do dia). Em outras palavras, assumimos um compromisso de vivermos o projeto do seu Reino, pura dádiva presente nos sinais sacramentais desta celebração.

Enfim, depois de participarmos do memorial da Ceia do Senhor, sinal sacrifical da Nova e “Eterna” Aliança – portanto, indestrutível – selada no sangue derramado do Senhor Jesus, elevamos a Deus este caloroso pedido de renovação para o nosso discipulado: “Possamos, ó Deus onipotente, saciar-nos do pão celeste e inebriar-se do vinho sagrado, para que sejamos transformados naquele que agora recebemos”.

Anunciando e proclamando este grande mistério, na celebração e na vida diária, renovamos nossa relação profunda com Deus, Uno e Trino, com as pessoas, com toda a criação e, de maneira particular, com os pequenos e pobres do Reino, como nos ensina Jesus no Evangelho. Assim, que esta Eucaristia abençoe, renove e fortaleça, sobretudo, os vocacionados à vida matrimonial. Amém!

Oração dos fiéis:

Presidente: O amor conjugal dos esposos é reflexo do amor e da união de Cristo com sua Igreja. Neste sentido, elevemos nossos pedidos de suplica e agradecimento, para que nossas famílias continuem firmes no amor e na harmonia.

Todos: Senhor, abençoe todas as famílias.

1. Senhor, que as que todas as famílias, especialmente aquelas que professam a fé cristã, tenham mais união e harmonia em suas casas. Peçamos:

2. Senhor, que a Igreja, na pessoa do Papa Francisco, nosso Bispo Vilson e todos os presbíteros, possa ser a tua grande família. Peçamos:

3. Senhor que os governantes olhem com mais carinho pelas crianças que sofrem com a marginalização e tenham uma atenção especial aos pobres e necessitados de nossa sociedade. Peçamos:

4. Senhor, conceda aos pastores e aos agentes da Pastoral Familiar todo empenho no desenvolvimento do projeto familiar. Peçamos:

5. Senhor, olhai pelo nosso querido Brasil, neste momento das eleições majoritárias. Que o nosso povo saiba escolher pessoas dignas para a edificação de um país mais justo e fraterno. Peçamos:

(Outras intenções)

Presidente: Ó Deus, que criastes o homem e a mulher a tua imagem e semelhança, abençoe e proteja nossas famílias afastando delas a divisão e a indiferença. Tudo isso nós vos entregamos pelas mãos de Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina na unidade de Espírito Santo.

Todos: Amém.

LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS

Presidente: Acolhei, ó Deus, nós vos pedimos, o sacrifício que instituístes e, pelos mistérios que celebramos em vossa honra, completai a santificação dos que salvastes. Por Cristo, nosso Senhor.

Todos: Amém.

Antífona da comunhão:

Bom é o Senhor para quem confia nele, para aquele que o procura (Lm 3,25).

ORAÇÃO APÓS A COMUNHÃO

Presidente: Possamos, ó Deus onipotente, saciar-nos do pão celeste e inebriar-nos do vinho sagrado, para que sejamos transformados naquele que agora recebemos. Por Cristo, nosso Senhor.

Todos: Amém.

BÊNÇÃO E DESPEDIDA

Benção Final

Presidente: Senhor nosso Deus, enriquecei teus filhos e filhas para que possam sempre viver a harmonia do amor conjugal. Por Cristo, nosso Senhor.

Todos: Amém.

Presidente: (Dá a bênção e despede a todos)

Canto final.

Agenda de Dom Vilson para Outubro/2018

Dia 03/10: Quarta-feira: Missa de 1º Dia da Novena de N. Sra. Aparecida, às 19h30, na Paróquia N. Sra. Aparecida, em Araras, SP.

Dia 04/10: Quinta-feira: Conselho Episcopal, às 9h, na Residência Episcopal, em Limeira, SP. Missa e Crisma na Paróquia São Benedito, às 19h30, em Araras, SP.

Dia 06/10: Sábado: Missa e Crisma na Paróquia N. Sra. do Carmo, às 18h30, em Americana, SP.

Dia 07/10: Domingo: ELEIÇÃO.

Dia 10/10: Quarta-feira: Reunião dos Bispos da Província, às 11h00, na Diocese de Piracicaba, SP.

Dia 12/10: Sexta-feira - Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil: Missa na Paróquia N. Sra. Aparecida, às 9h, em Limeira, SP. Missa de elevação da Paróquia N. Sra. Aparecida e posse de pároco do Pe. Antônio, às 17h00, em Pirassununga, SP.

Dia 13/10: Sábado: Missa e Crisma na Paróquia São Benedito, às 19h30, em Cosmópolis, SP.

Dia 14/10: Domingo: Missa e Crisma na Paróquia N. Sra. das Dores, às 09h00, em Nova Odessa, SP. Missa e Crisma na Paróquia N. Sra. Auxiliadora, às 19h00, em Americana, SP.

Reflexão sobre as Eleições:

Neste ano de eleições, os bispos do Brasil vêm oferecendo vários subsídios e indicações que podem contribuir para os fiéis brasileiros tomarem consciência e escolherem bem aqueles que estarão à serviço do povo nos próximos quatro anos.

Os bispos católicos do Brasil chamam atenção para propostas dos candidatos, vida pregressa, valores, cargo pleiteado e competência dos candidatos. Também questionam se cada uma acompanhou o pronunciamento dos bispos acerca das eleições.

Diante do atual contexto da vida pública do país, alguns podem se deixar levar por um certo desalento ou desconfiança diante do valor do seu voto. Como cidadãos interessados pelo bem de todas as pessoas queremos valorizar ainda mais esse direito que nos é assegurado.

Recordando a exortação apostólica do papa Francisco Evangelii Gaudium, ensina que “vota bem quem vota com critérios inspirados no bem comum e nos valores do Evangelho, afinal ‘uma fé autêntica comporta sempre um desejo de mudar o mundo, transmitir valores, deixar a terra um pouco melhor depois da nossa passagem por ela’”.

Chama atenção ainda que, depois de rezar e refletir sobre a atuação nas próximas eleições, é preciso ajudar também “amigos e amigas, pessoas de nossas famílias e de nossas comunidades a fazerem o mesmo, assumindo cada um, à luz da fé, a sua responsabilidade pelo futuro da nossa amada nação”.

Eis os critérios sugeridos pelos bispos:

1) Sei dizer se as propostas do partido do meu suposto candidato correspondem à visão de bem comum coerente com os valores evangélicos?

2) Procurei saber sobre a vida pregressa do meu candidato para verificar se realmente merece a confiança do meu voto, afinal lutamos tanto para a aprovação da chamada Lei da Ficha Limpa?

3) Meu candidato defende os valores da vida desde a fecundação até a morte natural, da família conforme o projeto de Deus, da liberdade religiosa, do respeito aos direitos humanos, da saúde, da educação, da moradia e da preservação do meio ambiente?

4) Ele tem clareza acerca do cargo que ocupará e de suas funções?

5) O meu candidato está mais preocupado com um bom marketing de sua imagem na campanha ou em apresentar propostas realistas para os grandes problemas sociais do país?

6) Se ele está há muito tempo na política, demonstrou-se competente no exercício dos seus mandatos ou simplesmente fez da política uma profissão?

7) Procurei acompanhar os pronunciamentos dos bispos acerca das eleições 2018, a fim de esclarecer-me melhor sobre o processo eleitoral?

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