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A experiência mistagógica do Ato Penitencial na Celebração Eucarística - Parte I

Olá amigos e amigas.

Estamos mais uma vez juntos para refletirmos sobre a nossa Sagrada Liturgia.

Estamos refletindo sobre o Ato Penitencial. Hoje gostaria de refletir com vocês sobre A EXPERIÊNCIA MISTAGÓGICA DO ATO PENITENCIAL NA CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA. Como o assunto é longo vamos repartir nossa reflexão em três partes. Hoje fazemos a Parte I.

Primeiramente vamos analisar o que é uma experiência litúrgica para depois falar da experiência mistagógica.

 A EXPERIÊNCIA LITÚRGICA

A ação litúrgica é realizada através de sinais. Estes sinais formam um rito, e o rito é a forma costumeira de fazer alguma coisa. Quando se faz sempre do mesmo modo torna-se um rito

O problema da liturgia não está no rito, pois ele faz parte da celebração litúrgica, não está em não criar novos ritos. O problema está no modo como o rito é realizado. É realizar de maneira nova o rito que já existe, não é criar sem critério algum, ser novidadeiro, criar apenas por criar, para dizer que estamos fazendo diferente.

O rito pode ser realizado como num RITUALISMO, ou seja, é o rito esvaziado de sua alma e de seu entendimento, fazer apenas por fazer, porque está previsto para ser feito. Ou pode ser realizado como uma RITUALIDADE, ou seja, fazer com o coração, pois é a vida (o mistério) expressa no rito.

A ritualidade deve levar a uma experiência litúrgica, uma vez que a experiência litúrgica é uma experiência ritual, é um mergulho no mistério celebrado no rito. Em outras palavras a experiência litúrgica é uma experiência ritual, pois no rito faço uma experiência litúrgica de Deus, entro no dinamismo celebrativo e faço a experiência da própria ação litúrgica, como ação comunitária, com seus conteúdos teológico- específicos.

Desta forma a experiência litúrgica não é apenas uma experimentação, nem mesmo uma celebração bem sucedida, não é somente emoção e nem mesmo uma experiência extra-ordinária, ou seja fora do normal, fora de uma celebração litúrgica.

Todo rito possui uma parte OBJETIVA e uma parte SUBJETIVA.

PARTE OBJETIVA de um rito: Está fora de mim. É um dado que vem da Tradição da Igreja. Expressa em palavras e gestos a experiência das primeiras comunidades. Expressa igualmente a experiência de fé de uma determinada Igreja, de uma determinada comunidade cristã, em um determinado momento histórico. Daí a importância de se conhecer a história daquele rito, como estamos fazendo com o rito penitencial.

PARTE SUBJETIVA de um rito: Está dentro de mim, pois é a minha realidade subjetiva, minhas experiências, frustrações, desejos, sonhos...

No encontro entre a proposta do rito (parte objetiva) e a minha busca de sentido (parte subjetiva) nasce a experiência litúrgico-ritual. A minha experiência é um prolongamento da experiência fundante (fundou) da fé dos primeiros cristãos. A experiência litúrgico-ritual acontece quando tornamos nossa a objetividade de rito, quando subjetivamos a objetividade do rito.

Para que esta experiência litúrgico-ritual aconteça é preciso que a ação litúrgica seja globalizante, ou holística, que envolva a pessoa como um todo: a dimensão corporal (corporeidade), a dimensão racional (racionalidade, mente, psicologia, vontade), a dimensão afetiva (afetividade, coração). Em outras palavras a ação litúrgico-ritual deve ser vista em três dimensões: o gesto corporal (corpo), o sentido teológico-litúrgico (mente) e a espiritualidade que me traz (coração).

Não basta saber, é preciso saborear. Não é apenas conhecer ou sentir Deus, mas torna-se um com Ele.

É este envolvimento da pessoa como um todo que precisamos buscar na liturgia, pois só assim a assembléia terá uma participação “consciente, ativa e frutuosa” (Sacrosanctum Conciliun, 11).

É esta experiência mistagógica do ato penitencial, dentro da celebração da eucaristia, que estamos buscando com esta reflexão.

Até mais...

 

Pe. Ocimar Francatto

 

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