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30º Domingo do Tempo Comum

“Mestre, que eu veja!” (Mc 10,51)

 

Leituras: Jeremias 31, 7-9; Salmo 125 (126); Hebreus 5, 1-6; Marcos 10, 46-52.

COR LITÚRGICA: VERDE

Animador: Na liturgia deste 30º domingo do Tempo Comum seremos interpelados pela atividade de Jesus que realiza mais um milagre: cura o cego de Jericó, devolvendo-lhe toda dignidade perdida com a cegueira e garantindo-lhe uma vida nova. Pela adesão de fé à Jesus, tornamo-nos criaturas novas e passamos a enxergar, melhor, a realidade que nos cerca e entendemo-la com os olhos de Deus. Neste sentido, a cura é uma lição para nós, pois, significa a luz que o cristão recebe ao encontrar Jesus. Não podemos deixar que esta luz se apague dentro de nós e precisamos, com urgência missionária, testemunhá-la até os confins do Universo. A leitura também nos ajuda a refletir sobre a necessidade de respeitar e apoiar as viúvas e os órfãos, bem como não cobrar juros elevados. Tudo isso que hoje, dia de eleição presidencial, todos nós somos convidados a escolher um dirigente que não pense somente em estabilidade da moeda, mas se preocupe com o povo, com a saúde, com a educação, com o salário mínimo com os pobres que são os preferidos de Nosso Senhor. Quem recebe um manto em penhor, tem que devolvê-lo antes da noite, para que a pessoa não passe a noite no relento.

ORAÇÃO DO DIA – Presid.: OREMOS: (Pausa) -Deus eterno e todo-poderoso, aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade e dai-nos amar o que ordenais para conseguirmos o que prometeis. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. TODOS: AMÉM.

1. Situando-nos brevemente

Imaginemo-nos todos cegos à beira do caminho. Totalmente dependentes de favores dos outros. Pobres mendigos. Na verdade, o somos. Pensando bem, em certo sentido, adquirimos uma cegueira existencial devido a tantos padrões internos que aliena o projeto messiânico iluminador de Jesus. Infelizmente, na caminhada diária, ainda temos dificuldades em “ver” direito quem é esse Jesus que passa pela nossa vida e faz o “milagre” acontecer.

Com esta páscoa semanal, somos levados, pela Palavra de Deus, a percebermos nossa cegueira e a discernirmos que, ainda, seguimos um Jesus muito “fabricado” por nós, segundo nossos interesses e conveniências. Em muitos casos, somos totalmente egoístas e não percebemos a necessidade de “abrir” os olhos e o coração para o projeto do Reino de Deus. Em outras palavras, não nos damos conta de que somos cegos necessitados dos favores de Deus e, pior ainda, diante de nosso orgulho e autossuficiência, talvez nem admitamos sê-lo.

Mas, de repente, sentindo a solidão da “beira do caminho”, ouvimos falar de um Jesus diferente, que conquista nossa atenção e nos transforma em pessoas melhores e mais humanas e, assim, com insistência, começamos a lhe gritar: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim” e, com convicção, fazemos o grande pedido: “Mestre, faça que eu veja!” (Cf. Mc 10,51).

A liturgia do domingo passado nos apresentou a passagem dos filhos de Zebedeu, na qual Jesus alerta os discípulos sobre a tentação da ambição dentro da comunidade, e sobre as dificuldades próprias da missão que ele veio cumprir. Continuamos, neste final de semana, a leitura do Evangelho de Marcos, com o relato da cura do cego Bartimeu: aqui, somos interpelados por um modelo de fé e por uma adesão convicta ao projeto libertador de Jesus Cristo. Neste modelo, vemos uma ligação entre a cura do cego com a libertação de todo o povo de Deus.

2. Recordando a Palavra

Estamos chegando perto da conclusão do Tempo Comum. Nesta perícope bíblica, “Jesus está a caminho de Jerusalém e já falou sobre o que lhe aconteceria em Jerusalém. Ele refaz o caminho dos israelitas na tomada da terra prometida, passando pelo Jordão e por Jericó para ir a Jerusalém” (Cf. Comentários da Bíblia do Peregrino). O contexto deste texto é messiânico, isto é, tempo oportuno para Deus restaurar Israel e manifestar sua glória ao povo amado e escolhido por sua herança. O cego, que está à beira do caminho e clama por Jesus, ajuda a revelar este momento de Deus no meio do povo.

Neste sentido, aludindo à primeira leitura nos deparamos com o termo bíblico “resto de Israel”, povo este constituído de cegos e coxos, grávidas e as que deram à luz, em favor de quem Deus age, revelando-se como um Pai amoroso e misericordioso. Tais atitudes revelam a filiação de Jesus com o Pai, uma vez que ele age, também, com amor e misericórdia. Por isso, o cego que grita insistentemente, “Jesus, Filho de Davi, tem piedade de mim” (Cf. Mc 10, 47), reconhece em neste homem o Messias, filho de Deus. Esta belíssima declaração de fé ajuda o discípulo a compreender a subida de Jesus para Jerusalém e sua missão aí realizada.

A maneira como o evangelho nos apresenta a cura do cego reforça a ideia de um modelo de fé a ser seguido. É um modelo, porque, Bartimeu, a partir sua convicção de fé, enfrentou a admoestação e a repreensão da multidão que acompanhava Jesus. Ela pedia que Bartimeu se calasse, pois, incomodava aqueles que se auto-intitulavam como os “verdadeiros seguidores” do mestre. Ele, porém, gritava cada vez mais forte, pois suas esperanças em Jesus se fundavam no conhecimento da Palavra de Deus e nos testemunhos que lhe traziam deste homem. Sua fé é modelo, ainda, pelo fato de jogar para trás o manto que lhe dava o direito à mendicância. De fato, esta atitude mostra sua disposição em buscar uma nova vida, não acomodando-se à falsa segurança, pois, aquilo que Jesus podia lhe ofertar era muito mais importante.

Por último, o cego é modelo de fé pela palavra de Jesus que diz: “vai, pois, tua fé te curou” (Cf. Mc 10, 53). Nesta frase, Jesus reconhece o valor daquela declaração de fé que se baseia numa proclamação messiânica. Assim, diante da palavra que liberta, o cego escolhe o seguimento, pois em Jesus, se cumpre aquilo que o profeta Jeremias, lá no Antigo Testamento, já intuía (cf. Jr 31,9): “Deus privilegia os cegos, aleijados e indefesos como seus filhos primogênitos, organizando-os, reunindo-os e reconduzindo-os à vida” (BORTOLINI, José. Roteiros Homiléticos: anos A, B, C. Festas e Solenidades. p.47). Por isso, com eles cantamos hoje o Salmo 126, cujo refrão soa assim aos nossos ouvidos: Maravilhas o Senhor fez por nós, encheu-os de alegria!”(v.3).

Na mesma perspectiva, a 2ª Leitura, retirada da carta aos Hebreus, pode ser vista como a realização das promessas de Deus em favor da vida do povo. Assim, Jesus é apresentado como sumo e eterno sacerdote cuja origem não está ligada à descendência levítica. Em sua pessoa e Palavra, Ele traz a novidade salvadora, pois, não está vinculado àqueles que controlam Jerusalém e se apropriaram das esperanças do povo e instauram um reinado de dominação, morte e exclusão. Jesus é esperança viva, ou seja, sumo e eterno sacerdote sem pecado, capaz de edificar e realizar o sacrifício único e eterno, agradável a Deus para a vida de todo Israel. Jesus é um sacerdote que supera todos os outros, no sentido que Ele se sacrifica (se deixa sacrificar) e morre numa cruz para salvar a humanidade e, desta forma, presta a maior homenagem ao Pai, pois, realiza o Seu desejo: “que todos tenham vida e vida em abundância” (Cf. Jo 10, 10).

3. Atualizando a Palavra

A Palavra de Deus, deste 30º domingo do Tempo Comum, nesta celebração do memorial pascal de Nosso Senhor Jesus Cristo, nos apresenta as atitudes que levam o cego Bartimeu a ser um modelo de fé para a vida da comunidade e para cada um de nós que aqui nos reunimos para rendermos graças ao Senhor pela vida e missão. Podemos verificar que o conhecimento da palavra de Deus e das promessas que alimentam a vida do povo de Israel leva o cego a reconhecer Jesus como o Messias esperado. Este fato deve, também, nos mover a buscar não só conhecer a palavra de Deus, mas a fazer dela um alimento para a fé, para podermos reconhecer a presença e a ação de Jesus hoje, entre os homens e na comunidade dos fiéis.

O belíssimo trecho do Evangelho de hoje nos lança ao desafio de reconhecer que a situação adversa em que se encontrava aquele cego não era um empecilho para seu crescimento e amadurecimento na fé. A “desgraça” na qual estava mergulhado é a condição para que alimente a esperança e cresça na fé. A fé, portanto, é capaz de trazer respostas geradoras de vida e libertação, além de nos fazer olhar com “novos” olhos uma realidade que é rejeitada ou desprezada pelo mundo.

A liturgia nos apresenta a adesão de fé em Jesus como Messias libertador. Facilmente chamamos Jesus, de Cristo (= Messias), porém, cabe perguntar-se, na prática, se aceitamos o fato de que a fé em Jesus inclui esta restauração da vida do povo, como a cura do cego, a saúde ao doente, a liberdade ao oprimido. Este é o projeto de Jesus: transmitir vida e recuperar aquele que está perdido e incapacitado. Neste sentido, o Evangelho é surpreendente: aquele que mandaram se calar, tornou-se um modelo de obediência, entrega e convicção de fé.

A cura do cego Bartimeu mostra a estreita relação entre a fé por ele professada, a história e as esperanças da comunidade, povo de Deus escolhido e amado. Isto permite perguntar se nossa fé também está fundada na esperança e na vida do povo, se esta mesma fé compartilha as esperanças da comunidade, do mundo e da Igreja. À imagem de Jesus, que caminha para Jerusalém, com a missão de restaurar o povo de Deus, somos desafiados a promover a ação restauradora e redentora de Deus. Para tal, é preciso vencer a acomodação da comunidade, preocupada em repetir ritos ou salvaguardar as leis.

Bartimeu nos mostra que a fé cristã não combina com acomodação e individualismo. A fé cristã é essencialmente comunitária, pois, ela nasce da ação de Deus em favor da vida de seu povo. O lugar do cristão é o caminho da comunidade dos fiéis conduzida por Jesus – cabeça deste corpo místico, lugar onde Sua presença continua a agir, transformando sinais de morte e descrenças em sinais de vida e de fé. A Palavra de Deus, deste domingo, nos mostra a fé em Deus como abertura a um projeto, um plano, uma ação benévola, presente concretamente na história do povo. O fiel reconhece, em Jesus, Deus que o acolhe. Pela fé em Jesus, percebe-se alguém participante da graça salvadora e testemunha da ação de Deus, que age na comunidade em favor da vida do povo. Assim, que Deus nos ajude a “recuperar a vista” para conscientemente segui-lo até a Cruz e a glória da Ressurreição!

4. Ligando a Palavra com a Ação Eucarística

A comunidade cristã, povo sacerdotal, participa, de forma plena, consciente e ativa, da celebração do mistério pascal de Jesus Cristo, único e eterno sacerdote. Ele preside nossa assembleia e torna-se presente no meio de nós. Ele é a cabeça de seu corpo, que é a Igreja. Por isso, como nos diz o Bispo de Hipona: Jesus “ora por nós como nosso sacerdote; ora em nós como nossa cabeça e recebe a nossa oração como nosso Deus. Reconheçamos nele a nossa voz, e em nós a sua voz. E quando algo referente àquela humilhação, aparentemente indigna de Deus, não hesitamos em lhe atribuir, já que não hesitou em fazer-se um de nós” (Santo Agostinho).

Com confiança renovamos a fé no Senhor que nos tira da escuridão, nos liberta do medo e nos traz de volta à vida. Sem ele, nada podemos, por isso, já no início da celebração, pedimos: “Deus eterno e todo-poderoso, aumentai em nós a fé, a esperança e dai-nos amar o que ordenais para conseguirmos o que prometeis” (Oração do Dia). Na celebração da Eucaristia, oferecemos o pão que dá vida e o cálice da nossa salvação. Com Jesus, entregamos ao Pai nossa vida (cf. oração eucarística para a missa com crianças).

Assim diz a Sacrossanctum Concilium: “os fiéis aprendam a oferecer-se a si próprio, oferecendo a hóstia imaculada, não só pelas mãos do sacerdote, mas também juntamente com ele e assim, tendo a Cristo como Mediador, dia a dia, se aperfeiçoem na união com Deus e entre si, para que, finalmente, Deus seja tudo em todos” (§48). Assim, que o Senhor Deus faça de nós, povo gerado pela aliança, instituída e perpetuada por Cristo, uma oferenda perfeita e que saibamos, na vida e na celebração oferecer nossos corpos como hóstia viva, santa e agradável a Deus (cf. Rm 12,1). Que assim seja. Amém.

Oração dos fiéis:

Presidente: Com amor e confiança, supliquemos ao Pai que nos ensine a enxergar o verdadeiro caminho do Reino e, como comunidade de batizados e batizadas, elevemos nossas orações.

Todos: Senhor, abra nossos olhos para enxergarmos o caminho e a tua luz.

1. Senhor, abençoai a Igreja, conduzida pelo Papa Francisco, para que ela possa nos mostrar sempre o caminho da salvação. Peçamos:

2. Senhor, abençoai nossos governantes, para que busquem em vós a verdadeira luz, oferecendo às pessoas, principalmente os pobres e excluídos, paz e segurança. Peçamos:

3. Senhor, abençoai todos aqueles e aquelas que procuram ver, na luz do Evangelho, o verdadeiro caminho que nos leva à salvação, peçamos:

4. Senhor, abençoai nossos dizimistas que enxergam a necessidade material de nossa Igreja, fazendo, com o coração aberto, sua oferta generosa. Peçamos:

(Outras intenções)

Presidente: Ó Deus, fonte de todo bem e de toda graça, acolhei com benção e disposição as nossas súplicas para que possamos ver e viver a graça, o caminho e a felicidade de nossas vidas. Tudo isso nós vos pedimos, por Cristo, nosso Senhor.

Todos: Amém.

LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS

Presidente: Olhai, ó Deus, com bondade, as oferendas que colocamos diante de vós, e seja para vossa glória a celebração que realizamos. Por Cristo, nosso Senhor. Todos: Amém.

ORAÇÃO APÓS A COMUNHÃO

Presidente: Ó Deus, que os vossos sacramentos produzam em nós o que significam, a fim de que um dia entremos em plena posse do mistério que agora celebramos. Por Cristo, nosso Senhor. Todos: Amém.

BÊNÇÃO E DESPEDIDA

Bênção Final

Presidente: Ó Deus, olhe com bondade os fiéis que imploram a tua bênção e a tua misericórdia, para que confiando em teu amor de Pai irradiem por toda a parte a tua Luz. Por Cristo, nosso Senhor. Todos: Amém.

Presidente: (Dá a bênção e despede a todos).

 

Canto final.

Agenda de Dom Vilson para outubro/2018

Dias 19 a 21 de outubro: Assembleia das Igrejas do Regional Sul 1 da CNBB, em Itaici, município de Indaiatuba, SP.

Dia 24/10: Quarta-feira: Reunião do CAE da diocese, às 19h30, na Residência Episcopal, SP.

Dia 25/10: Quinta-feira: Conselho de Presbíteros, às 9h, na Paróquia São Francisco de Assis, Americana, SP. Missa e Crisma na Paróquia Sta. Teresinha, às 19h30, em Limeira, SP.

Dia 26/10: Sexta-feira: Missa de Ação de graças - 50 anos da Comunidade N. Sra. Aparecida (Paróquia Santo Antônio), bairro de Cachoeirinha, Pirassununga, SP.

Dia 27/10: Sábado: Encontro com as famílias dos seminaristas, às 11h, no Seminário Diocesano São João Maria Vianney, em Campinas, SP. Missa e Crisma na Paróquia São José, às 18h30, em Americana, SP.

Dia 28/10: Domingo: 2º Turno das Eleições. Missa e Crisma na Paróquia Jesus Cristo Bom Pastor, às 19h30, em Limeira, SP.

Dia 30/10: Terça-feira: Reunião com os bispos e formadores dos seminários, às 9h, na PUC, em Campinas, SP.

Dia 31/10: Quarta-feira: Missa e Crisma na Paróquia N. Sra. de Guadalupe, às 19h30, em Americana, SP.

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