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Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos - Finados

“Eu sou a ressurreição e a vida” (Jo 11,25)

Leituras: (Missa III) Sb 3, 1-9; Sl 23 (22, 1-3.4.5.6: (R/ 1.); Rm 8, 14-23; Jo 11, 17-27 (Demais leituras à escolha no Lecionário (volume 1) ou no Ritual de Exéquias)

Cor litúrgica: Roxa

Animador: As perguntas que fazemos, diante da morte daqueles que amamos, são parte da nossa intuição que nos diz que não é possível que a vida seja algo que se possa perder. Deus não criou a vida para cair no vazio, no nada. Somos eternos. A morte é apenas uma passagem, uma páscoa, para morarmos definitivamente na casa do Pai.

1. Situando-nos

Hoje, à luz do mistério pascal de Cristo, representado pela nossa assembleia reunida em comunhão com todos os fiéis vivos e falecidos (todos juntos formamos e somos o Corpo eclesial de Cristo), pela Palavra que nos alimenta e, pela Eucaristia que nos sustenta, nos colocamos diante de uma realidade tipicamente humana: o mistério da morte. Realidade irreversível, da qual ninguém escapa. Lembrando-nos de todos os fiéis que já passaram pela experiência do morrer, celebramos o pleno sentido da vida e da morte em Cristo morto e ressuscitado.

Esta nossa celebração poderia se chamar “liturgia da esperança”. “Pois, como ‘o último inimigo é a morte’ (1Cor 15,26), a vitória sobre a morte é o critério da esperança do cristão. A morte é considerada, espontaneamente, como um ponto final: ‘tudo acabou’. A resposta cristã é: ‘A vida não é tirada, mas transformada’ (Prefácio) ” (KONINGS, J. Liturgia dominical. Mistério de Cristo e formação dos fiéis. Op., Cit., p. 502-503). Olhemos de novo o que nos diz a Palavra de Deus e reflitamos sobre ela.

2. Recordando a Palavra

O Evangelho nos fala da visita que Jesus faz a uma família enlutada (cf. Jo 11, 17-27). Família amiga de Jesus, por sinal. Duas irmãs, Marta e Maria, choravam a morte do irmão Lázaro, já sepultado há quatro dias.

Marta, que já conhecia bem a Jesus, desabafou e, ao mesmo tempo, mostrou fé nele: “Senhor, tivesse estado aqui, meu irmão não teria morrido. Mas mesmo assim, eu sei que o que pedires a Deus, ele te concederá” (v.22).

Jesus, então, a surpreende, garantindo-lhe que Lázaro vai ressuscitar. Marta, sem entender ainda a afirmação de Jesus, confirma expondo-lhe a sua crença na “ressurreição no último dia” (v.24). E Jesus, por sua vez, afirma de uma forma mais clara: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá... Você acredita no que estou dizendo?” (v.26). E ela confirma o messianismo de Jesus, dizendo: “Sim, Senhor, eu creio, firmemente que tu és o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo” (v.27).

De fato, no Jesus morto e ressuscitado se confirma o que os sábios antigos já intuíam: todos os justos – os que se “ajustaram” ao modo de ser do Messias-servo – “foram aceitos como ofertas de holocausto” (cf. Sb 3,9). Em outras palavras, os que n’Ele confiam compreenderão a verdade, e os que perseveram no amor ficarão junto d’Ele, porque a graça e a misericórdia são para seus eleitos (cf. Sb 3, 6.9).

Por isso, com razão hoje podemos cantar o Salmo 23, cujo refrão pode ressoar assim: “O Senhor é o meu pastor, nada me falta” (v.1); ou: “Se eu tiver de andar por vale escuro, não temerei mal nenhum, pois comigo estás” (4a).

E nossa esperança e ainda maior, porque na Páscoa de Jesus “todos aqueles que se deixam conduzir pelo Espírito de Deus” - isto é, que vivem como Jesus viveu – “são filhos de Deus” (Rm 8,14). Podemos então chamar a Deus de Pai. Logo, seguramente somos também “herdeiros de Deus e coerdeiros de Cristo” (v.17). Assim, caminhando com Jesus, desde já podemos sentir afinal e plena “redenção de nosso corpo” (v.23).

3. Atualizando a Palavra

Ontem celebramos a Solenidade de Todos os Santos. A impressão que se tem é que o povo dá mais importância “a oração pelos familiares falecidos do que à celebração dos santos gloriosos. Acha que os parentes falecidos lhes estão mais próximos e precisam mais de oração. Por isso, Finados ganha de Todos os Santos. Também, o povo sofrido é mais sensível ao pensamento do sofrimento e da morte do que ao da glória. Glória, nunca conheceu, sofrimento, sim. (Por isso, celebra mais a Sexta-feira Santa que a Páscoa da Ressurreição)” (Ibidem, p. 504).

Diante disso surge a pergunta: “Mas os falecidos, não são santos também? Se não fossem santos, isto é, pertencentes ao ‘Santo’, a Deus, que sentido teria rezar por eles? Para aliviar as penas do purgatório? Mas isso tem sentido apenas porque já estão encaminhados para Deus. Só lhes falta o ‘acabamento’! A segunda leitura de hoje diz que os batizados já corresssuscitaram com Cristo. Se já somos ‘filhos de Deus’ e ainda não se manifestou o que seremos (segunda leitura de Todos os Santos), os que já percorreram o caminho são santos, pertencem a Deus, mesmo se ainda lhes falta alguma coisa: inclui toda a Igreja militante, padecente e triunfante. Se estamos convencidos disso, estes dias não se tornam dias tristes, mas dias para curtirmos o pensamento da glória e da paz que recebem os que procuram, durante sua caminhada na terra, o rosto amoroso do Pai” (Ibidem).

Enfim, à luz da Palavra de Deus podemos dizer: “Os santos ‘acabados’ – a Igreja triunfante –e os santos ‘em fase de acabamento’ – as almas do purgatório – são solidários com os que ainda estamos a caminho da santidade, a Igreja militante aqui na terra. Esta é comunhão de Todos os Santos, que hoje celebramos. Temos presentes os que nos precederam, não nos fixando na sua imperfeição, mas no destino glorioso que lhes foi designado por Deus. Assim recordamos os nossos pais, que nos deram a vida e a fé cristã; os nossos irmãos e amigos que lembramos com grata saudade, por todo o bem que nos fizeram. E pensando também em todos aqueles que estão ainda a caminho, os que estamos lutando lado a lado. Pois a ‘Igreja pelejante’ aqui na terra é a que mais precisa de nossas preces” (Ibidem).

4. Ligando a Palavra com ação litúrgica

Por isso, entre tantos pedidos que hoje podemos fazer, no início desta celebração fizemos este: “Ó Deus, escutai com bondade as nossas preces e aumentai a nossa fé no Cristo ressuscitado, para que seja mais viva a nossa esperança na ressurreição dos vosso filhos e filhas” (Oração do dia).

Em seguida, sobre o pão e o vinho colocados sobre o altar para a memória da Páscoa de Jesus, nós peregrinos, em união com os anjos e todos os santos, damos graças, aclamamos, porque, no Cristo, “brilhou para nós a esperança da feliz ressurreição. E, aos que a certeza da morte entristece, a promessa da imortalidade consola”. Pois, para os que creem em Deus que ressuscitou Jesus, “a vida não é tirada, mas transformada. E, desfeito o nosso corpo mortal, nos é dado, nos céus um corpo imperecível.

Enfim, uma vez participando desta Ceia, nós pedimos ao Pai que os seus filhos e filhas, “pelos quais celebramos este sacramento pascal, cheguem à luz e à paz” na sua casa, o céu.

Que Deus aumente em nós a fé no Ressuscitado, a esperança na vida eterna, a caridade entre nós na caminhada e, “a todos os que adormeceram no Cristo”, que ele conceda “a felicidade, a luz e a paz” (Oração Eucarística I). Amém!

Oração dos fiéis:

Presidente: Com o coração cheio de esperança, elevemos nossas preces ao Pai, para que atenda nossos pedidos em favor de nossos irmãos e irmãs falecidos e também pelas nossas necessidades.

1. Vós que sois misericordioso, consolai nossos irmãos e irmãs que sentem profundamente o vazio de alguém que morreu. Concedei-lhes a graça da serenidade, da esperança e da aceitação. Peçamos:

Todos: Senhor, dai-nos a sua luz!

2. Ó Pai, por todos nós que estamos a caminho da eternidade, concedei-nos a tua bênção e tua proteção. Peçamos:

3. Entregamos em tuas mãos, ó Pai, todos aqueles e aquelas que vivem angustiados e com medo da morte. Que tua bondade os fortaleça com a certeza de que em Cristo encontra-se a fonte da vida eterna. Peçamos:

4. Senhor, que possamos reconhecer todo o bem que fizeram nossos irmãos e irmãs que partiram dessa vida e acolhei-os em teu reino de paz. Peçamos:

5. Ó Pai pelos falecidos de nossa comunidade, para que tua misericórdia divina lhes conceda o descanso eterno na Pátria celeste. Peçamos:

(Outras intenções)

Presidente: Senhor, que a nossa oração possa socorrer nossos falecidos; libertai-os de todos os pecados e acolhei-os no esplendor de tua face. Por Cristo, nosso Senhor.

Todos: Amém

III. Liturgia eucarística

Oração sobre as oferendas:

Presid.: Acolhei, ó Deus, as nossas oferendas por nossos irmãos e irmãs que partiram, para que sejam introduzidos na glória com o Cristo, que une os mortos e os vivos no seu mistério de amor. Por Cristo, nosso Senhor.

T.: Amém.

Oração após a comunhão:

Presid.: Fazei, ó Pai, que os vossos filhos e filhas, pelos quais celebramos este sacramento pascal, cheguem à luz e à paz da vossa casa. Por Cristo, nosso Senhor.

T.: Amém.

Bênção e despedida

Presidente: O Senhor esteja convosco.

T.: Ele está no meio de nós.

Presid.: Abençoe-vos o Deus todo-poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo.

T.: Amém.

Presid.: Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.

T.: Graças a Deus.

Agenda de Dom Vilson para outubro-novembro/2018

Dia 31/10 - Quarta-feira: Missa e Crisma na Paróquia N. Sra. de Guadalupe, às 19h30, em Americana, SP.

Dia 01/11 - Quinta-feira: visita em Americana às 14h30.

Dia 02/11 - Sexta-feira: missa de finados (falecidos da família e da diocese), 10h00.

Dia 03/11 - Sábado: visita no Encontro da Pastoral da Criança, a partir das 09h00 no Centro Diocesano de Limeira (CDL).

Dia 03/11 - Sábado: missa e crisma na Paróquia Santa Josefina Bakhita, às 18h00, em Nova Odessa, SP.

Dia 04/11 - Domingo: missa e crisma na Paróquia N. Senhora Imaculada Conceição, às 08h00, em Santa Cruz da Conceição, SP.

Dia 04/11 - Domingo: Missa e Crisma na Paróquia Jesus Cristo Bom Pastor, às 19h30, em Limeira, SP.

Dia 08/11 - Quinta-feira: Reunião do Conselho Episcopal, às 09h00, residência episcopal, Limeira, SP. Reunião Bispo, Pe. Júlio e Pe. Edmilson às 14h00, Limeira, SP.

Dia 08/11 - Quinta-feira: missa e crisma na Paróquia N. Senhora Aparecida, às 19h30, em Porto Ferreira, SP.

Dia 09/11 - Sexta-feira: missa e crisma na Paróquia Santa Luzia, às 19h30, em Cordeirópolis, SP.

Dia 10/11 - Sábado: missa e crisma na Paróquia São Marcos, às 18h30, em Limeira, SP.

Dia 11/11 - Domingo: missa e crisma na Paróquia Menino Jesus, às 08h00, em Limeira, SP.

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