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Padre Ocimar Francatto reflete nesta semana sobre o Dia de Finados

Olá amigos e amigas!

Sejam todos(as) bem-vindo(as) a mais uma reflexão da nossa Sagrada Liturgia.

Amanhã dia 02 de novembro estaremos comemorando o DIA DE FINADOS. Por isso gostaria de fazer uma pequena reflexão sobre este tema.

Qual é o nome litúrgico que é dado para este dia?

COMEMORAÇÃO DE TODOS OS FIÉIS DEFUNTOS.

O que significa “fiel”?

FIEL: Vem do latim “FIDELIS”, que tem vários significados, mas para o sentido religioso significa aquele(a) que tem fé, que guarda fidelidade. Porém para o cristianismo primitivo era aquele(a) que era “BATIZADO(A)”.

 O que significa “defunto”?

DEFUNTO: Vem do latim “DEFUNCTUS”. Que é a junção de duas palavras latinas: “DE”, que significa “não”, “privação” e “FUNCTUS”, que significa “fungor”, “função”. Então “defunto” é aquele(a) que não tem mais função. Nós é que fazemos em seu lugar. Você sabia disso?

A Igreja não quer lembrar neste dia somente aqueles(as) batizados(as) que faleceram. Mas de “TODOS OS FALECIDOS”. Não importa se foi batizado ou não, se pertence a esta ou aquela religião, e até mesmo se tem ou não religião! Quer rezar por todos que já se encontram com o Pai, por isso o termo “FINADOS” seja mais apropriado, porque lembra de todos os falecidos. Aqueles(as) que fizeram sua Páscoa Eterna (passagem) para o Pai.

A comemoração dos fiéis defuntos aparece no século IX, em continuidade com o uso monástico, desde o século VII, de consagrar um dia à oração pelos defuntos. Foi com o Abade Santo Odilon de Cluny que esta data, 02 de novembro, foi dedicada à comemoração de todos os féis defuntos.

Para muitas pessoas esta celebração é marcada pelo luto, pela dor, pela tristeza. Logicamente que a morte traz para todos nós estes sentimentos, pois aquele(a) que nós amávamos, com os quais nós convivíamos, já não se encontram mais no meio de nós.

Mas, por outro lado, eles já estão juntos do Pai, onde “Deus enxugará toda lágrima dos seus olhos, pois nunca mais haverá morte, nem luto, nem clamor, e nem dor haverá mais. Sim! As coisas antigas se foram!” (Atos dos Apóstolos 21,4). Por isso também é um dia de alegria e de esperança porque nossos entes queridos estão em Deus.

A Palavra de Deus nos consola, pois nos diz: “A vida dos justos está nas mãos de Deus, nenhum tormento os atingirá. Aos olhos dos insensatos parecem morrer; sua partida foi tida como desgraça, sua viagem para longe de nós como um aniquilamento, mas eles estão em paz. (Sabedoria 3, 1-3), ou ainda: “Oh! Quem me dera que minhas palavras fossem escritas, fossem registradas num livro, fossem gravadas em chumbo com estilete de ferro, fossem esculpidas no mármore para sempre! Eu bem sei que o meu Redentor está vivo, e Ele, o último, se levantará sobre o pó. E depois que este meu corpo for destruído, verei a Deus. Eu o verei, eu mesmo, e meus olhos o contemplarão e não outros” (Jó 19, 23-27).

Durante muito tempo a Igreja fazia deste dia de finados uma angústia diante do terrível juízo de Deus e por isso tinha-se obscurecido a intensidade da fé na ressurreição. Era um “Dies irae” (“Dia da ira”).

Porém, com o Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965) tivemos uma mudança neste modo de ver a morte. Não é mais vista como castigo ou Ira de Deus, mas possui um caráter Pascal. Já dizia a Constituição Sacrosanctum Concilium: “As exéquias devem exprimir melhor o caráter pascal da morte cristã” (n. 81).

Foram formuladas três missas e as orações presidenciais (coleta ou do dia, sobre as oferendas e depois da comunhão), com também os cinco prefácios ressaltam o caráter pascal da morte cristã.

A cor litúrgica a ser usada neste dia, colocada pelo Missal Romano, é o ROXO ou o PRETO (Instrução Geral sobre o Missal Romano, 346, d e c). Porém os liturgistas (aqueles que estudam a liturgia) dizem que na antiguidade quando alguém falecia estendia-se sobre ele um pano branco, lembrando a ressurreição de Cristo. Desta forma dizem que podemos usar a cor BRANCA, para significar ainda mais a relação com o sentido pascal da morte cristã.

Para fazer memória dos nossos falecidos teremos quatro missas no Cemitério Municipal de Nova Odessa.

07:00 hs - Paróquia São Jorge;

09:00 hs - Paróquia Nossa Senhora das Dores;

11:00 hs - Paróquia Santa Luzia;

16:00 hs - Paróquia Josefina Bakhita.

Convidamos todos para rezar pelos falecidos, porque no futuro outros rezarão por nós...

Até mais....

 

Padre Ocimar Francatto

 

 

 

 

 

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