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Padre Ocimar Francatto reflete esta semana sobre “O Silêncio na Bíblia”

Olá amigos e amigas!

Vamos, mais uma vez refletir sobre a nossa Sagrada Liturgia.

Estamos meditando sobre: o SILÊNCIO = manifestação do Sagrado: na vida, na Bíblia e na liturgia. Hoje vamos refletir sobre o SILÊNCIO NA BÍBLIA

Os grandes acontecimentos da história da salvação deram-se no silêncio da noite. "no princípio a Palavra era Deus" (João 1, 1). Mas esta forma de ser era "um mistério envolto em silêncio nos séculos eternos" (Romanos 16, 25) até revelar-se à pessoa humana.  Esse tempo de amadurecimento secreto da Palavra exprime no tempo pela predestinação dos eleitos: antes mesmo de lhes falar, Deus os conhece desde o seio materno: "antes de formar-te no seio de tua mãe, eu já contava contigo. Antes de saíres do ventre, eu te consagrei e fiz de ti profeta para as nações" (Jeremias 1, 5, cf Romanos 8,29).

Há outro silêncio de Deus, que parece não um mistério de amor, mas carregado de ira divina. Para inquietar seu povo pecador, Deus não fala mais por seus profetas: "grudarei tua língua ao céu da boca, para que fiques mudo e não possas ser para eles um acusador, pois são um bando de rebeldes" (Ezequiel 3, 26).

Por que, depois de ter falado tantas vezes e tão poderosamente, Deus se cala diante do triunfo da impiedade?: "teus olhos são tão puros que não podem ver o mal; tu consegues olhar para a injustiça. Por que, então, ficas olhando os velhacos e te calas quando um patife engole alguém mais correto que ele?" (Habacuc 1, 13). E não responde mais à oração de Jó?: “clamo por ti, e não me atendes. Insisto, e nem olhas para mim" (Jó 30, 20). E nem à do salmista?: "ó Deus, não fiques silencioso, não fiques calado e indiferente, ó Deus!" (Salmo 83, 2; 109, 1).

Para Israel que quer ouvir a voz de seu Deus, tal silêncio é:

  • CASTIGO: "porventura podes manter-te insensível diante de tudo isto? Ficarás calado, aumentando ainda mais a nossa humilhação?" (Isaías 64,11);
  • AFASTAMENTO DE SEU SENHOR: "viste, Senhor, não fiques mudo! Senhor, não fiques longe de mim!" (Salmo 35,22);
  • UM DECRETO DE MORTE: "Senhor, a ti elevo a minha voz: não fiques em silêncio, meu Deus, pois se não falas, sou como quem desceu à sepultura" (Salmo 28,1);
  • ANÚNCIO DO "SILÊNCIO" DO XEÔL, EM QUE DEUS E A PESSOA HUMANA NÃO SE FALAM MAIS: "não são os mortos que louvam o Senhor, nem os que descem à região do silêncio (xeôl)" (Salmo 115,17; 94,17).

Mas o diálogo não está definitivamente interrompido, porque o silêncio de Deus pode ser também um reflexo de sua paciência nos dias de infidelidade das pessoas: "de quem tens medo, que te impõe respeito, para mentires e não te lembrares mais de mim e nem te preocupares comigo? É porque eu fico quieto e como que alheio, que tu não me respeitas?" (Isaías 57, 11).

Tudo que é definido nasce e amadurece no silêncio: a vida, a morte, o além, a graça, o pecado (cf. Sabedoria 18, 14-16).

O silêncio é o novo nome de Deus. Penetra tudo, cria, conserva e sustém tudo, e ninguém percebe. Se não tivéssemos sua Palavra, e as evidências de seu amor, experimentadas todos os dias, diríamos que Deus é enigma. Deus é silêncio, desde sempre e para sempre. Opera silenciosamente na profundidade de nossa vida.

A graça de Deus atua em silêncio. Penetra silenciosamente nas entranhas complexas da natureza humana. Ninguém sabe como acontece.

Vamos experimentar este silêncio de Deus no próximo domingo, quando iniciamos o Ciclo do Natal, com o TEMPO DO ADVENTO, que é encarnação SILENCIOSA de Deus em nossa história humana.

Não deixe de participar das celebrações eucarísticas em sua comunidade, pois é a preparação SILENCIOSA para a chegada do Senhor no Natal!

Até mais...

 

Padre Ocimar Francatto

 

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