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Pe. Ocimar Francatto refelte sobre “O Silêncio na Liturgia” - Parte III

Olá amigos e amigas!

Sejam todos e todas bem vindos e bem vindas a mais uma reflexão da nossa Sagrada Liturgia.

Estamos meditando sobre: o SILÊNCIO = manifestação do Sagrado: na vida, na Bíblia e na liturgia. Hoje vamos refletir sobre o SILÊNCIO NA LITURGIA. Parte III.

O SIGNIFICADO DO SILÊNCIO LITÚRGICO

O silêncio é um dos gestos simbólicos menos entendidos e praticados em nossas liturgias.

"Escuta Israel" (Deuteronômio 6, 4). É a primeira atitude de fé na presença de Deus. A liturgia nos educa para saber escutar. Escutar é mais que ouvir. É entender, é assimilar o que se ouve, reconstruir interiormente o conteúdo da mensagem. É uma atitude positiva, ativa.

A comunidade cristã é fundamentalmente uma comunidade que escuta. O auto-suficiente e o orgulhoso não escutam.

O silêncio favorece um encontro com o mistério que celebramos. É uma abertura a Deus, à comunidade que partilhamos a oração, e até reencontro consigo mesmo. É um ritmo que passamos do "eu" para o "nós", para voltar ao "eu", mais enriquecido e maduro. A liturgia é comunitária e não pessoal.

O silêncio forma a sinceridade. Não se trata de voltar a "Missa em silêncio" ou de dizer a oração eucarística em voz baixa, como era no passado, mas ao contrário, se trata de favorecer que esta oração - e outras orações e leituras - sejam escutadas nas melhores condições por parte da comunidade, não dificultada por comentários desnecessários e nem por cantos musicais (Instrução Geral sobre o Missal Romano, 32).

Escutar exige aprendizado, fora e dentro da celebração: saber escutar os outros na vida diária nos educa para escutar a Deus, ou o exercício de escutar a Palavra de Deus ou do presidente da celebração nos ajuda, a saber, escutar os demais fora da igreja.

Desta forma o silêncio é apresentado por diversas vezes como "parte da celebração" (Instrução Geral sobre o Missal Romano, 23: Instrução Geral sobre a Liturgia das Horas, 201). É condição para que os fiéis "não se limitem a participar da ação litúrgica como espectadores estranhos e mudos" (Musicam Sacram, 17) e para se evitar que as crianças "se percam demasiadamente na atividade externa" (Diretório para Missas com Criança, 37).

Numa chave de leitura pedagógica o silêncio é indicado entre "os elementos litúrgicos, que devem ser mantidos presentes na formação litúrgica das crianças e na sua preparação para a vida litúrgica da Igreja" (Diretório para Missas com Crianças, 13).

Devemos ter a mesma atitude do profeta Samuel: "Fala, Senhor, que teu servo escuta" (1Samuel 3, 10). Não se pode escutar se não há silêncio interior e se o ritmo da celebração não mostrar serenidade.

O profeta Isaías nos deixa uma grande mensagem neste sentido: “Toda manhã ele desperta meus ouvidos para que, como bom discípulo, eu preste atenção" (Isaías. 50, 4).

Queria lembrar que a nossa Missa de natal será celebrada na Igreja Matriz N. S. das Dores, de Nova Odessa, às 20:00 hs, no dia 24 de dezembro.

Até mais...

 

Pe. Ocimar Francatto

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