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Pe. Ocimar Francatto reflete sobre o “O Silêncio na Liturgia”

Olá amigos e amigas!

Estamos mais uma vez aqui para refletirmos sobre a nossa Sagrada Liturgia

Durante estes dias estivemos meditando sobre: o SILÊNCIO = manifestação do Sagrado: na vida, na Bíblia e na liturgia. Hoje faremos nossas considerações finais sobre este assunto.

A reforma litúrgica pôs fim ao mutismo da assembléia cristã e fez renascer o SILÊNCIO como momento celebrativo:

  • SILÊNCIO de participação: é a inserção no Mistério celebrado;
  • SILÊNCIO expressivo: mostra a ação salvífica de Deus e a resposta da comunidade;
  • SILÊNCIO pedagógico: é iniciador, que cria um clima na comunidade para atitudes espirituais, compromisso com a ação comunitária, inserção, assimilação e interiorização.

Esta sensibilidade diante do SILÊNCIO é, antes de tudo, fruto da familiaridade mais profunda com a Bíblia, pois é no SILÊNCIO que Deus se faz ouvir (1Reis 19, 11-13); o SILÊNCIO inspira o diálogo entre Deus e as pessoas.

Cristo é o verdadeiro modelo dos cristãos na busca do Pai no SILÊNCIO (Mateus 14, 23; Marcos 1, 35; Lucas 9, 18; João 6, 15).

O SILÊNCIO está intimamente ligado à Palavra, principalmente na liturgia que consiste de palavras, ditas por Deus ou dirigidas a Deus, tais palavras devem ser feitas com calma e com SILÊNCIO interior.

Nesse seu SILÊNCIO diante da Palavra, a Igreja segue o exemplo da Virgem Maria, primeira discípula do Senhor, que "conservava as coisas que eles diziam, meditando-as no seu coração" (Lucas 2, 19).

A busca maior do SILÊNCIO na liturgia é sinal de maior maturidade celebrativa. Como diz A. G. Martimort: "uma celebração que amontoa um rito sobre o outro, que procede seguindo um ritmo sem pausas, cansa a comunidade sem edificá-la... a liturgia é feita de ritmos, de alternância, que se assemelha à respiração".

O SILÊNCIO enche o espaço com o mesmo vigor que as palavras e o canto, ele não divide os membros do grupo, antes os une em clima de compromisso comum.

No SILÊNCIO experimentamos nossa condição de liberdade, de escuta, de disponibilidade, para abrir-nos ao espírito e voltar a percorrer o caminho da oração de Cristo, a oração que Ele nos deixou o exemplo.

O SILÊNCIO é um momento vivificante de graça onde a criatura se cala, mas o Espírito fala.

O SILÊNCIO ativo a serviço da participação ativa e externa, plena e frutuosa do mistério requer:

Cuidar do conjunto do ambiente, procurando-se evitar os ruídos;

Atender as orientações próprias dos tempos litúrgicos;

Considerar a assembléia na sua diversidade;

Zelar pelo modo como se iniciam e se concluem as celebrações;

Desenvolver a ação litúrgica observando-se o ritmo, a harmonia e a dignidade, agindo com calma e serenidade;

Levar em conta a índole própria de cada forma celebrativa;

Educar-se para o SILÊNCIO, no sentido de saber apaziguar-se, ouvir, meditar e comunicar-se com os outros.

O SILÊNCIO orante, celebrante e participativo é fruto do exercício, da abertura e acolhida do mistério de Deus, do amadurecimento na fé e na dimensão humana da vida.

O SILÊNCIO é uma atitude de espírito que inspira o modo de agir.

Até mais...

Pe. Ocimar Francatto

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