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3º Domingo do Tempo Comum - Ano C

“Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura”

Leituras: Neemias 8, 2-4a.5-6.8-10; Salmo 19B (18B), 8-10.15 (R/ Jo 6,63c); 1Cor 12, 12-30; Lucas 1, 1-4; 4,14-21.

COR LITÚRGICA: VERDE

Animador: Amados irmãos e irmãs, daremos início nessa celebração à proclamação do Evangelho de Lucas, que nos acompanhará durante todo este Ano Litúrgico. Jesus encontra-se na sinagoga de Nazaré, sua terra natal, e ao iniciar seu ministério nos revela seu programa de evangelização. Apresenta-se na sinagoga de Nazaré sem títulos, nem poderes. Define-se por aquilo que faz.

1. Situando-nos

Neste domingo do tempo comum, Jesus continua a se manifestar. Hoje ele se manifesta num culto semanal na sinagoga de Nazaré, onde costuma participar, exercendo o ministério de leitor. Jesus, a Palavra de Deus viva e encarnada na história humana, proclama seu programa de vida.

Nós comunidade de fé, seguidora de Jesus, escutamos como discípula fiel a Palavra do Senhor e renovamos o nosso compromisso de vivê-la, nos tornando amigos e amigas de Deus. Que de fato, “hoje”, se cumpra a Palavra da Escritura que ouviremos.

2. Recordando a Palavra

Lucas começa a narrativa do evangelho com o prólogo (1,1-4), onde acentua o valor das tradições transmitidas pelas “testemunhas oculares” que ouviram com Jesus. Ressalta que é a fé nos “fatos ocorridos”, nos eventos salvíficos, realizados em Cristo, que torna alguém “ministro da palavra”. Assim, a finalidade do evangelho é suscitar e dar firmeza à fé, levando as pessoas a fazer a experiência do amor de Deus (= Teófilo).

O evangelista, com seu “relato ordenado”, sinaliza que as promessas da salvação de Deus se cumpriram plenamente no ministério de Jesus. As palavras proféticas anunciam a chegada do Messias, ungido pelo Espírito do Senhor para libertar os oprimidos. “Com a força do Espírito”, Jesus anuncia a Boa Nova na Galileia, ensinando nas sinagogas, provocando a adesão de discípulos e de discípulas.

Jesus veio à cidade de Nazaré onde fora criado e entrou na sinagoga no sábado. Levantou-se para fazer a leitura e explicar o texto sagrado. “O Espírito do Senhor está sobre mim, pois ele me ungiu para anunciar a Boa Nova aos pobres, para proclamar a libertação aos presos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e proclamar um ano da graça do Senhor” (4,18-19; cf. Is 61,1-2; 58,6). Assim, o Cristo renova a esperança do povo oprimido, manifestando a graça, a benevolência, o favor de Deus.

O Pai enviou o Filho amado com a plenitude dos dons do Espírito para atuar em favor de todo o povo necessitado, realizando plenamente as esperanças proféticas, as promessas de salvação. O “ano da graça do Senhor” remete à libertação anunciada pelo ano jubilar, a libertação dos escravos; o retorno das pessoas às suas terras, ao meio de vida que haviam perdido. Por isso, no fim da proclamação solene na sinagoga, as pessoas “tinham os olhos fixos em Jesus”. Ele mesmo afirmou: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura”.

A primeira leitura, do livro de Neemias, reflete um contexto após o exílio babilônico. Os líderes Esdras e Neemias estão animando o povo sofrido a reconstruir o país e a fazer renascer a identidade e unidade, através da palavra de Deus. O povo é convocado a renovar a aliança, em praça pública, pois o templo estava em ruínas. Assim, o centro não é mais o sacrifício, mas a palavra de Deus celebrada na liturgia comunitária Omo sustento da caminhada.

Tratava-se um dia consagrado ao Senhor, em que celebravam a ceia, onde “leram clara e distintamente o livro da Lei de Deus e explicaram seu sentido de maneira que se pudesse compreender a leitura” (8,8). A palavra proclamada em assembléia suscita a adesão vital ao Senhor e transforma a tristeza em alegria. “A alegria do Senhor é a força” que proporciona a comunhão, o estar juntos pra ouvir a palavra e comer juntos, para partilhar o pão com os necessitados.

O trecho do salmo 19 (18), proposto hoje pela liturgia, tem estilo sapiencial. O salmista contempla a dádiva da Lei do Senhor, a Torá, e expressa o seu valor vital. Os mandamentos do Senhor “iluminam os olhos” para trilhar o caminho da justiça e fidelidade à sua vontade. Em Cristo, Rochedo e Redentor, Deus se revelou como palavra de Vida e Verdade.

A segunda leitura, da primeira Carta aos Coríntios, continua a reflexão sobre os dons do Espírito, ressaltando que todos juntos formamos um só corpo em Cristo. Os membros, “embora sejam muitos, formam um só corpo” (12,12). Partilhamos de uma existência comum, pois “todos bebemos de um só Espírito” (12,13) que habita em nós (3,16). É necessário ter um cuidado especial com as partes (membros) do corpo mais sofridas e fragilizadas.

Assim como o corpo humano necessita de membros diferentes, também a comunidade precisa de uma diversidade de dons, ministérios e atividades que se completam mutuamente. Orientados pela mesma fé em Cristo, os membros se acolhem com respeito e amor. Somos membros do corpo, da comunidade eclesial, “edificadas sobre o alicerce dos apóstolos e dos profetas, tendo como pedra angular o próprio Cristo Jesus” (Ef 2,20).

3. Atualizando a Palavra

Jesus realiza plenamente as Escrituras, anunciando a Boa Nova aos pobres, a liberdade aos que se encontram aprisionados, a vista as que não enxergam, a libertação aos oprimidos. Assim ele cumpre o ano da graça do Senhor, proclamando a salvação integral do ser humano, ou seja, a libertação de todas as formas de opressão. O olhar fixo nas palavras e nas ações de Jesus, nos leva a centrar as forças no serviço ao Reino da vida.

O documento de Aparecida, no número 361, afirma que “o projeto de Jesus é instaurar o Reino de seu Pai. Por isso, pede a seus discípulos: ‘Proclamem que está chegando o Reino dos céus!’ (MT 10,7). Trata-se do Reino da vida. Porque a proposta de Jesus Cristo a nossos povos, o conteúdo fundamental dessa missão, é a oferta de vida plena para todos. Por isso, a doutrina, as normas, as orientações éticas e toda  a atividade missionária das Igrejas, deve deixar transparecer essa atrativa oferta de vida mais digna, em Cristo, para cada homem e para cada mulher”.

E no numero 358, acentua: “as condições de vida de muitos abandonados, excluídos e ignorados em sua miséria e dor, contradizem com o projeto do Pai e desafiam os cristãos a um maior compromisso a favor da cultura da vida. O Reino de vida que Cristo veio fazer incompatível com essas situações desumanas”.

A palavra de Deus é sempre atual, pois fala da vida e da história do ser humano, interpelando-o a gestos de amor fraterno e de partilha. Fortalece a fé e a esperança para que todos sejam “Teófilo”, isto é, amigos de Deus. Ela deve ressoar em nossa vida e missão, conduzindo-nos a uma prática libertadora integral, conforme a Boa Notícia trazida por Jesus de Nazaré.

Recebemos dons do Espírito para realizarmos nosso compromisso batismal a serviço do Reino. Como membros do corpo de Cristo, somos impelidos a colaborar para a realização do amor e da justiça. Formamos uma comunidade fraterna chamada a continuar a missão de Jesus. Que possamos ser instrumentos de libertação, participando das alegrias e dos sofrimentos uns dos outros, tendo um cuidado especial com os membros do corpo mais necessitados.

4. Ligando a Palavra com a ação eucarística

Hoje reunimo-nos num só corpo, no Cristo, Palavra eterna do Pai. Ele está no meio de nós e edifica o corpo eclesial com inúmeros ministérios. Ele está presente na Palavra proclamada, pois é ele mesmo que fala quando se lêem as Sagradas Escrituras na Igreja (cf. SC, n.7).

Na assembléia litúrgica desenvolve-se um verdadeiro diálogo de Deus com seu povo, um colóquio contínuo de Esposo e Esposa. Como afirma a Verbum Domini: “a liturgia é o lugar onde Deus nos fala no momento presente da nossa vida: fala hoje ao seu povo, que escuta e responde. Cada ação litúrgica está, por sua natureza, impregnada da Sagrada Escritura” (n.52).

Celebrando, somos inseridos na lógica da revelação. Deus chama, reúne e a comunidade, atendendo ao seu chamado, se apresenta e responde. A própria liturgia da palavra possui uma dinâmica dialogal: “A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração universal, ou dos fieis. Pois, nas leituras explanadas pela homilia Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se apropria dessa palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé; alimentado por essa palavra, reza na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro” (IGMR, n.55).

Com razão, a Sacrosanctum Concilum e a Introdução ao Lecionário valorizaram as leituras bíblicas, o salmo responsorial, a aclamação, a homilia, o silencio, a profissão de fé e a oração dos fieis (Cf. Sacrosanctum Concilium, nn. 51-53 e Ordo Lectionum Missae, nn. 11-31).

Também a celebração litúrgica, no seu conjunto, possui uma estrutura de base que favorece o dialogo: a liturgia da palavra e a liturgia eucarística. A Sacrosanctum Concilium, falando sobre a celebração eucarística afirma que “ a liturgia da palavra e a liturgia eucarística estão tão unidas que forma um só ato de culto” (cf. .56). Numa relação de aliança os dois momentos estão estreitamente unidos a palavra constitui o momento do contrato, através do diálogo, e a liturgia eucarística o momento em que a comunidade, cheia do Espírito, dá sua resposta e sela o compromisso com Deus. A palavra é então fundamento sobre o qual a aliança se firma.

PRECES DOS FIÉIS

Presidente: Inspirados no programa de vida anunciado por Jesus, façamos ao Pai as nossas preces.

1. Ó Pai, faça com que tua Igreja possa sempre anunciar o evangelho de teu Filho Jesus a todos os que estão à margem da sociedade. Peçamos:

Todos: Que o Espírito Santo repouse sobre nós.

2. Ó Pai, faça com que os nossos governantes possam voltar suas políticas públicas àqueles e àquelas que mais precisam de ajuda. Peçamos:

3. Ó Pai, faça com que nossa comunidade posa crescer e viver em harmonia, deixando-se conduzir pela luz de vossa Palavra e pelo testemunho da unidade. Peçamos:

4. Ó Pai, faça com que a vocação profética, que recebemos no Batismo possa reacender em nós a coragem de proclamá-Lo em todos os lugares em que vivemos. Peçamos:

5. Ó Pai, faça com que nossos dizimistas, que entenderam a beleza da partilha com a comunidade, possam sempre ser abençoados por esta oferta tão generosa. Peçamos:

(Outras intenções)

Presidente: Ó Pai, fazei brilhar a luz de tua Palavra sobre nós e, acolhendo teus ensinamentos com alegria, sigamos fielmente pelos caminhos da unidade. Por Cristo, nosso Senhor.

Todos: Amém.

III. LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS:

Presidente: Ó Deus, acolhei com bondade as oferendas que vos apresentamos para que sejam santificadas e nos traga a salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

Todos: Amém.

ORAÇÃO PÓS-COMUNHÃO:

Presidente: Concedei-nos, Deus todo-poderoso, que, tendo recebido a graça de uma nova vida, sempre nos gloriemos dos vossos dons. Por Cristo, nosso Senhor.

Todos: Amém.

V. RITOS FINAIS

BÊNÇÃO E DESPEDIDA:

Presidente: Que o Senhor os guie no trabalho do anúncio da Palavra de seu Filho, cobrindo-os com sua bênção. Todos: Amém

Presidente: (Dá a bênção e despede todos com carinho).

Agenda do Bispo para fevereiro/2019

20 a 27/01/2019 – Participação de Dom Vilson, bispo diocesano, na JMJ que acontece essa semana na cidade do Panamá com a visita do Papa Francisco a todos ali presentes. Também um grande número de peregrinos participa também junto com os padres Ricardo Araújo e Diego Humeniuk. Rezemos pelo bom êxito desta Jornada.

01/02 – Missa e Posse de pároco, Pe. Israel, às 19h30, na Paróquia Santo Expedito, em Limeira, SP.

02/02 – Missa e Posse de pároco, Pe. Sérgio, às 19h00, na Paróquia Bom Jesus, em Leme, SP.

03/02 – Missa e Posse de pároco, Pe. Alquermes, às 19h00, na Paróquia Imaculado Coração de Maria, Limeira, SP.

07/02 – Reunião do Conselho Episcopal, às 09h00, em Limeira, SP.  Missa e Posse de pároco, Pe. Marcelo Fagundes, às 19h30, na Paróquia Bom Jesus, em Americana, SP.

08/02 – Missa e Posse de pároco, Pe. Diego Rodrigo, às 19h30, na Paróquia São Sebastião, em Limeira, SP.

09/02 – Missa e Posse de pároco, Pe. Fabio, às 19h00, na Paróquia São Francisco de Assis, em Pirassununga, SP.

10/02 – Missa e Posse de pároco, Pe. Diego Fernando, às 8h, na Paróquia Imaculada Conceição, em Santa Cruz da Conceição, SP.

10/02 – Missa e Posse de pároco, Pe. Ricardo, às 19h00, na Paróquia Santa Luzia, em Limeira, SP.

13/02 – Reunião da Sub-Região, às 09h00, no CDL, em Limeira, SP.

14/02 – Missa e Posse de pároco, Pe. Robert, às 19h30, na Paróquia N. Sra. de Fátima, em Araras, SP.

15/02 – Missa e Posse de pároco, Pe. Murilo Vendite, às 19h30, na Paróquia São Sebastião, em Leme, SP.

16/02 – Missa e Posse de pároco, Pe. Gilson, às 17h00, na Paróquia N. Sra. Auxiliadora, em Americana, SP.

17/02 – Missa e Posse de Pároco, Pe. Tiago Moreira, às 08h00, na Paróquia São Benedito, em Cosmópolis, SP.

17/02 -  Missa e Posse de pároco, Pe. Danilo Rodrigues, às 19h00, na Paróquia São Jerônimo, em Americana, SP.

20/02 – Missa e posse de administrador paroquial, Pe. Luís Casimiro, às 19h30, na Quase-paróquia Santo Amaro, em Nova Odessa, SP.

21/02 – Conselho de Presbíteros – Região Norte, no Santuário Sr. Bom Jesus dos Aflitos, em Pirassununga, SP. Missa e posse pároco, Pe. Nilson, às 19h30, na Paróquia Santa Rita de Cássia, em Pirassununga, SP.

22/02 – Reunião da Pascom, às 08h30, em Limeira, SP. Missa e posse do administrador paroquial, Pe. Thiago da Cruz, às 19h30, na Quase-paróquia Santa Rita de Cássia, Americana, SP.

23/02 – Missa e posse de pároco, Pe. Ciro, às 18h30, na Paróquia São Benedito, Limeira, SP.

24/02 – Missa e posse de pároco, Pe. Marcos Theodoro, às 08h30, na Paróquia São Marcos, em Limeira, SP.

24/02 – Missa e posse de administrador paroquial, Pe. Osmar, 19h00, na Quase-paróquia São Pedro, em Pirassununga, SP.

27/02 – Missa e posse de administrador paroquial, Pe. Cassio, às 19h30, na Quase-paróquia Santa Teresinha, em Nova Odessa, SP.

28/02 – Missa e posse de pároco, Pe. Jonathan, às 19h30, na Paróquia São Benedito, em Americana, SP.

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