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4º Domingo do Tempo do Comum

“Jesus não é enviado somente aos judeus”

Leituras: Jeremias 1, 4-5.17.-19; Salmo 70 (71), 1-4a.5-6ab. 15ab.17 (R/ cf. 15ab); 1Cor 12, 31-13,13; Lucas 4, 21-30.

COR LITÚRGICA: VERDE

Animador: Amados irmãos e irmãs, é páscoa semanal de Jesus. Depois da pregação da sinagoga de Nazaré os habitantes se recusam a ouvir a sua palavra e tentam lançá-lo no precipício. Sentimos em nossas vidas, muitas vezes, as conseqüências da rejeição por causa da justiça, do bem e da solidariedade com os pobres. Nesta celebração estamos em comunhão com aqueles e aquelas que, por causa da justiça, são desprezados.

1. Situando-nos

Caminhando no itinerário do ano litúrgico, vamos, pouco a pouco, seguindo Jesus. Hoje ele se manifesta como o profeta do Pai. É aceito por uns, rejeitado por outros. Nele se cumpre a profecia de Simeão: “Este menino será sinal de contradição” (Lc 2,34).

Jesus, o profeta, relembra e atualiza a aliança e o projeto de Deus ao povo, mesmo que por parte de alguns haja reação de desprezo, rejeição e até o expulsam da cidade.

Como profeta do Pai, somos chamados a acolher a salvação como dom de Deus, salvação aberta a todos.

2. Recordando a Palavra

Lucas começa o evangelho de hoje como terminou o texto do domingo passado: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir” (4,21). Todos os que estavam na sinagoga de Nazaré se admiravam das palavras cheias de sabedoria, proclamadas por Jesus.

Mas eles ainda não haviam descoberto a verdadeira identidade de Jesus, o Messias Servo enviado para manifestar a salvação de Deus a todos os povos. Assim, rejeitam o Cristo pobre e humilde: “Não é este o filho de José?” (4,22), pois esperavam um Messias poderoso.

Jesus, porém, dizia: “Vós repetireis o provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo. Faze também aqui, na tua terra, tudo o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum” (4,23). A advertência de Jesus é, sobretudo, por não acreditarem nele como o enviado de Deus para cumprir as promessas da salvação. A falta de fé e de acolhimento prefiguram seu destino final, como os profetas antigos: “nenhum profeta é bem recebido em sua terra”. Apesar da rejeição, Deus continua enviando seus mensageiros a serviço da libertação do povo oprimido.

A proposta libertadora de Jesus se estende a todos os povos e nações. Cafarnaum, que era uma cidade discriminada, porque ali viviam muitos gentios, aparece como modelo de adesão. Jesus fala dos milagres realizados pelos profetas Elias e Eliseu (cf. 1Rs 17,8-24; 2Rs 5, 1-19) a pessoas que não pertenciam ao povo de Israel. A viúva de Sarepta e Naamã, o sírio, receberam favores especiais de Deus por causa da fé. Assim, revela-se que a oferta divina da salvação em Cristo não se restringe a um determinado povo.

Em Jesus Cristo, Deus manifesta a sua bondade e compaixão a todas as pessoas indignadas. Sua rejeição chega ao extremo de tentar precipitá-lo do alto de uma colina. Mas, é impossível deter o processo de libertação: “Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho” (4,30). As forças opostas ao projeto de Deus não podem impedir a realização plena da missão salvífica de Cristo. A compreensão da proposta de abertura de Jesus a todas as pessoas é um caminho progressivo.

A primeira leitura apresenta a vocação profética de Jeremias, por volta do ano 627 antes de Cristo, no tempo do rei Josias. Salienta que o chamado surge a partir da experiência de Deus, o único Mestre que forma o ser humano, desde o inicio de sua existência. A voz do profeta é universal, pois Deus o consagra e o envia para falar em seu nome às nações.

Com a presença de Deus e a força de sua palavra, o profeta é impelido a atuar sem medo diante dos reis e de seus príncipes, dos sacerdotes e do próprio povo. “Não tenhas medo, porque estou contigo para te defender”. A certeza do apoio de Deus sustentou a luta constante de Jeremias para “arrancar e derrubar, para construir e plantar” (1,10).

O Salmo 71(70) expressa a confiança em Deus que salva e liberta. O salmista, em meio às perseguições, volta-se para o Senhor, porque nele encontra o apoio desde a juventude. O Senhor como “rocha protetora, abrigo seguro, amparo e refúgio”, guia o ministério dos que anunciam a sua justiça com fidelidade.

A segunda leitura, da primeira carta aos Coríntios, apresenta o amor “ágape” como o dom por excelência. Esse amor vai além da simples amizade e supera toda forma de egoísmo, pois foi derramado pelo Espírito em nossos corações (Rm 5,5).

As três afirmações idênticas (13,1-3) acentuam que se trata do amor oblativo, que dá sentido à vida dos que seguem a Cristo. A caridade ou amor tem a primazia até mesmo entre as três virtudes principais, conhecidas como “teologais”: fé, esperança e amor. Somente o amor permanece para sempre, pois “Deus é Amor”.

3. Atualizando a Palavra

Em Jesus, Deus cumpre a palavra e revela o seu amor na história humana: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir”. O projeto de Jesus encontra rejeições, desde o início, pois manifesta o significado universal de sua missão como Messias e Filho de Deus.

A oposição a Jesus e sua mensagem libertadora culminará com a sua morte na cruz. A sua palavra e o seu testemunho impelem a um compromisso radical com a transformação das injustiças deste mundo.

A Boa Nova de Jesus atinge outros povos, os gentios. Encontra rejeição para ser testemunhada da Galileia até Jerusalém e daí até os confins da terra, seguindo a narrativa de Lucas e Atos dos Apóstolos. Como Jesus, também os seus seguidores e as suas seguidoras enfrentam adversidade por causa da missão profética a serviço do Reino. A voz dos verdadeiros profetas continua sendo silenciada. Mas é necessário arriscar-se para proclamar a mensagem da salvação a todos os povos e nações.

O verdadeiro profeta não é acolhido, pois fala em nome de Deus e está comprometido com o seu projeto de vida plena para todos. Jeremias, chamado e consagrado, desde o ventre materno, segue a vontade de Deus e se coloca a serviço do Reino da justiça. Diante das dificuldades, ele deve permanecer firme como “uma coluna de ferro e um muro de bronze”.

Que a força da palavra de Deus nos envolva e nos liberte para estarmos sempre de prontidão, preparados, para anunciarmos a mensagem profética de esperança.

Prossigamos com Cristo o caminho de fidelidade ao Pai, através do amor que foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo. Esse amor, que “jamais passará”, leva a formar uma grande fraternidade universal, superando todas as formas de discriminação e privilégios. A comunidade eclesial, construída no amor de Deus, torna-se firme e inabalável para anunciar a salvação a todos as pessoas.

4. Ligando a Palavra com a ação eucarística

O Senhor nos reúne para celebrarmos o seu santo nome. Como reza a oração do dia, ele nos concede o dom de adorá-lo de todo o coração e de amar as pessoas com verdadeira caridade. Nele, por ele e com ele somos irmãos na busca e no esforço comum de superar preconceitos, divisões e desigualdades.

A comunidade, corpo do Senhor, participa de seu carisma profético, anuncia a sua Palavra, anuncia sua morte e proclama sua ressurreição e aguarda confiante sua vinda final.

Que a participação nas mesas da Palavra e da Eucaristia renove em nós a vocação profética. Que sejamos anunciadores da Boa Notícia e corajosa para denunciar todo tipo de injustiça, corrupção e pecado que destrói as pessoas.

O Senhor está conosco, não tenhamos medo, como Jesus, e sigamos nosso caminho, trilhando suas pegadas.

PRECES DOS FIÉIS

Presidente: Supliquemos a Deus, que nos dê a coragem profética, e que sejamos fiéis seguidores do evangelho.

1. Rezemos pelos irmãos e irmãs que sofrem perseguições por causa da fidelidade profética. Concedei-lhes, Senhor, a graça de testemunhar corajosamente tua proposta de amor ao mundo. Peçamos:

Todos: Deus da Vida, ouvi-nos!

2. Rezemos pelos irmãos e irmãs que vivem angustiados e a procura de conforto para suas vidas. Concedei-lhes, Senhor, a graça de encontrarem refúgio em Ti e seja para estes irmãos e irmãs proteção e segurança. Peçamos:

3. Rezemos por todos que neste mundo se dedicam a profetizar falando a linguagem da caridade. Concedei-lhes, Senhor, a perseverança em suas atividades e a todos nós aqui reunidos, a graça de crescer sempre mais na caridade cristã. Peçamos:

4. Rezemos pelos que trabalham e servem em nossa Igreja, mas não são compreendidos e tantas vezes são criticados. Concedei-lhes, Senhor, a graça de passar por esta difícil provocação e continuar fielmente o caminho, a exemplo de Jesus. Peçamos:

5. Rezemos pelos enfermos de nossas comunidades, sejam estes: bispos, presbíteros, religiosas e religiosos, leigas e leigos, para que ofereçam na cruz de Cristo suas enfermidades e dores. Peçamos:

(Outras intenções)

Presidente: Senhor, Deus da esperança, enviai à tua Igreja profetas que sejam verdadeiros missionários e defensores da salvação universal. Por Cristo, nosso Senhor.

Todos: Amém.

III. LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS:

Presidente: Para vos servir, ó Deus, depositamos nossas oferendas em vosso altar; acolhei-as com bondade, a fim de que se tornem o sacramento da nossa salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

Todos: Amém.

ORAÇÃO PÓS-COMUNHÃO:

Presidente: Renovados pelo sacramento da nossa redenção, nós vos pedimos, ó Deus, que este alimento da salvação eterna nos faça progredir na verdadeira fé. Por Cristo, nosso Senhor.

Todos: Amém.

V. RITOS FINAIS

BÊNÇÃO E DESPEDIDA:

Presidente: Que o Senhor os guie no trabalho do anúncio da Palavra de seu Filho, cobrindo-os com sua bênção.

Todos: Amém.

Presidente: (Dá a bênção e despede todos).

CALENDÁRIO DE POSSES - FEVEREIRO

02/02 – Missa e Posse, Pe. Sérgio, às 19h, na Paróquia Bom Jesus, em Leme, SP.

03/02 – Missa e Posse, Pe. Alquermes, às 19h, na Paróquia Imaculado Coração de Maria, Limeira, SP.

06/02 – Missa e Posse, Pe. Helton, às 19h30, na Paróquia Santa Rita, em Leme, SP.

07/02 – Missa e Posse, Pe. Marcelo Fagundes, às 19h30, na Paróquia Bom Jesus, em Americana, SP.

08/02 – Missa e Posse, Pe. Diego Rodrigo, às 19h30, na Paróquia São Sebastião, em Limeira, SP.

09/02 – Missa e Posse, Pe. Fabio Trajano Ribeiro, às 19h00, na Paróquia São Francisco de Assis, em Pirassununga, SP.

10/02 – Missa e Posse, Pe. Diego Fernando, às 08h00, na Paróquia Imaculada Conceição, em Santa Cruz da Conceição, SP.

10/02 – Missa e Posse, Pe. Ricardo Araújo, às 19h00, na Paróquia Santa Luzia, em Limeira, SP.

14/02 – Missa e Posse, Pe. Robert Landgraf, às 19h30, na Paróquia N. Sra. de Fátima, em Araras, SP.

15/02 – Missa e Posse, Pe. Murilo Vendite, às 19h30, na Paróquia São Sebastião, em Leme, SP.

16/02 – Missa e Posse, Pe. Gilson Fernandes, às 17h00, na Paróquia N. Sra. Auxiliadora, em Americana, SP.

17/02 – Missa e Posse, Pe. Tiago Moreira, às 08h00, na Paróquia São Benedito, em Cosmópolis, SP.

17/02 -  Missa e Posse, Pe. Danilo Rodrigues, às 19h00, na Paróquia São Jerônimo, em Americana, SP.

20/02 – Missa e posse, Pe. Luís Casimiro, às 19h30, na Quase-paróquia Santo Amaro, em Nova Odessa, SP.

21/02 – Missa e posse, Pe. Nilson Freire Alves, às 19h30, na Paróquia Santa Rita de Cássia, em Pirassununga, SP.

22/02 – Missa e posse, Pe. Thiago da Cruz, às 19h30, na Quase-paróquia Santa Rita de Cássia, Americana, SP.

23/02 – Missa e posse, Pe. Ciro Sinotti Bido, às 18h30, na Paróquia São Benedito, Limeira, SP.

24/02 – Missa e posse, Pe. Marcos Theodoro, às 08h30, na Paróquia São Marcos, em Limeira, SP.

24/02 – Missa e posse, Pe. Osmar Mendes Athayde, 19h00, na Quase-paróquia São Pedro, em Pirassununga, SP.

27/02 – Missa e posse de administrador paroquial, Pe. Cassio, às 19h30, na Quase-paróquia Santa Teresinha, em Nova Odessa, SP.

28/02 – Missa e posse do Pe. Jonathan Kaio de Melo, às 19h30, na Paróquia São Benedito, em Americana, SP.

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