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1º Domingo da Quaresma

“A vitória no deserto pré-anuncia o triunfo pascal”

Leituras: Deuteronômio 26, 4-10; Salmo 90 (91), 1-2.10-11.12-13.14-15; Carta de São Paulo aos Romanos 10, 8-13; Lucas 4, 1-13.

COR LITÚRGICA: ROXA

Animador: No início de nossa caminhada quaresmal, o Espírito nos conduz, com Jesus, ao deserto e vai nos ensinar como superar as tentações do ter, do poder e do prazer. Esse caminho passa pela escuta da Palavra de Deus e requer penitência e através dela temos o perdão de Deus. Nesse tempo em preparação para a Páscoa do Senhor, façamos o caminho penitencial que nos levará a celebrar onde a vida vence a morte. 

1. Situando-nos

O sagrado do tempo da Quaresma caracteriza-se pela vivência profunda do mistério da Paixão do Senhor. Na Quarta-feira de Cinzas iniciamos a caminhada quaresmal em direção à celebração da Páscoa de Jesus e nossa.

Para as comunidades cristãs, a caminhada quaresmal se apresenta como um tempo de graça em que o próprio Deus, por seu Filho e no Espírito Santo, nos fortalece na fé e nos educa para o verdadeiro sentido da vida, o qual irrompe definitivamente na Páscoa.

A Quaresma, que nos conduz à celebração da Santa Páscoa, é um tempo litúrgico muito rico e importante que requer ser vivido com o devido empenho pela prática da caridade, da oração e da escuta da Palavra de Deus.

O Primeiro Domingo da Quaresma é conhecido pelo “domingo das tentações”. Jesus está sujeito à tentação e morte por solidariedade à humanidade. Solidariedade nos sofrimentos que se transforma em sinal de vitória do próprio Jesus sobre as tentações e sobre a morte, vitória que artilha com todos aqueles que creem n’Ele (Cf. CNBB. Diretório Homilético. Brasília: Edições CNBB, 2015, n.62).

A liturgia deste Primeiro Domingo da Quaresma quer nos recordar que a aliança que Deus fez conosco é eterna. Pois eterna é a sua misericórdia.

2. Recordando a Palavra

O primeiro domingo da Quaresma é tradicionalmente conhecido como o “domingo das tentações de Jesus”. Mas, o que nos diz o evangelho de São Lucas reservado para este dia? Após o batismo nas águas do rio Jordão, Jesus, o Filho querido de Deus, é conduzido pelo Espírito ao deserto, onde será provado pelo tentador. 1

A narração se constitui num diálogo em três cenários. O tentador se empenha na argumentação sedutora do caminho que leva ao sucesso fácil, ao poder e ao prestígio espetacular. Jesus se opõe por uma opção de fé e de fidelidade radical a Deus. Ele se revela o “Filho de Deus” não mediante o privilégio do “milagre fácil”, do sucesso garantido ou da proteção segura, mas mediante a obediência ao projeto do Pai até as últimas consequências, até a cruz. O tentador representa aqui as forças articuladas, visando afastar Jesus do projeto que o Pai lhe havia confiado.

Mas o Filho de Deus, repleto do Espírito e consciente de sua missão, não se deixa envolver e nem enganar pelas propostas do tentador. Fiel ao Espírito que o conduziu ao deserto, Jesus não se deixa persuadir pelas propostas sedutoras do diabo. Assim, como foi para Jesus, igualmente para os discípulos a vida é deserto e tentação, isto é, oportunidade para confirmar a fidelidade ao Senhor.

A primeira leitura (Dt 26, 4-10) é um texto litúrgico próprio da “festa das primícias”. “Agora trago os primeiros frutos da terra que tu me deste, Senhor”. Na oferta ritual das primícias da terra, Israel é convidado a fazer uma profissão de fé, evidenciando a benevolência gratuita do Senhor que, com seu braço forte, conduziu Israel da escravidão para a liberdade, do deserto para a terra fértil. Credo que não consiste tanto em proclamar quem Deus é, quanto fazer memória de sua ação libertadora.

A oferenda cultual ressalta a resposta do povo face à ação benéfica de Deus. A aliança de Israel com o Senhor será alimentada por esta memória e por ela nutrirá a certeza de que a Palavra de Deus é fiel. Nossa caminhada quaresmal é uma oportunidade para renovarmos a memória da ação salvadora de Deus (1ª Leitura).

O salmista assume a experiência de quem foi amparado e encorajado pelo Senhor na hora da perseguição. “Ao invocar-me, hei de ouvi-lo e atendê-lo, e a seu lado estarei em suas dores” (Sl 90/91, 15). Por este canto a assembleia expressa sua confiança no Senhor que é abrigo e proteção.

A palavra do apóstolo Paulo, dirigida às comunidades cristãs de Roma (Rm 10, 8-13), nos coloca no centro da fé Cristã: o reconhecimento que Cristo é o Senhor e ...”. A fé cristã que brota da adesão profunda e integral, por palavras e ações, é o Filho do Deus verdadeiro, que atua na história em favor da salvação de seu povo (2ª Leitura).

3. Atualizando a Palavra

Depois de ser batizado nas águas do rio Jordão e ser publicamente proclamado como o “Filho amado de Deus”, Jesus é “conduzido pelo Espírito ao deserto”. Mais do que lugar geográfico, o deserto é oportunidade de prova e de afirmação da fidelidade à missão. O deserto lembra o tempo da gestação do projeto de Deus para o povo do Antigo Testamento. No deserto os israelitas forjaram, com sofrimento, um projeto de sociedade alternativa, em que todos pudessem usufruir da vida em liberdade (Cf. BORTOLINI, Pe. José. Roteiro Homiléticos, Anos A,B, C, festas e solenidades. São Paulo: Paulus, Editora, 2006, p.525).

O tentador se mostra habilidoso na arte de induzir Jesus a falsificar a sua missão e sua relação com Deus, manipulando-o ao seu serviço. Contudo, o Mestre rechaça as propostas do tentador, ratificando sua determinação de se entregar até as últimas consequências, obediente à vontade do Pai, e de cumprir sua missão segundo o projeto que lhe fora confiado.

O Papa Francisco explica o método de Jesus perante as tentações: “Ele não dialoga com Satanás. Jesus sabe bem que com Satanás não se pode dialogar, porque é muito esperto. Por isto, Jesus, em vez de dialogar como tinha feito Eva, escolhe refugiar-se na Palavra de Deus e responde com a força desta Palavra. ‘No momento da tentação, das nossas tentações, nada de argumentos com Satanás, mas sempre defendidos pela Palavra de Deus! E isto nos salvará’.

Nas suas repostas a Satanás, o Senhor, usando a Palavra de Deus, recorda-nos, antes de tudo, que ‘não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus’; e isto nos dá força, apoia-nos na luta contra a mentalidade mundana que reduz o homem ao nível das necessidades primárias, fazendo-o perder a forme daquilo que é verdadeiro, bom e belo, a fome de Deus e de seu amor” (Papa Francisco. Mensagem do Ângelus, dia 10 de março de 2014)

A Quaresma é tempo de graça para renovarmos a memória por uma intensa leitura e meditação da Palavra de Deus, do agir libertador do Senhor em nossa vida pessoal, familiar e social. É tempo de intensificar a caminhada com o Mestre até Jerusalém, dando-nos conta das exigências do seu seguimento.

Naturalmente, a conversão quaresmal só é possível se tivermos a coragem de nos confrontarmos com a Palavra de Deus. Palavra que deve encontrar acolhida e moradia em nós, fazendo calar a voz dos “ídolos” que nos envolvem e atordoam. Conversão que significa nos alienar de nossos insignificantes e confusos projetos para assumir algo mais radical e original que nos conduza à proclamação, com todo o nosso ser, de que Jesus, vencendo as tentações do deserto, triunfará também na definitiva e última tentação da Cruz. “A penitência é, no fundo, saudade de nossa autêntica grandeza” (PRONZTO A. Palavra de Dios, comentário a las três lecturas Del domingo, Ciclo C. Salamanca: Ed. Sígueme. 1999. p.27).

4. Ligando a Palavra com a ação eucarística

A Quaresma é um rico tempo de caminhada para a Páscoa, motivados pela palavra e unidos aos sentimentos de Jesus Cristo, convidando-nos à oração, ao amor misericordioso de Deus e à solidariedade fraterna. No encontro celebrativo da comunidade de fé, memorial da presença do Senhor, somos alimentados para prosseguir no caminho que conduz à vitória definitiva.

“O sacerdote receberá de tua mão a cesta e a colocará diante do altar do Senhor teu Deus” (Dt 26,4). Na celebração a comunidade apresenta sua oferta de vida feita de trabalho, sofrimentos e vitórias. Reconhece que tudo vem de Deus e que tudo a ele retorna na aliança e na ação de graças. Quem preside proclama: “Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo pão que recebemos de vossa bondade, e para nós se vai tornar pão da vida” (Oração da apresentação dos dons).

O sacerdote, na oração sobre as oferendas pede a Deus “que o nosso coração corresponda a estas oferendas com as quais iniciamos nossa caminhada para a Páscoa” (Oração sobre as oferendas).

A vitória de Jesus sobre as seduções do tentador no deserto, antecipando o triunfo pascal, é o grande motivo da ação de graças ao Senhor, nosso Deus. Em nome da Igreja reunida pelo Espírito, o presbítero inicia a Oração Eucarística, proclamando: “Vós acolheis nossa penitência como oferenda à vossa glória. O Jejum e a abstinência que praticamos, quebrando nosso orgulho, nos convidam a imitar vossa misericórdia, repartindo o pão com os necessitados” (Prefácio da Quaresma, III).

PRECES DOS FIÉIS

Presidente: Como Jesus confiou plenamente em Deus e permaneceu fiel até o fim da tentação, vamos colocar nas mãos do Pai toda nossa vida e confiança. Digamos a uma só voz:

Ouvi-nos, Senhor.

1. Para todas as pessoas de nossa comunidade, para que, ao iniciar seu itinerário quaresmal, se prepare de corpo e alma para a Solenidade da Páscoa, através da oração, rezemos ao Senhor.

2. Para que nenhuma pessoa nessa terra coloque seus recursos a favor daquilo que traz morte e divisão na sociedade, mas que, juntos possam favorecer o crescimento comum da humanidade, rezemos ao Senhor.

3. Para que todas as pessoas que se sentem oprimidas por regimes econômicos ou políticos, que visam dilacerar a liberdade e autonomia do ser humano, possam hoje e sempre, recuperar sua unidade e independência, rezemos ao senhor.

Presidente: Senhor nosso Deus, ouvi a preces do vosso povo e os conduza a vida eterna.

Todos: Amém!

III. LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS:

Presidente: Fazei, ó Deus, que o nosso coração corresponda a estas oferendas com as quais iniciamos nossa caminhada para a Páscoa. Por Cristo, nosso Senhor.

Todos: Amém.

ORAÇÃO PÓS-COMUNHÃO:

Presidente: Ó Deus, que nos alimentastes com este pão que nutre a fé, incentiva a esperança e fortalece a caridade, dai-nos desejar o Cristo, pão vivo e verdadeiro, e viver de toda a palavra que sai de vossa boca. Por Cristo, nosso Senhor.

Todos: Amém.

V. RITOS FINAIS

BÊNÇÃO E DESPEDIDA:

Presidente: Deus, Pai de misericórdia, conceda a todos vocês como concedeu ao filho pródigo, a alegria do retorno à casa.

Todos: Amém.

Presidente: O Senhor Jesus Cristo, modelo de oração e de vida, os guie nesta caminhada quaresmal a uma verdadeira conversão.

Todos: Amém.

Presidente: O Espírito de sabedoria e fortaleza os sustente na luta contra o mal para poderem com Cristo celebrar a vitória da Páscoa.

Todos: Amém.

Presidente: (Dá a bênção e despede todos).

MARÇO:

08/03 – Missa e posse de administrador paroquial, Pe. Antônio Marcos Moreira, às 19h30, na Quase-paróquia Santa Luzia, em Pirassununga, SP.

10/03 – Missa, e posse Pároco, Pe. Diego Fabian, às 8h30, na Paróquia Santa Gertrudes, Cosmópolis, SP.

13/03 – Missa de Inauguração da Capela de Santa Luzia, às 19h30, em Santa Cruz da Conceição, SP.

15/03 - Investidura de novos ministros, às 19h30, no Santuário São Sebastião, em Porto Ferreira, SP.

16/03 – Benção no encontro da Pastoral Familiar, às 17h, no CDL, em Limeira, SP.

19/03 - Missa de aniversário do seminário maior, às 17h30, em Campinas, SP.

22/03 – Missa e posse de pároco, Pe. Antônio Marcos Venezian, às 19h30, na Paróquia São Francisco de Assis, Americana, SP.

29/03 – Missa e posse de pároco, Pe. Marcos Daniel, às 19h30, na Paróquia Nossa Senhora do Carmo, em Americana, SP.

30/03 - Missa e Crisma na Paróquia Santa Luzia, às 19h30, em Limeira, SP.

31/03 - Crisma na Paróquia Jesus Crucificado, às 09h00, em Iracemápolis, SP.

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