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Como realizar a Procissão Inicial da Celebração Eucarísitica de maneira mistagógica - Parte I

Olá amigos e amigas!

Que alegria estarmos juntos para mais uma reflexão da nossa Sagrada Liturgia.

Estamos refletindo sobre a Procissão Inicial da Celebração Eucarística. Depois de colocar o que a Igreja diz sobre ela, vamos, agora, refletir sobre a maneira de realizá-la de maneira mistagógica.

Então esta será a nossa reflexão: COMO REALIZAR A PROCISSÃO INICIAL DA CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA DE MANEIRA MISTAGÓGICA. Vamos repartir esta reflexão em várias partes, por isso, hoje, faremos a Parte I.

Antes de tudo precisamos subjetivar a objetividade do rito. Para realizar isto é preciso saber o significado de seus símbolos, para que possamos saboreá-los com toda a mística, pois a liturgia não consiste apenas em compreender o que celebramos, mas vive-la com toda a intensidade. É preciso entrar no mistério celebrado.

Vamos apenas analisar alguns símbolos e sem ter a pretensão de esgotar o seu significado, pois o símbolo não se explica, cada um vai experimentá-lo de acordo com sua vivência e expectativa do que celebra, sem cair no subjetivismo.

CAMINHAR

O povo de Deus a caminho da terra prometida reúne-se, numa pausa do caminho para celebrar a caminhada e alimentar-se com o pão do céu.

A procissão de entrada consiste num caminhar do presidente com outros ministros em direção ao altar. Caminhar para o altar, mostra a disponibilidade de vir participar do mistério.

O sacerdote que preside prossegue com as palmas das mãos juntas, com os outros ministros que entram sem levar nada nas mãos. Um andar significativo, que faz memória do homem viandante, da Igreja a caminho da casa do Pai.

Os fiéis tomam consciência da ação que está começando e são introduzidos no mistério do tempo litúrgico, convidados a se reconhecerem como assembléia itinerante em busca de Cristo simbolizado pelo altar.

É uma caminhada escatológica, que de certo modo, transcende a si mesma e avança para a meta proposta. É uma comunidade que se sente peregrina. Não é uma alienação, mas expressão de que viajamos com esperança, com os pés no “hoje e aqui”, convencidos de que o Cristo caminha conosco como em Emaús (Lucas 24, 13-48).

Este caminhar no início da celebração eucarística “evocará as caminhadas do dia-a-dia na vida concreta, passando pelas ruas, fábricas, hospitais, lazeres... e lembrará uma humanidade em seguimento do Cristo, a ‘caminho da casa do Pai’”. (CNBB, Doc 2, 2.2.1).

Esta caminhada de entrada poderá ser feita de várias maneiras:

  • com a equipe de celebração;
  • com cartazes, símbolos sinais;
  • com velas, cruz, Evangeliário, incenso
  • com os aniversariantes do dia (semana);
  • com mães ou pais (dia das mães, dia dos pais)
  • com coreografia, dança (CNBB, Doc. 43, 241);
  • com ramos, círio pascal, bandeira do padroeiro, numa festa do santo, água benta (CNBB, Doc. 43, 240)
  • com crianças, para sentir melhor o vínculo de comunhão que se estabelece (Diretório para Missas com Crianças, 34);
  • com pessoas que irão ter uma participação especial naquela celebração: os confirmandos, os que irão fazer a profissão religiosa, os que serão ordenados, os que irão receber o matrimônio.

Tomar muito cuidado com o símbolo que irá entrar, pois ele deve significar algo naquela celebração, representar a comunidade reunida, e que seja entendido por todos, do contrário será um significante que não levará a nenhum significado.

Salienta que o presidente é o sinal visível de Cristo, verdadeiro Sacerdote, ao qual nos uniremos, e que desde agora recebemos com honra; e que neste momento é constituída a comunidade para celebrar a Eucaristia.

Além deste movimento externo podemos também, de um modo mistagógico, fazer um movimento interno, de um modo espiritual. Será um “deslocamento interno”. Seria a nossa conversão interna, já que conversão é ir de um lugar a outro, é deslocamento, é passar do mal para o bem, é mudança. E mudança supõe sair de um lugar e ir para o outro. A Eucaristia supõe uma conversão interna para depois ser externa. É a procissão de entrada que acontece dentro de mim.

Até mais...

 

Pe. Ocimar Francatto

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