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Vigília Pascal - Mãe de todas as Vigílias

“Mergulhados no Cristo, tornamo-nos filhos no Filho”

Leituras:

Primeira Leitura: Gênesis 1, 1-2,2 (ou 1, 1.26-31a);

Salmo responsorial Sl 103 (104), 1-2a.5-6.10.12.13-14.24.35c ou (33), 4-5.6-7,12-13.20.22;

Segunda Leitura: Gênesis 22, 1-18;

Salmo Responsorial: Sl 15 (16), 5, 8.9-10.11;

Terceira Leitura: Êxodo 14, 15-15,1ª;

Salmo Responsorial: Cant. Êxodo 15, 1b-2.3-45-6.17-18;

Quarta Leitura: Isaías 54, 5-14;

Salmo Responsorial: Sl 29 (30), 2.4.5-6.11.12a.13b;

Quinta Leitura: Isaías 55, 1-11;

Salmo Responsorial: Isaías 12, 2-3.4bcd.5-6);

Sexta Leitura: Baruc 3,9-15.32-4,4;

Salmo Responsorial: Sl 18b (19), 8.9.10.11;

Sétima leitura: Ezequiel 36,16-17a.18-28;

Salmo Responsorial: Sl 41 (42), 3.5bcd+42,3-4;

Epístola: Romanos 6, 3-11;

Salmo Responsorial: Sl 117 (118), 1-2,16ab-17.22-23;

Evangelho: Lucas 24, 1-12.

COR LITÚRGICA: BRANCA OU DOURADA

ACOLHIDA

A assembleia se reúne fora da Igreja, junto ao fogo aceso. Enquanto as pessoas vão chegando, a equipe de canto entoa hinos ou refrãos orantes que falem de luz. A mesa da Palavra, o Círio Pascal, a pia batismal e o altar devem estar bem ornamentados. O dirigente 1 acolhe a assembleia e dá o sentido da celebração desta noite.

Presidente: Meus irmãos e minhas irmãs, nesta noite santa, em que nosso Senhor Jesus Cristo passou da morte à vida, a Igreja convida os seus filhos dispersos por toda a terra a se reunirem em vigília e oração. Se comemorarmos a Páscoa do Senhor ouvindo a sua Palavra e celebrando os seus mistérios, poderemos ter a firme esperança de participar do seu triunfo sobre a morte e de sua vida em Deus.

Animador: Neste momento o Presidente irá benzer o fogo, que simboliza Cristo, que saindo do sepulcro vai ao encontro de sua glória. É a luz que ilumina e nos faz ver, sinal de Cristo que disse ser a verdadeira “luz do mundo”.

BÊNÇÃO DO FOGO

Presidente: Ó Deus, que pelo vosso Filho trouxestes àqueles que crêem o clarão da vossa luz, santificai + este novo fogo. Concedei que a festa da Páscoa acenda em nós tal desejo do céu, que possamos chegar purificados à festa da luz eterna. Por Cristo, nosso Senhor!

Todos: Amém.

O presidente da celebração prepara o Círio conforme o costume e o acende, dizendo: "A luz de Cristo ressuscitado dissipe as trevas de nossos corações e de toda a humanidade".

Animador: Agora será preparado o Círio Pascal. O Círio Pascal representa Cristo vivo e ressuscitado, revestido de luz, aquele que, na noite do mundo, caminha à frente do seu povo e ilumina a vida do povo e da comunidade.

Presidente: Cristo ontem e hoje Princípio e Fim A e Z A Ele o tempo e a eternidade a glória e o poder pelos séculos sem fim. T.: Amém.

Por suas santas chagas, suas chagas gloriosas o Cristo Senhor nos proteja e nos guarde. T.: Amém.

Animador: Agora o Presidente acende o Círio Pascal no fogo novo que foi abençoado a poucos instantes.

Presente: Irmãos e irmãs, porque nosso Senhor Jesus Cristo é a luz do mundo, nós somos chamados também a ser luz e a viver na luz do Círio Pascal. Caminhemos iluminados pela luz de Cristo.

PROCISSÃO DO CÍRIO

Todos acendem suas velas no Círio e inicia-se a procissão. O dirigente 1 segue à frente levando o Círio e em três momentos canta o refrão, que todos repetem.

Presidente: EIS A LUZ DE CRISTO.

T.: Demos graças a Deus (bis).

Animador: Vamos seguir a procissão com o Círio Pascal e nele acender as nossas velas. A celebração do Lucernário é a grande proclamação da Páscoa Cósmica. Envolvidos na noite de um mundo sem luz, a Igreja proclama o brilho da Luz divina a todo o universo, fruto da ressurreição de Jesus. Luz que significa nascimento na vida nova e plenamente envolvida no amor divino. Envolvidos e iluminados pela luz divina, caminhamos seguindo a luz de Cristo e, uma vez iluminados pela ressurreição do Senhor, clareamos o mundo com a luz da vida nova e plena da ressurreição do Senhor. (A Igreja fica toda apagada e só o Círio Pascal vem aceso do fundo da Igreja)

PROCISSÃO DO CÍRIO

Todos acendem suas velas no Círio e inicia-se a procissão. O dirigente 1 segue à frente levando o Círio e em três momentos canta o refrão, que todos repetem.

Pres.: EIS A LUZ DE CRISTO.

T. Demos graças a Deus (bis).

PROCLAMAÇÃO DA PÁSCOA

Animador: (Depois que o Círio Pascal já estiver no presbitério no pedestal e for incensado):

Iremos agora ouvir a Proclamação da Passagem, que é um canto proclamativo que anuncia a ressurreição de Jesus.

Chegando ao local da vigília, estando a Igreja com as luzes apagadas, o Círio é colocado em local preparado e é incensado. Um cantor e uma cantora entoam a proclamação da Páscoa ("Exulte"). Todos mantêm suas velas acesas. Segue a liturgia pascal. A seguir a reflexão da Palavra proclamada nesta Noite santa da Páscoa.

REFLEXÃO DA VIGÍLIA PASCAL

1. Situando-nos

A Vigília Pascal é a celebração da Ressurreição por excelência. Seu caráter de vigília não se refere a preparação da festa, mas tem raízes na celebração da vigília dominical, presente na origem do culto cristão, em que se começa a celebrar o Dia do Senhor ainda no sábado, desembocando no amanhecer do Domingo. A Vigília Pascal, portanto, não é “vigília” à espera de uma festa, mas a própria festividade; a mais importante que ocorre no Domingo de Páscoa. A solenidade do terceiro dia do Tríduo Pascal.

A celebração da Vigília Pascal consta de quatro momentos que costumamos designar como: Liturgia da Luz, Liturgia da Palavra, Liturgia Batismal e Liturgia Eucarística.

2. Recordando a Palavra

Como proposta da Liturgia da Palavra nesta Vigília, temos a proclamação evangélica, deste ano, tirada do texto de Lucas (Lc 24, 1-12). Salta à vista a descrição dos fatos oferecida pelo evangelista. Lucas não se contenta em afirmar a ressurreição do Senhor, mas faz questão de narrar a desolação das mulheres que vão ao sepulcro e não encontram o cadáver de Jesus.

O fato as confunde. O anúncio dos dois homens vestidos com roupas brilhantes não esclarece o fato do sumiço do corpo, mas dissipa a confusão na mente das discípulas: “Porque estais procurando entre os mortos aquele que está vivo?”. A questão é muito bem colocada. As circunstâncias da violência que deram contorno ao acontecimento da paixão, o sofrimento do Mestre, tido por elas como acontecimento da paixão, o sofrimento do Mestre, tido por elas como inocente, a frustração de um futuro novo anunciado pelo rabi Jesus lhes oculta o evento fundamental.

Para que se abram à fé, é preciso que retomem a Palavra de Deus, que recordem a História da Salvação da qual tomaram parte na companhia de seu Autor: “Lembrai-vos do que ele vos falou, quando ainda estava na Galileia [...] O Filho do Homem deve ser entregue nas mãos dos pecadores, ser crucificado e ressuscitar ao terceiro dia. Então as mulheres se lembraram das palavras de Jesus”. Para experimentar a páscoa de Cristo é preciso enxergar-se, deixar-se envolver pela História da Salvação.

Por essa razão, o conjunto de textos bíblico-litúrgicos, desta “noite mil vezes feliz”, conduz os fiéis à experiência de pertença a História da Salvação, desde os seus albores na criação até sua plenitude com a Páscoa de Jesus. De modo pedagógico e também pedagógico, somos conduzidos pelas diversas cenas que remetem ao relacionamento amoroso entre Deus e o seu povo que se revela nos dramas do povo Israelita como símbolo das tramas da vida humanidade inteira. É importante, portanto, entrever através dos diversos textos uma “linha do tempo”, não em sentido cronológico, mas no que se refere ao ritmo de Deus, unindo-se ao caminhar de suas criaturas.

As orações sálmicas recolhem de maneira bastante clara estes passos que o Senhor deu em sua caminhada, tornando-se parceiro do povo de Israel. Estes textos, por sua vez, não só nos ajudam na interpretação dos textos bíblico-litúrgicos que os antecedem como, sobretudo, nos fazem enxergar já, no Antigo Testamento, a presença salvadora do Cristo tido por nós como princípio e fim de todas as coisas. Assim, seguindo algumas pistas preciosas espalhadas nestas orações, podemos perceber que a Páscoa de Cristo supera em importância a criação do mundo, porque realiza o novo nascimento de todas as criaturas (Cf. Sl 103 e Oração Sálmica correspondente).

É desejo antigo de Deus contemplar o ser humano não apenas como criatura, mas como filho amado, o que pelo mistério da Páscoa se faz verdade; um dado importante, é que pela Páscoa de Cristo opera-se uma inversão: o relato de Gênesis diz da oferta de Abraão a Deus – o seu filho amado; agora, é o próprio Deus que nos oferece seu filho como prova do grande amor que nos tem: é neste acontecimento que se radica nossa qualidade de povo convocado a viver como filho de Deus (Cf Sl 15 e Oração Sálmica correspondente).

A terceira leitura, expressa simbolicamente a festividade de hoje. Por isso, não pode ser excluída – numa eventual escolha entre as leituras – por motivos pastorais. Juntamente com Ex 15, 1ss –que assume o lugar do Salmo Responsorial – indica-se aquela libertação fundamental que Deus opera em seu povo para que assuma a qualidade de povo eleito e, a seu tempo, renasça pela água e pelo Espírito.

Povo eleito, filho amado, nova nação, reservada por Deus, como sinal para todos os povos de que Deus enxerga a todos como Pai e os trata como filhos. As leituras que seguem, com seus respectivos salmos, serão todas interpretadas tendo como horizonte a adoção filial que Deus realiza por meio das águas do batismo.

A carta aos Romanos oferecerá a grande síntese da História da Salvação: em Cristo, o ser humano velho – identificado como uma criatura corrompida pelo pecado – morre e renasce para uma nova vida totalmente voltada para o Criador, tal qual a vida de Jesus. O termo grego symphytos utilizado por Paulo, em sua carta, para falar da identificação entre o fiel batizado e Cristo abrange o sentido daquilo que cresceu junto e cuja união é indissolúvel (Cf. Symphytos in. SCHNEIDER, Gerhard, BALZ, Horts, Diccionario Exegético Del Nuevo Testamento. Volumen. Salamanca: Ediciones Sígueme, 2002. P. 1546).

De fato, no que se aplica aos fiéis e a sua participação na História da Salvação, guiados pela Palavra de Deus através dos tempos, eles foram crescendo, amadurecendo e unindo-se ao seu Senhor até chegar o tempo propício da encarnação e páscoa do Verbo. Agora, esta união é indissociável porque os cristãos se associaram (para usar um termo mais caro à tradição), ou seja, “foram enxertados em Cristo” por sua morte e ressurreição significada no mistério batismal.

3. Atualizando a Palavra

É verdade que, de modo bem semelhante ao que ocorreu às mulheres diante do sepulcro, os acontecimentos da vida nem sempre nos parecem fáceis de interpretar, de modo que através deles reconheçamos a páscoa de Cristo nos envolvendo.

Ao nos depararmos com a crueza da violência urbana, a rapidez com que as pessoas são destruídas pelo uso do crack nas grandes cidades, a luta interminável dos povos indígenas de nosso país em conseguir seu pedaço de chão para sobreviver, a perseguição daqueles que se opõem ao seu lado, a corrupção institucionalizada no setor político-financeiro .... Tudo o que contemplamos com nossos olhos não parece testemunhar a vitória de Cristo sobre a morte. Parece que estamos a procurar entre os mortos aquele que está vivo.

Somente quando nós reconhecemos dentro da História da Salvação e percebemo-nos indissoluvelmente identificados com o Cristo a vislumbrar a Páscoa. É interessante verificar que o relato de Lucas, na bíblia, não termina com a admiração de Pedro voltando para sua casa. Na bíblia, segue-se com o episódio de Emaús – previsto para ser proclamado na celebração vespertina do Domingo da Páscoa – e na conclusão deste uma citação de que o Senhor havia se manifestado a Simão.

Mas a Liturgia desta Vigília, de maneira proposital, nos deixa com aquele mesmo suspense, com aquele mesmo ar de surpresa como se estivéssemos à espera da visita do Senhor, de maneira que ele se mostre para nós que, às vezes, só conseguimos perceber os indícios da morte, pois como Pedro, vemos apenas os lençóis (Cf. Lc 24, 12).

4. Ligando a Palavra com ação litúrgica

A liturgia batismal, que se segue à Liturgia da Palavra, serve para nós de cumprimento de tudo quanto fora anunciando antes. Da palavra passamos ao gesto de sermos mergulhados nas águas primordiais, recordando que fomos e somos identificados com Cristo. Tudo o que as orações apresentam, portanto, se contempla de fato no interior da Igreja que rejuvenesce sob à luz do Círio Pascal.

A Oração do Dia resume muito bem este acontecimento e o exprime como súplica: “Ó Deus que iluminai esta noite santa, com a glória da ressurreição do Senhor, despertai na vossa Igreja o espírito filial para que, inteiramente renovados, vos sirvamos de todo o coração”.

Ao recordar o batismo na Noite Santa – e  mais especialmente, ao iniciar novos homens e mulheres à fé caso haja celebração do batismo de adultos – a dinâmica da filiação é assumida conscientemente pelos fiéis em oração. Nos ritos que compõem esta Liturgia é possível distinguir claramente, pelos gestos e preces, como os fiéis já batizados renovam sua condição de liberdade perante o pecado e a morte e manifestam sua adesão ao Corpo de Cristo com o qual serão nutridos, logo depois, na Liturgia Eucarística, de modo que este enxerto no Senhor não só perdure, mas tenha vitalidade.

É isso que a oração depois da comunhão suplica ao Senhor: que os sacramentos pascais, que saciaram a assembleia dos fiéis, lhes permitam permanecer unidos no amor de Deus, que Cristo, por sua morte e ressurreição, deu a todos oportunidade de participar, derramando sobre ela o seu Espírito.

ORAÇÃO DOS FIÉIS

Presidente: Na noite que Deus demonstra sua força e seu poder com a vitória sobre a morte para nos conceder a vida plena, elevemos nossas preces aos céus.

1. Senhor do céu e da terra, vós que sois a fonte de toda a vida;

Todos: Fortalecei a Igreja para que nunca se canse de promover a vida plena no mundo.

2. Vós que ofereceis a vida plena pela ressurreição de vosso Filho Jesus;

Todos: permanecei com aqueles que receberam o Batismo para que sejam testemunhas vivas da ressurreição de Cristo em suas comunidades.

3. Vós que enviastes vosso Filho para nos trazer o dom da fraternidade e da paz;

Todos: olhai nosso mundo que destrói a vida pelo aborto, pela eutanásia, pelas drogas, pelas guerras e com tantas formas de violência.

4. Vós que nos concedeis a alegria de celebrar mais uma Páscoa;

Todos: iluminai nossa comunidade com a luz da ressurreição de Jesus para que possamos ser fiéis ao vosso projeto salvador.

(Outras intenções)

Presidente: Nós vos agradecemos, ó Pai a alegria de poder participar da vida plena que vós nos ofereceis pela ressurreição de Jesus. Considerai nossas preces que fazemos com o coração em festa e atendei-nos em nossas necessidades. Por Cristo, nosso Senhor.

Todos: Amém.

ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS

Presidente: Acolhei, ó Deus, com estas oferendas as preces do vosso povo, para que a nova vida, que brota do Mistério Pascal, seja por vossa graça penhor da eternidade. Por Cristo, nosso Senhor!

Todos: Amém.

ORAÇÃO PÓS-COMUNHÃO

Presidente: Ó Deus, derramai em nós o vosso espírito de caridade, para que, saciados pelos sacramentos pascais, permanecemos unidos no vosso amor. Por Cristo, nosso Senhor!

Todos: Amém.

BÊNÇÃO

Presente: O Senhor esteja convosco. Aleluia. Aleluia.

Todos: Ele está no meio de nós. Aleluia. Aleluia.

Presidente: Abençoe-vos o Deus todo-poderoso nesta solenidade da Páscoa, e cheio de misericórdia vos defenda de todo o perigo do pecado. Aleluia. Aleluia.

Todos: Amém. Aleluia. Aleluia.

Presidente: E Aquele que na ressurreição do seu Unigênito vos restaura para uma vida eterna vos cumule com os prêmios da imortalidade. Aleluia. Aleluia.

Todos: Amém. Aleluia. Aleluia.

Presidente: E vós, que terminados os dias da Paixão do Senhor, celebrais as festas da Páscoa, possais chegar àquele festim que se soleniza em gozos eternos, com sua ajuda e as almas exultantes. Aleluia. Aleluia.

Todos: Amém. Aleluia. Aleluia.

Presidente: Abençoe-vos Deus todo-poderoso PAI + E FILHO E ESPÍRITO SANTO.

Todos: Amém.

Presidente: Levai a todos a alegria de Jesus Ressuscitado. Ide em paz e o Senhor vos acompanhe.

Todos: Graças a Deus, aleluia, aleluia!

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