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II Domingo da Páscoa

“VIMOS O SENHOR”   Jo 20, 25

LEITURAS: 1ª Leitura: At 5,12-16; Salmo Responsorial: 117 (118), 2-4.22-24.25-27a (R/.1); 2ª Leitura: Ap 1,9-11a.12-13.17-19; e Evangelho: Jo 20, 19-31.

COR LITÚRGICA: Branco ou Dourado.

Neste tempo litúrgico, no espaço celebrativo, tem evidência o Círio Pascal. Ele recorda-nos a presença de Cristo Ressuscitado, que vive e atua na comunidade que se reúne para o seu louvor. Também neste Domingo, por instituição de São João Paulo II, celebra-se desde o ano 2000, o Domingo da Divina Misericórdia.

ANIMADOR: O Senhor ressuscitou e vive entre nós, aleluia! Na Eucaristia, a Igreja, comunidade de irmãos, reúne-se com o Ressuscitado, e fortalece-se para a vivência e o testemunho autêntico de sua fé. Assim, ela é por excelência o lugar do encontro com Jesus, que deixa aos seus a sua paz, fruto bendito de sua Ressurreição. Ao celebrarmos hoje também, o Domingo da Divina Misericórdia, peçamos ao Senhor que nos ilumine na prática evangélica do amor-misericórdia para com nossos irmãos, entre os quais os mais fragilizados, de modo que o Cristo seja reconhecido no meio de nós.

CONTEXTUALIZANDO A PALAVRA 

Durante o Tempo Pascal, à Comunidade cristã é oferecida a oportunidade de aprofundar o evento da salvação, cuja memória evidencia-se na liturgia desse tempo. O Ritual de Iniciação de Adultos afirma que o tempo pascal é chamado de “Tempo da Mistagogia”, pois nele estende-se e vivencia-se os mistérios celebrados na “mãe de todas as vigílias”, a vigília pascal, tendo, portanto, o seu prolongamento nas celebrações dominicais.

A própria antífona de entrada, dirigindo-se aos neófitos, chamados também de “recém nascidos”, retoma o texto da Primeira Carta de Pedro, remetendo a comunidade ao novo nascimento celebrado na Noite Santa. Além disso, faz referência não somente aos novos filhos, mas também aos discípulos e discípulas já batizados que foram chamados ao reino de Deus, conforme ilumina-nos a segunda antífona, utilizada para aquelas comunidades que não tem a oportunidade de celebrar a iniciação na Vigília.

Sabe-se que a vida nova não é isenta de dificuldades, uma vez que o cristão não é retirado do mundo pelos sacramentos que celebra, mas tende a situar-se na realidade que se encontra inserido de uma maneira especial: como comunidade que aponta e evoca uma realidade nova, mostrando aos demais que a salvação alcançada em Cristo se realiza e se prolonga naqueles que aderem a Ele, mediante a fé.

Pela comunhão com os irmãos, pela promoção da justiça e da libertação, pelo cultivo de utopias e de esperanças de vida e de inclusão, a comunidade dos fiéis torna-se sinal da Páscoa, sinal da vida nova que Deus quer e preparou para todos. É possível enumerar vários acontecimentos que confirmam a convivência entre a realidade e a realização da Páscoa e os fatos e situações que indicam a direção contrária: violência, medo, fome, miséria, desastres, corrupção e maldade de todo tipo.

Contudo, o fiel é chamado a ver além e através dessas realidades: a vitória de Cristo sobre a morte é também vitória sobre o pecado do mundo e seus efeitos. Os males que atravessam a nossa existência se tornam para os que vêem, pela fé, sinais de realidade maior e melhor.

RECORDANDO A PALAVRA

O evangelho narra-nos a manifestação de Jesus ressuscitado aos discípulos. Alguns elementos compõem um cenário pascal que indica o clima vivido pela comunidade de fé: o Domingo (primeiro dia da semana), a comunidade reunida, a alegria e a paz que Cristo transmite aos seus discípulos.

Duas vezes Jesus proclama o seu desejo para a comunidade dos seus discípulos: “A paz esteja com vocês”. O nosso termo “paz” procura traduzir - embora de uma maneira inadequada - o termo hebraico “Shalom!”, que é muito mais do que “paz”, conforme o nosso mundo a compreende. “Shalom”, e palavras derivadas, ocorrem mais de 350 vezes no Antigo Testamento. Podemos dizer que o Shalom tem dois aspectos inseparáveis - é dom e desafio para os cristãos. É dom, porque somente Deus pode dá-la; é desafio, pois tem que ser construído dia após dia na vida pessoal, familiar, comunitária e social de cada pessoa. 

Mas outros elementos entrecruzam essa experiência, fazendo um inegável contraste: o anoitecer como sinal das dificuldades vividas, o medo dos judeus, as portas fechadas, a descrença de alguns membros simbolizada pela falta de fé de Tomé e, igualmente, o distanciamento da comunidade por parte dos discípulos, o que gerou dúvida e descrédito sobre os irmãos. Todos esses elementos giram em torno de testemunho da comunidade.

Ao seu final, o Evangelho chama a atenção sobre os sinais realizados por Jesus, que são escritos para suscitar a fé da comunidade. Cabe salientar que estes sinais não se tratam de milagres, mas como o próprio termo indica, residem em realidades sensíveis que nos apontam para dimensões invisíveis e superiores.

Nota-se certa insistência no relato nos sinais da paixão: com forte negação, Tomé exige tocar os ferimentos das mãos e do lado de Cristo, a fim de crer. Na segunda manifestação, Jesus o convida a tocar, tal qual exigido, apontando, contudo, o caminho inverso para a fé: crer sem ver. As chagas são os sinais em questão: marcas da morte no corpo do Vivente.

Jesus não lhe nega o desejo de tocar os sinais da paixão, convidando-o a estender as mãos, mas o exorta a uma fé mais madura. Por trás, se entrevê o drama das comunidades que já viam morrer as testemunhas oculares, os que conviveram com Jesus. É possível fazer a experiência da ressurreição sem ter convivido com Jesus? A resposta é sim, mas assumindo a irrupção da vida nova em meio aos conflitos do tempo presente.

O Ressuscitado se deixa tocar e ser reconhecido nas feridas de cruz que remetem à experiência mais dolorosa e desacreditada. Porém, a experiência da cruz, pela fé, se torna translúcida, transparente, fazendo ir além de si mesma.

Nessa proclamação triunfante da divindade de Jesus, o Evangelho terminava (o Capítulo 21 é um epílogo, adicionado mais tarde). No início, João nos informou que “o Verbo era Deus”. Agora, ele repete essa afirmação e abençoa todos os que a aceitam baseados na fé! A meta do Evangelho foi alcançada: mostrar a divindade de Jesus, para que acreditando, todos pudessem ter a vida n’Ele.

ATUALIZANDO A PALAVRA

Celebrar a páscoa a cada ano terá sempre sabor de novidade, pois impele a descobrir, no dia a dia da existência, razões para prosseguir adiante, olhando com a fé e atentamente os acontecimentos mais dolorosos e desacreditados como sinais da Páscoa. O grande sinal da manifestação de Jesus Ressuscitado à comunidade tem em vista a fé.

Mas a fé, que foi transmitida pela Igreja, não nega a existência, os obstáculos, os desafios. E estes, longe de obscurecer a percepção da Páscoa, devem servir para fortalecer a convicção da ressurreição. Todavia tal caminho não se faz no isolamento e sim na comunhão.

A fé tem a ver com a Igreja, reunião daqueles que foram escolhidos para o testemunho e para a vida nova. Distante da comunidade só restará a dúvida e a incapacidade de reconhecer nas coisas mais humanas e quotidiana a manifestação do Senhor.

Em tempos de ofertas religiosas de mercado, os espetáculos e as manifestações milagreiras tendem a desenraizar a experiência de Deus. Valem as “curas”, os choros, os arrepios, as emoções movidas por supostas adivinhações ou “revelações” misteriosas. Ninguém olha para as próprias feridas e para as feridas alheias para reconhecer a vida secreta que nelas habita.

Os obstáculos e desafios não servem mais para fortalecer e serem abraçados como cruz do discipulado. São evitados. As doenças, a pobreza, e as injustiças não são confrontadas à luz da fé. Aceita-se a indiferença, sem qualquer perspectiva de solidariedade, de profetismo, de luta em vista de uma transformação.

A Páscoa nos convida para algo mais: para a luz que brilha na noite, para a palavra que recria, para vida que emerge das águas, para o pão que cria vida ao ser partido. A fé está enraizada na vida; a existência faz seu húmus. A Ressurreição eleva aquilo que a encarnação assumiu.

LIGANDO A PALAVRA COM A AÇÃO LITÚRGICA   

O rito da comunhão é bem mais que o alimentar-se do pão e do vinho. Implica movimento, deslocamento do seu lugar para o lugar de Cristo, o altar. É canto que explicita o gesto de entrega servil e amorosa. Realiza o corpo eclesial, a união com Cristo, a Deus.

A antífona de comunhão deste domingo, que deveria ser assumida como refrão do canto de comunhão, retoma a ordem de Jesus para Tomé: “Estende a tua mão, toca o lugar dos cravos, e não sejas incrédulo, mas fiel, aleluia!”.

É exatamente isso que realiza cada fiel que toma parte na comunhão eucarística: estende a mão, não para tocar o lugar dos cravos, mas os sinais da paixão: pão e vinho. Não apenas os tocam, recebendo-os, mas deles se nutrem. Na alimentação, os sentidos do paladar e do tato estão intimamente ligados: toma-se pelas mãos e leva-se a boca para comer e beber. Tomai e comei é ordem explícita de Jesus.

Os sinais da paixão fizeram-se alimento na celebração da eucaristia. São assimilados para nutrir a fé. O evangelho narrado se prolonga no rito da comunhão. Tomé é cada cristão que obedientemente cumpre o mandato do Senhor, fazendo sua memória: ”façam isto!”.

ORAÇÃO DA ASSEMBLEIA

PRES.: Irmãos e irmãs, na comunidade reunida torna-se manifesta a presença do Senhor que nos deixa como fruto de sua Ressurreição a alegria e a paz. Em nossas preces, peçamos ao Ressuscitado que a participação em seu mistério, nos inspire na promoção da paz e no feliz anúncio de sua Boa Nova:

R/. Senhor, dai-nos a vossa paz e vossa alegria!

  1. Pela Igreja, para que, dispersa por toda a terra, possa testemunhar como os primeiros discípulos a Ressurreição do Senhor e anunciar as maravilhas deste encontro, rezemos.
  2. Por nossos pastores: o Santo Padre o Papa Francisco, por nosso Bispo Dom Vilson e por todo Clero, para que, dóceis ao apelo do Ressuscitado, dediquem-se ao serviço do rebanho que lhes foi confiado, rezemos.
  3.  Por nossas Paróquias e Comunidades e por seus agentes pastorais, para que, em meio as dificuldades e exigências do serviço pastoral, jamais esmoreçam, mas, mantenham-se fiéis e perseverantes, rezemos.
  4. Pelos cristãos perseguidos, para que se sintam sempre amparados pelas orações da Igreja, rezemos.
  5.  Por nós que nos reunimos para a Ceia da Senhor, para que sintamos a presença do Ressuscitado entre nós, sobretudo no clamor dos marginalizados, rezemos.

PRES.: Senhor Jesus, que após a Ressurreição, aparecestes aos seus discípulos e oferecestes-lhes a paz, enviando-lhes como promotores do perdão, inspirai-nos uma fé sempre mais convicta. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.

T.: Amém.

LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS

PRES.: Acolhei, ó Deus, as oferendas do vosso povo (e dos que renasceram nesta Páscoa), para que, renovados pela profissão de fé e pelo batismo, consigamos a eterna felicidade. Por Cristo, nosso Senhor.

T.: Amém.

ORAÇÃO APÓS A COMUNHÃO

PRES.: Concedei, ó Deus onipotente, que conservemos em nossa vida o sacramento pascal que recebemos. Por Cristo, nosso Senhor.

T.: Amém.

AVISOS

BENÇÃO SOLENE: TEMPO PASCAL, p. 523 do Missal Romano.

PRES.: Deus, que pela ressurreição do seu Filho único vos deu a graça da redenção e vos adotou como filhos e filhas, vos conceda a alegria de sua benção.

T.: Amém.

PRES.: Aquele que, por sua morte, vos deu a eterna liberdade, vos conceda, por sua graça, a herança eterna.

T.: Amém.

PRES.: E, vivendo agora retamente, possais no céu unir-vos a Deus, para o qual, pela fé, já ressuscitastes no batismo.

T.: Amém.

PRES.: Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho + e Espírito Santo, Aleluia, Aleluia.

T.: Amém, Aleluia, Aleluia!

PRES.: Ide, em paz e o Senhor vos acompanhe, Aleluia, Aleluia!

T.: Graças a Deus, Aleluia, Aleluia!

 

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