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Como realizar a Procissão Inicial da Celebração Eucarística de maneira mistagógi-ca - Parte III

Olá amigos e amigas!

Sejam bem vindos e bem vindas a mais uma reflexão semanal sobre a nossa Sagrada Liturgia.

Estamos refletindo sobre a Procissão Inicial da Celebração Eucarística. Depois de colocar o que a Igreja diz sobre ela, estamos refletindo sobre a maneira de realizá-la de maneira mistagógica.

Então, esta será a nossa reflexão: COMO REALIZAR A PROCISSÃO INICIAL DA CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA DE MANEIRA MISTAGÓGICA. Hoje faremos a Parte III.

INCLINAÇÃO OU GENUFLEXÃO

A inclinação (vênia) é feita para o ALTAR. (Instrução Geral sobre o Missal Romano, 49). Quando se tem o tabernáculo com Santíssimo Sacramento no presbitério faz-se a genuflexão (Instrução Geral sobre o Missal Romano, 274).

Os que vêm na procissão de entrada entram com o porte erguido na liberdade e consciência. Andar é um ato próprio do ser humano. Só ele o faz sobre os pés com a cabeça erguida. Ao entrar na Igreja caminha sob o olhar de Deus. Nesta caminhada deparam com a grandeza do mistério que vão celebrar. Então diminuem-se em gesto de humildade. Dobram-se diante de Deus, para mostrar a pequenez interior de quem olha para Deus.

Inclinação ou genuflexão reduzem a visibilidade do corpo, traduzindo a diminuição interior. O gesto feito com o corpo faz pensar (experimentar) o que o espírito (interior) sente diante de Deus: a atitude de adoração, veneração, submissão.

É bom educar o espírito a perceber o que o corpo faz. Pois na liturgia fazemos uma experiência globalizante, “holística”: envolve a pessoa como um todo: a dimensão corporal (corporeidade), a dimensão racional (racionalidade, mente, psicologia, vontade), a dimensão afetiva (afetividade, coração). Desta forma toda ação liturgia tem: um gesto corporal (corpo), um sentido teológico-litúrgico (mente) e uma espiritualidade (coração). Esse exercício prepara o coração para vivenciar os símbolos.

O BEIJO NO ALTAR

O altar é um lugar elevado, feito de madeira, de pedra ou metal, fixo ou móvel. Sobre ele apresenta-se a Deus Pai o memorial do Corpo e Sangue de seu Filho. Além de significar o lugar (ara) do sacrifício, também simboliza a mesa da refeição, porque a Eucaristia foi instituída durante uma ceia, em torno da mesa.

A pedra do altar faz-nos lembrar o próprio Cristo, aquela pedra que os construtores rejeitaram, mas que tornou-se a pedra angular (Salmo 18,2; Mateus 21,42; Atos dos Apóstolos 4,11), rocha espiritual. O beijo é expressão de carinho e amor. É o toque mais intenso que podemos nos ofertar mutuamente. Neste beijo, que é um gesto extremamente significativo, o sacerdote toca em Cristo para assimilar sua força e seu amor. Isso quer dizer que não é ele pessoalmente que celebra a Eucaristia, mas que a faz apenas a partir da força e do amor de Cristo. Expressa sua relação íntima com o Senhor, pois é em nome Dele que irá presidir a Eucaristia. É uma respiração da atmosfera divina, um beber da fonte da vida. Tem que ser um gesto realmente mistagógico, que nos leva para dentro do mistério celebrado.

Para realizar este gesto o sacerdote apoia ambas as mãos sobre o altar, como que num abraço a Cristo.

Podemos ainda dizer que como o altar simboliza o Cristo e o presidente o beija em nome da comunidade reunida, é um beijo de saudação e de amor entre o Esposo (Cristo) e a Esposa (Igreja).

É uma veneração do altar, junto com a inclinação (genuflexão) e a incensação.

EVANGELIÁRIO

Pode-se colocar sobre o altar o Evangeliário, distinto do livro das outras leituras (Instrução Gera sobre o Missal Romano 117).

Na procissão da entrada só poderá vir o Evangeliário (Instrução Geral sobre o Missal Romano, 120c). O lecionário nunca entra na procissão da entrada, mas já fica no ambão para as leituras.

O diácono, ou na falta dele um leitor, trará o Evangeliário na procissão de entrada um pouco elevado (Instrução Geral sobre o Missal Romano, 120c) à frente do presidente (Instrução Geral sobre o Missal Romano, 194). É colocado sobre o altar, significando a união Mesa da Palavra com a mesa Eucarística. Pois embora na Eucaristia exista a Liturgia da Palavra e a Liturgia Eucarística, juntas constituem um só e mesmo ato de culto (Sacrosanctum Concilium, 56), com efeito, a mesa preparada para nós na Eucaristia é ao mesmo tempo a Palavra de Deus e a do Corpo do Senhor (cf. Dei Verbum 21). A Liturgia da Palavra é também Eucarística, porque a Palavra é sacramento e a Liturgia Eucarística é também querigmático, anamnético (memória). O beijo dado no Evangeliário e no altar também quer significar a união destas duas mesas no mesmo ato de culto.

Não é a assembléia que recebe a Palavra, mas a Palavra, Cristo, é que convoca, recebe e constitui a assembléia celebrante.

Se existir a entrada solene do Evangeliário na procissão de entrada, não tem sentido fazer outra entronização da Palavra, pois dá-se a impressão de que não se descobrira o sentido da entrada solene do Evangeliário. Afinal Deus tem quantas palavras?

Até mais...

 

Pe. Ocimar Francatto

 

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