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Como realizar a Procissão Inicial da Celebração Eucarística de maneira mistagógica - Parte IV

Olá amigos e amigas!

Que alegria é ter vocês aqui, mais uma vez, para a nossa reflexão semanal da Sagrada Liturgia.

Estamos refletindo sobre a Procissão Inicial da Celebração Eucarística. Depois de colocar o que a Igreja diz sobre ela, estamos refletindo sobre a maneira de realizá-la de maneira mistagógica.

Então, esta será a nossa reflexão: COMO REALIZAR A PROCISSÃO INICIAL DA CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA DE MANEIRA MISTAGÓGICA. Hoje faremos a Parte IV.

FICAR EM PÉ

Acompanhamos a procissão de entrada em pé (Instrução Geral sobre o Missa Romano, 124). É a postura característica da pessoa humana em relação à maioria dos animais: postura vertical, um símbolo total de sua dignidade como rei da criação.

É a mais coerente expressão de identidade de um cristão em oração diante de Deus.

Expressamos com este gesto a atitude de respeito diante de uma pessoa importante.

É a atitude que melhor indica a atenção, a prontidão, a disponibilidade, a propensão para uma ação ou uma caminhada, a co-responsabilidade.

Para o cristão é sinal de sua liberdade, como redimido por Cristo, de sua condição de filho na família, de sua confiança diante de Deus. Participa, assim, da dignidade do Ressuscitado, unido ao Cristo Glorioso, como membro de seu Corpo; não é de estranhar que nos primeiros séculos fosse proibido ajoelhar-se para a oração comunitária aos domingos ou durante todo o Tempo Pascal: tomavam a sério sua condição de participantes da Ressurreição do Senhor. Assim “ficar de pé” é sinal por excelência do Ressuscitado (cf. Gálatas 5,1; Efésios 6,14; Apocalipse 5,6; 7;9; 15,21). É respeito à Palavra de Deus (Ezequiel 2,1). O próprio Jesus se levanta para ler o livro do profeta Isaías na sinagoga de Nazaré (Lucas 4,16).

Aquele que vai ser para a assembléia o sinal visível da presença do Senhor com os seus, é recebido em pé na entrada processional, com os demais ministros, em sinal de respeito por toda a assembléia celebrante.

CRUZ PROCESSIONAL

É sinal do Cristo, que caminha com seu povo. É o Cristo Crucificado, pois é o seu sacrifício na Cruz que nos salvou, que agora vamos celebrar, por isso a Instrução Geral do Missal Romano, em sua terceira edição típica (2000), coloca para nós, entre outras novidades a “cruz, ornada com a imagem do Cristo crucificado” (Instrução Geral sobre o Missal Romano, 122).

Na liturgia não pode haver duplicação de sinais, por isso se no altar já tem uma cruz, a cruz processional será guardada em lugar adequado, fora do presbitério (Instrução Geral sobre o Missal Romano, 122).

INCENSO

É sinal de respeito, oração, oferenda, honra, purificação e santificação.

Na procissão de entrada incensa-se a cruz e o altar (Instrução Geral sobre o Missal Romano 49; 123; 173; 211; 276b;)

A incensação das relíquias e as imagens dos Santos expostas à veneração pública deverão acontecer somente uma vez, no início da celebração, após a incensação do altar (Instrução Geral sobre o Missal Romano, 277).

VELAS

Simboliza a Luz do Cristo ressuscitado e a nossa fé.

Desta forma a procissão da entrada tem um elemento sonoro que é o canto de abertura e um elemento visual: o incenso, a cruz, as velas, o Evangeliário...

Pode-se fazer um gesto complementar quando se faz a aspersão da comunidade, no lugar do ato penitencial, com a água, pelo presidente, recordando o Batismo, quando o presidente caminha pelos corredores da igreja.

A procissão da entrada expressa, de forma muito bela, a liturgia como “movimento ritual”.

A pessoa humana é um ser visual, comunica-se através de imagens. Não podemos matar o símbolo, a memória, a fantasia, o próprio pensamento e a profundidade do mistério. Deixar transparecer a atmosfera do religioso, do sagrado, da oração.

A procissão da entrada deveria ser mais valorizada (Instrução Geral sobre o Missal Romano, 44), devemos tomar consciência do mistério que vai ser celebrado, e assim escolhermos bem quem tomará parte dela.

Até mais...

 

Pe. Ocimar Francatto

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